Champions League

[Vídeo] Os craques comentam qual a sensação de ouvir o hino da Champions em campo

Por vezes, o hino da Champions League pode até enjoar. Mas não dá para negar a força que a música representa. O clássico surgiu durante a formulação do torneio em 1992, composta pelo maestro Tony Britten, responsável por trilhas sonoras de filmes e programas de televisão, além de jingles para comerciais. E, ao longo desses 24 anos, a melodia passou a ocupar um lugar especial no imaginário de torcedores e jogadores. Especialmente nas fases decisivas, é o aviso de que uma grande partida esta prestes a conversar.

Nesta semana, a Uefa conversou com Britten sobre as suas ideias na composição do hino. E o maestro justamente ressalta a grandiosidade planejada, para absorver os jogadores na atmosfera do jogo e alinhar craques ao redor do continente ao mesmo tempo, durante a execução do hino. Além disso, a entidade colheu o depoimento de diversos ícones da competição sobre as sensações que o hino provoca. Com a palavra, Zidane, Messi, Luis Suárez, Thiago Silva e Thibaut Courtois.

Abaixo, um trecho do vídeo produzido pela Uefa – que, na íntegra, pode ser conferido no Youtube. Além disso, reproduzimos também matéria escrita em maio de 2013, na qual contamos a história da criação do hino.

Everybody knows the unmistakable sound of the #UCL anthem… Here’s the story behind it: http://uefa.to/1LbAJxO

Publicado por UEFA Champions League em Terça, 8 de março de 2016

Hino da LC por pouco não foi “We Are the Champions”

hino lc

Wembley, 25 de maio. Antes de a bola começar a rolar na decisão da Liga dos Campeões, um momento especial deverá mobilizar os espectadores, independente da torcida para Bayern Munique ou Borussia Dortmund. O ritual de execução do hino oficial se repete e arrepia em todos os jogos do torneio, mas ganha ares ainda mais grandiosos na final. E, pela 21ª vez, será tocado antes da coroação do campeão.

A canção surgiu em 1992, quando a Uefa transformava a antiga Copa dos Campeões em liga e abria os horizontes comerciais para a principal competição de clubes do planeta. Criador de trilhas sonoras para filmes e programas de televisão, além de jingles para comerciais, Tony Britten foi o escolhido para a tarefa. E não imaginava as proporções que sua obra atingiriam.

“Eu tenho que dizer que é uma surpresa total para mim o quanto tempo durou e o quão popular se tornou o hino. Para ser honesto, quando foi escolhido para compô-lo, era como qualquer outro trabalho para mim. A coisa toda demorou cerca de um mês do início ao fim”, afirmou o músico, em entrevista ao jornal The New York Times.

“Naquela época, aconteceram vários incidentes com hooligans, desastres com torcedores e situações do tipo. Nós sabíamos que queríamos usar uma música e todos pensaram que ela poderia ser ‘We Are the Champions’, do Queen. Porém, nós queríamos algo realmente clássico”, declarou Craig Thompson, ex-diretor da empresa de marketing contratada pela Uefa para impulsionar a marca da Liga dos Campeões na década de 1990.

Britten enviou  trechos de várias peças clássicas para a empresa de marketing, buscando a ideal. E, segundo o compositor, o sucesso que os Três Tenores faziam na época, em turnê mundial, pesou para a escolha de uma ópera: “Eles me disseram: ‘Não queremos apenas solos, queremos algo com um coro de vozes’. Então, isso foi o que fiz”.

O hino se baseou na melodia de “Zadok the Priest”, do compositor alemão George Frideric Handel. Criada em 1727, a canção embalou a coroação do Rei Jorge II da Grã-Bretanha. “Aproveitei um dos trechos e só me ocupei com a criação da letra”, revela.

E o mais interessante: o refrão “The Chaaaaampions”, que dá ar de grandeza à canção e faz referência justamente ao nome da competição, poderia ter sido outro. Entre as palavras cogitadas por Britten estavam greatest, finest, the most exciting e the most significant – o maior, o melhor, o mais emocionante e o mais significante.

“Olhando para trás, alguns destes teriam sido desastrosos”, avalia Britten . No final das contas, as outras expressões ficaram limitadas ao alemão e ao francês, línguas oficiais da Uefa e que deram noção de pluralidade nacional à letra.

A Orquestra Filarmônica Real foi escolhida para tocar a obra, enquanto o Coro da Academia de São Martim foi responsável pelas vozes na gravação. E, no dia 7 de setembro de 1992, a rádio britânica Classic FM teve a honra de executar o hino da Champions pela primeira vez. O início de um mito que será renovado neste sábado.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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