Champions League

Técnico do Sporting sobre enfrentar o City: “Meus jogadores já fizeram alguns milagres”

Rúben Amorim reconhece que o City é o favorito, mas diz que uma das principais características do seu elenco é ter fé

O técnico do Sporting, Rúben Amorim, reconhece a dificuldade do adversário que terá pela frente nesta terça-feira no jogo de ida das oitavas de final da Champions League, a primeira vez dos Leões no mata-mata mais importante do futebol europeu de clubes desde 2008/09, mas se recusa a jogar a toalha antecipadamente contra o Manchester City, por mais que a estratégia de dizer que seus atletas já executaram outros milagres para passar confiança não passe exatamente muita confiança.

Desde 2020 no comando do Sporting, Amorim é o técnico responsável por quebrar o jejum de 19 anos sem títulos portugueses. De volta à Champions League, não era considerado favorito à classificação no grupo que tinha Ajax e Borussia Dortmund, mas avançou em segundo lugar por ter levado vantagem no confronto direto com os alemães. Passar pelo Manchester City, porém, será muito, muito difícil.

“Uma das grandes facetas desta equipe é a fé, o acreditar. Acreditamos na nossa ideia, sabendo que vamos enfrentar uma das melhores equipes do mundo e o melhor treinador da atualidade. Essa fome de vencer faz acontecer coisas especiais e acreditamos nisso, com o desejo de deixar orgulhosos todos os sportinguistas. Vamos procurar enfrentar este desafio da melhor forma, com o nosso plano de jogo”, disse.

“Acredito que é possível. Não falo em números ou probabilidades. Temos de acreditar, mas os meus jogadores já me surpreenderam várias vezes. Já fizeram alguns milagres. Acredito ser possível. Tenho mais uns anos do que eles… e gosto muito deles pela forma como acreditam no processo”, acrescentou.

Segundo Amorim, é impossível desenhar um esquema para parar o Manchester City porque Guardiola tem a capacidade de mexer as suas peças para superar adversários que tentam fazer isso. A única solução é pensar em seu próprio jogo.

“Quando observamos o City, percebemos que não podemos tentar tapar todos os espaços porque eles conseguem mudar. É impossível traçar um plano só para tapar o City. Se há uma coisa boa na observação do City, é que nos faz pensar no nosso processo. Já crescemos, e os jogadores do Sporting têm talento para chegar àqueles patamares. O azar deles é que ainda não têm um treinador que os leve até lá (risos). Poderemos ter algum cuidado no momento de pressão, mas não vamos mudar nada”, disse.

Referência técnica do Sporting, Pedro Gonçalves ficou fora contra o Porto na última sexta-feira por causa de uma lesão muscular, mas se sente melhor e foi relacionado. “É um rapaz robusto, não costuma ter lesões. Nunca o vi tão sério a dizer aos responsáveis do departamento médico e à equipe técnica que estava bem. Fez todos os testes e agora… vamos ver. Quis muito vir para o jogo e disse que se sentia apto. Não ia deixá-lo de fora da convocatória. Repito, agora vamos ver”, afirmou.

Embora diga que sua referência sempre foi José Mourinho, Amorim não hesita em eleger Guardiola o “melhor do mundo agora”. “Técnica e taticamente orienta a equipe mais evoluída. Dentro da sua estrutura, Guardiola tem uma flexibilidade incrível. Digamos que aqui é a (escola) primária e lá a universidade. É uma referência para todos os treinadores”, completou.

O Sporting chega ao confronto após empatar com o Porto por 2 a 2. É o único empate desde o fim de setembro, com outras três derrotas e 23 vitórias no período, por todas as competições.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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