Champions League

Bola parada define empate entre Sevilla e Lens pela Champions

Ocampos abriu o placar para o Sevilla após escanteio, enquanto Fulgini empatou para o Lens em ótima cobrança de falta

O Sevilla, atual campeão da Europa League, não conseguiu sair com a vitória na abertura da UEFA Champions League 2023/24. Enfrentando o Lens, o lanterna do Campeonato Francês, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, a equipe espanhola abriu o placar com Lucas Ocampos, mas sofreu o empate ainda no primeiro tempo, em boa falta cobrada por Angelo Fulgini. Placar final de 1 a 1.

Os clubes ficam na segunda e terceira colocação do grupo B, liderado pelo Arsenal, que goleou o PSV por 4 a 0.

O resultado reforça o mau momento dos times. Sem nenhuma vitória, o Lens perdeu quatro de suas seis partidas na temporada. Já o Sevilla venceu apenas uma vez no Campeonato Espanhol.

Em primeiro tempo físico, Sevilla e Lens contam com bola parada para marcar

Bem montado no seu 4-2-3-1, o Sevilla começou com uma saída bem apoiada com os laterais e os dois volantes Fernando e Djibril Sow. Mais a frente, Ivan Rakitic flutuava como um meia, Youssef En-Nesyri ficava como o nove fixo, tendo Lucas Ocampo (esquerda) e Erik Lamela (direita) como opções pelos lados do campo. Já a equipe francesa treinada por Franck Haise, com três zagueiros, tinha dificuldade para sair jogando pela pressão sufocante do dono do estádio Ramón Sánchez Pizjuán.

Roubando a bola no campo de defesa que os espanhóis criaram o primeiro chute, após Ocampos dar bela meia-lua na entrada da área e finalizar em cima da marcação. Na sobra, Lamela sofreu uma cotovelada do adversário, mas nada foi marcado na área. A pressão seguiu e aos oito minutos, viria o gol dos mandantes na bola parada. Em escanteio cobrado por Rakitic na primeira trave, Ocampos, de costas para a meta, deu um desvio na bola que encobriu Brice Samba e foi às redes.

Após sofrer o gol, o Lens não mudou sua postura de marcar atrás e dar a bola para o adversário, por vezes cedendo algum espaço para contragolpes. Nas poucas oportunidades que teve para sair em contra-ataque, o Sevilla apostava na velocidade, mas não conseguia ter efetividade no último passe.

Com dificuldade para criar, o time francês apostou na individualidade. O atacante Elye Wahi recebeu no meio, foi costurando a marcação e terminou derrubado por Sérgio Ramos na meia-lua, por pouco não sendo pênalti. Na falta praticamente frontal, o meia Angelo Fulgini mandou uma bomba no canto de Marko Dmitrovic, que mesmo tocando na bola, foi superado pelo francês, placar empatado no primeiro chute do Lens.

Querendo a vantagem de volta, Lamela recebeu pela esquerda, cortou para canhota e mandou um belo cruzamento na segunda trave. Ocampos não conseguiu finalizar da maneira que gostaria, e o Samba salvou o que seria o gol do Sevilla.

A partida foi extremamente física no primeiro tempo, com 18 faltas marcadas. A questão disciplinar também esteve presente, com quatro cartões para os franceses e um para o time de Jose Luís Mendilibar.

A bola parada era uma possibilidade em meio a falta de espaço e as seguintes infrações. O centroavante En-Nesyri finalizou pela primeira vez assim, ao cabecear a bola nas mãos de Samba após falta cobrada por Rakitic. O goleiro francês apareceria novamente para salvar o Lens em infiltração na área de Lamela, defendendo em dois tempos a finalização rasteira do argentino.

Com boas chances para os dois lados, placar permanece o mesmo

O início da etapa final foi aberto, com momentos alterados de ataque das equipes. O Lens realizou a primeira finalização, vinda dos pés de Florian Sotoca, mas bloqueada pela defesa espanhola. A equipe francesa, chamada também de Sangue e Ouro por suas cores, tinha a saída mais limpa nessa etapa final, escapando da pressão do Sevilla. Em uma das jogadas criadas pelo chão, Wahi recebeu na área e cruzou para trás na saída do goleiro, mas ninguém apareceu para finalizar.

O centroavante francês de apenas 20 anos recebeu outra boa oportunidade, tentou superar Sérgio Ramos com um drible e chutou, mas o experiente zagueiro apareceu para bloquear a marcação.

O relógio já marcava 20 minutos, e o Sevilla não havia finalizado ainda na etapa final – contra seis vezes do Lens, todas sem direção do gol. As primeiras mudanças de Mendilibar aconteceram nesse momento pouco efetivo de sua equipe. Entraram Dodi Lukebakio e Boubakary Soumaré nos lugares de Lamela e Sow. Assim, o clube espanhol conseguiu sua primeira finalização, com envolvimento essencial de Ocampos, agora pela direita, que sofreu falta e apareceu para cabecear a cobrança de Rakitic, mas sem acertar a meta de Samba.

As mudanças e a presença de Lukebakio pela esquerda deram novo ânimo ao Sevilla. O belga concluiu um cruzamento vindo do outro lado sem direção, e poucos minutos depois apareceu de fora da área para exigir defesa de Samba. Como resposta, o técnico francês Haise colocou Morgan Guilavogui como referência no ataque e Andy Diouf para novo gás no meio-campo. As mudanças frearam aquele que era o melhor momento dos mandantes na etapa final.

A presença de um atacante mais alto na área garantiu uma grande chance para o Lens. Guilavogui apareceu para concluir cruzamento e testou forte, em cima de Dmitrovic. No escanteio, o goleiro do Sevilla apareceu de novo para intervir em desvio de Sotoca na primeira trave.

O final do jogo foi agitado. Enquanto o time de Mendilibar buscava a velocidade com Ocampos, Lukebakio e Suso, os franceses buscavam criar nos cruzamentos em direção a Guilavogui. A melhor chance vinda dos times foi do Sevilla. Ocampos recebeu escanteio curto e mandou na segunda trave para Sérgio Ramos. O zagueiro tocou para o meio e Mariano Díaz perdeu um gol inacreditável.

 

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo