Champions League

Um gol nos acréscimos do segundo tempo rendeu uma vitória fabulosa ao Ajax

Ajax e Benfica faziam um encontro cheio de história na Johan Cruijff Arena, de gigantes que buscam se reafirmar na Liga dos Campeões. E o duelo, se não tinha os craques de outros tempos, vai ficar na memória de quem viu. Por mais que o placar zerado tenha prevalecido na maior parte do tempo, os dois times criaram ótimas chances e viam as defesas se safarem. Emoção que valeu ao ápice no final: com um gol nos acréscimos do segundo tempo, os Godenzonen garantiram a vitória por 1 a 0, essencial para suas pretensões rumo aos mata-matas. A comemoração parecia relembrar os tempos de outrora, diante da vibração de jogadores e torcedores pelo triunfo arrancado. O vento sopra a favor dos holandeses.

Prova do primeiro tempo franco, foram 17 finalizações nos 45 minutos iniciais. O Benfica era um pouco mais insistente, mesmo com menos posse de bola. André Onana apareceu e fez defesas essenciais. Já do outro lado, Odisseas Vlachodimos começou a trabalhar mais a partir dos 20 minutos, enquanto Germán Conti chegou a salvar uma bola espetacular em cima da linha. Faltava aos times serem um pouco mais constantes, mas o cenário estava completamente aberto para o segundo tempo.

Na etapa complementar, o Ajax fez valer o seu mando de campo. Sofreu menos na defesa e pressionou o Benfica. Onana voltou a ser exigido, embora Vlachodimos fosse bem mais testado pelos holandeses. E a insistência deu resultado aos 47. David Neres, que havia saído do banco nos minutos finais, aproveitou o erro da zaga e cruzou. O lance parecia morto, mas Noussair Mazraoui apareceu na entrada da área e arrematou. Com o caminho congestionado, Vlachodimos não teve o que fazer desta vez, em chute que ainda desviou no meio do caminho.

A comemoração inflamada, digna de quem já teria conquistado a classificação, possui seu motivos. O Ajax deu um passo importante rumo às oitavas de final. Aparece na liderança do Grupo E, com os mesmos sete pontos do Bayern. Já o Benfica tem três e precisa dar o troco sobre os holandeses no reencontro em Lisboa. A diferença entre a ascensão dos Godenzonen e as interrogações aos os encarnados se evidencia, mesmo que o destino da peleja em Amsterdã pudesse ser diferente. O empenho fez os Ajacieden merecerem o resultado.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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