Champions League

Shakhtar arranca virada em noite terrível do goleiro do Antwerp

Depois de sair perdendo do Royal Antwerp por 2 a 0 fora de casa, o Shakhtar conseguiu uma virada no segundo tempo que deixa os ucranianos em situação melhor

O Shakhtar Donetsk foi até a Bélgica enfrentar o atual campeão do país, Royal Antwerp, em um duelo de dois times que não tinham pontos ainda na Champions League. O jogo foi uma loucura: os mandantes começaram vencendo por 2 a 0, mas os ucranianos arrancaram uma virada para 3 a 2 no segundo tempo. Um resultado muito importante especialmente se considerarmos que é um provável duelo direto pelo terceiro lugar da chave, já que Barcelona e Porto são imensamente favoritos a avançarem.

Gol rápido e primeiro tempo só com alegrias

Logo a dois minutos de jogo, o time da casa já abriu o placar. Em uma saída de bola errada do Shakhtar, Vermeeren fez o desarme e tocou para Arbnor Muja, que fez o corte e finalizou bem para marcar 1 a 0. Foi o início dos sonhos para os belgas, que passaram a poder controlar mais o jogo a partir do gol. Ou, ao menos, era isso que esperavam.

O Shakhtar chegou com perigo aos 21 minutos, em uma boa jogada que terminou em finalização de Stepanenko que foi desviada para escanteio. Foram diversos escanteios seguidos para os ucranianos, que chegaram perto de empatar em um deles, em uma bola que passou por todo mundo e Soumaila Coulibaly desviou e Mykola Matviyenko não conseguiu desviar para o gol.

O momento era do Shakhtar, que ia para cima. Em uma jogada trabalhada pelo meio, Oleksandr Zubkov recebeu pelo meio, puxou para a perna esquerda, que é a sua preferida, e chutou forte. A bola foi desviada e foi para fora.

O time da casa deu um banho de água fria nos visitantes aos 32 minutos. Em um bom passe de Arthur Vermeeren, Michael Ange Balikwisha recebeu livre, viu a saída do goleiro Dmytro Riznyk e tocou com categoria: 2 a 0.

Shakhtar volta com a faca nos dentes e vira o jogo

O Shakhtar conseguiu diminuir no começo do segundo tempo. Depois de pressionar nos minutos iniciais, o time acertou uma bola e, na continuação da jogada, o goleiro Butez saiu mal, a bola pipocou dentro da área e Danylo Sikan aproveitou para tocar de cabeça e diminuir o placar para 2 a 1.

O Shakhtar não desistiu, foi atrás e conseguiu o empate aos 25 minutos. Cobrança de falta de Yaroslav Rakitiskyi cobrou falta na entrada da área, a bola desviou e matou o goleiro Jean Butez: 2 a 2 no placar.

Aproveitando o momento melhor, o Shakhtar arrancou a virada de forma incrível. Aos 30 minutos, em uma saída de bola desastrosa do Antwerp, o Shakhtar tomou a bola, foi para cima, o goleiro Butez tentou impedir a bola de sair, mas acabou colocando em jogo, Nazaryna tocou para o meio e Danylo Sikan tocou para o gol vazio: 3 a 2. Uma virada espetacular, que foi construída em 30 minutos do segundo tempo.

Parecia que o jogo terminaria com os ucranianos com os três pontos. Nos acréscimos, o Royal Antwerp foi para o tudo ou nada, com zagueiros no ataque e desespero total. Foi nessa situação que o beque Toby Anderweireld, capitão do time, recebeu uma bola de fora da área, naquela altura atuando como centroavante, e chutou. O volante Taras Stepanenko tentou bloquear a bola, estava com o braço bem aberto e acabou bloqueando com o braço. Pênalti marcado imediatamente pelo árbitro Rade Obrenovic.

Seria o último lance do jogo. Quem assumiu a responsabilidade foi o próprio zagueiro Toby Alderweireld. Ele cobrou com firmeza, mas para fora. O árbitro encerrou o jogo logo depois. Vitória do Shakhtar fora de casa, com três pontos fundamentais para o time buscar algo no grupo — nem que seja uma vaga na Liga Europa, que parece ser mais possível.

Com a vitória, o Shakhtar vai a três pontos na tabela, mesma pontuação de Barcelona e Porto (que se enfrentam na rodada). O Royal Antwerp continua sem pontos. Na próxima rodada, no dia 25 de outubro, o Shakhtar vai até Barcelona enfrentar o time da casa, enquanto o Royal Antwerp vai até Portugal enfrentar o Porto.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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