Champions League

Tipo Libertadores: Torcida do Gladbach fez foguetório no hotel da Inter durante a madrugada e relembrou confusão antiga

Borussia Mönchengladbach e Internazionale fazem uma partida decisiva nesta terça-feira de Champions League. Os alemães não eram os favoritos à classificação no Grupo B, mas fazem uma excelente campanha e podem se garantir nas oitavas de final com um empate. Enquanto isso, os italianos necessitam da vitória para evitar a eliminação precoce. E o duelo decisivo ganhou ares de “Copa Libertadores”, com direito a um foguetório diante do hotel onde os interistas estão hospedados.

A torcida do Gladbach caprichou no barulho. Realizou uma grande queima de fogos bem no meio da madrugada, para atrapalhar o sono dos jogadores adversários. Nada inédito, pensando no que é costume na Libertadores, mas que não o que se imagina na Champions. E houve uma dose de provocação dos alemães, ao levarem uma faixa afirmando que “Lembre-se, Inter: as coisas ficam melhores com Coca-Cola”. Pode parecer um slogan sem sentido, mas é uma zoeira das boas, remetendo ao passado de rivalidade entre os dois clubes nas copas europeias.

Em 1971/72, Gladbach e Inter se enfrentaram na Champions. Os Potros começavam a despontar como uma força nacional, que rivalizaria com o Bayern dos anos 1970, enquanto a Beneamata contava com uma renomada base de jogadores experientes na seleção italiana. Durante o confronto na Alemanha, uma lata de Coca-Cola foi atirada no gramado e o atacante Roberto Boninsegna alegou ter sido atingido, deixando o campo direto ao hospital. A partida até continuou, com goleada por 7 a 1 do Gladbach, mas seria anulada e remarcada a Berlim. No fim das contas, os nerazzurri avançaram e alcançaram a decisão continental naquela temporada.

A chance de provocar não saiu da mente dos alvinegros. Além da faixa, várias latas de refrigerante foram deixadas na rua diante do hotel. A polícia alemã investiga os responsáveis. O Borussia Mönchengladbach pediu desculpas oficiais à Internazionale. O clube preserva em seu museu a suposta latinha atirada contra Boninsegna, que ficou com o árbitro daquela partida.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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