Champions League

Sevilla pressionou e dominou, mas De Gea assegurou o 0 a 0 para o Manchester United

O torcedor do Manchester United está acostumado com este tipo de jogo: travado, muito físico, e com David De Gea aparecendo nas horas cruciais para garantir o resultado. Os ingleses foram à Espanha, suportaram a pressão do Sevilla, no Ramón Sánchez, e voltaram com o empate por 0 a 0. Avançam às oitavas de final com vitória simples em Old Trafford. Resultado bom em mais um jogo ruim.

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O Manchester United participa bastante de partidas enfadonhas e era difícil esperar outra coisa em um jogo de mata-mata, fora de casa. Parte pelo pragmatismo de José Mourinho, parte por um ataque que não flui quando não tem espaços, o que tende a acontecer em grandes confrontos. Com Romelu Lukaku, Alexis Sánchez e Juan Mata no ataque, mais a entrada de Pogba no primeiro tempo, no lugar do machucado Ander Herrera, os Red Devils deveriam ser capazes de uma produção ofensiva maior do que a desta quarta-feira.

Não foi o que aconteceu. O United conseguiu finalizar apenas cinco vezes na partida e apenas uma delas foi no alvo. Ao contrário, o Sevilla pressionou bastante para tentar furar o sistema defensivo sólido e bem postado dos visitantes. Colecionou 18 arremates a gol e exigiu defesas espetaculares de David De Gea, o principal responsável pelo placar não ter saído do zero. O que também não é novidade. O goleiro espanhol tem se provado decisivo em momentos cruciais da temporada.

A partida começou mais equilibrada, com a bola passeando entre as duas intermediárias. Nenhum dos times conseguia infiltrar na defesa adversária, e as principais chances foram criadas de longe. Muriel fez De Gea trabalhar bem pela primeira vez, aos 3 minutos, com um chute rasteiro no canto direito. Navas tirou tinta da trave logo em seguida. O United respondeu, aos 25, com um passe por elevação de Sánchez, que Lukaku pegou de primeira. Mas pegou mal e mandou por cima do travessão.

De Gea brilhou de verdade nos minutos finais do primeiro tempo. Em jogada de escanteio, Mercado recolheu com uma acrobacia e N’Zonzi apareceu para cabecear. O espanhol mandou por cima do travessão. No último ato da etapa, Navas cruzou da direita, e Muriel encontrou a bola dentro da pequena área. Foi uma cabeçada à queima-roupa, forte, sem muito tempo de reação para o goleiro. Mas De Gea não precisa de muito tempo para reagir: esticou o braço para espalmar a tijolada e manteve a sua meta intacta.

O segundo tempo voltou mais ou menos com a mesma dinâmica. O Sevilla ligeiramente melhor, mais tempo com a bola nos pés, e cercando a área do United, que não conseguia levar perigo a Sergio Rico. Mas os espanhóis não conseguiram fazer muito melhor. Muriel tentou de fora da área, Lenglet cabeceou fraco nas mãos de De Gea e Correa mandou para fora. A melhor chance saiu em um cruzamento de Sarabia para Muriel, que cabeceou por cima do travessão.

Mourinho mexeu na equipe depois dos 30 minutos do segundo tempo. Colocou Rashford e Martial nos lugares de Sánchez e Mata, tentando botar um pouco mais de velocidade no seu ataque. E de fato o Manchester United conseguiu criar algumas oportunidades. Rashford tabelou com Pogba e mandou de primeira para fora, com muito perigo. Em seguida, cobrou uma falta que finalmente assustou Rico.

Com longos períodos em que nada aconteceu, a partida nunca empolgou. O Manchester United retorna à Inglaterra satisfeito com o resultado, e o Sevilla, por mais que tenha tido uma boa atuação, capaz de dominar uma das equipes mais ricas do mundo, não conseguiu marcar o golzinho que lhe daria uma vitória merecida. Fica tudo para Old Trafford.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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