O conseguiu travar muito bem a . Concentrado quase o jogo inteiro, pressionando com eficiência, organizado defensivamente. E ainda teve oportunidades para fazer mais do que dois gols. Nessa situações, quem o conduzia à frente na vitória por 2 a 1 em Portugal era geralmente o meia .

Oliveira não é exatamente novo, tem 28 anos, mas é relativamente uma novidade. Aos 17 anos, quatro meses e 15 dias, tornou-se o jogador mais jovem a atuar em uma partida profissional com a camisa do Porto, em 2009, e foi vice-campeão mundial sub-20 dois anos depois. Embora tenha uma longa associação com o clube, soma apenas 133 jogos e três temporadas jogando regularmente no Campeonato Português pelo Dragão.

Podemos colocar isso na conta do excesso de empréstimos. Depois de estrear contra o Sertanense, pela Taça de Portugal, passou um ano cedido ao Beira-Mar para ganhar experiência, seis meses no Mechelen, da Bélgica, outros seis no Penafiel, da segunda divisão. Passou 2012/13 no Porto B e as duas temporadas seguintes no Paços de Ferreira. Não ficava no time principal, nem era vendido, embora àquela altura já tivesse 23 anos. Fez alguns jogos em 2015/16, mas, após seis meses quase parado, terminou a temporada seguinte no Nantes, da França.

Em 2017/18, teve sua primeira sequência de verdade pelo Porto, com 27 jogos, 19 pela liga portuguesa, 15 como titular. Era a hora de se firmar, certo? Não: ganhou mais um carimbo no passaporte com seis meses pelo PAOK, da Grécia. Enfim, em 2019/20, Oliveira jogou quase todas as partidas dos Dragões depois de se recuperar de uma lesão no tornozelo, contraída em agosto, e agora está fazendo sua melhor campanha.

As mudanças de treinadores o ajudaram. Quando estava mais maduro, teve poucas chances com Julen Lopetegui e Nuno Espírito Santo. Começou a ganhar espaço com Sérgio Conceição. Nesta temporada, sua primeira de maior destaque, marcou 14 gols em 31 jogos e é um dos capitães do Porto. Em dezembro, renovou contrato até 2025 para correr atrás do tempo perdido.

A busca pelo gol ficou clara contra a Juventus. Ele foi com folga o jogador do Porto que mais vezes chutou contra a Juventus – quatro. Duas dessas finalizações foram bem perigosas. Uma no primeiro tempo, após erro de Szczesny na saída de bola. De Ligt conseguiu o desvio. A segunda, depois do intervalo, puxando um longo contra-ataque até entrar na área e exigir uma linda defesa do goleiro polonês.

Segundo números do Who Scored, foi também o jogador do Porto que mais deu passes (41), depois do goleiro Marchesín, e desarmes (6), com o dobro dos segundos colocados. Bloqueou três bolas, um dos atributos defensivos mais utilizados pelos portugueses para travar a Juventus, e, embora tenha sido o Dragão que mais vezes tocou a pelota (54), perdeu a posse apenas uma vez.

Foi o maestro do Porto em uma vitória grande contra a Juventus que o deixa em situação favorável para passar às quartas de final. Ainda precisará de um bom jogo em Turim e muita paciência para novamente fechar os espaços e esperar as oportunidades certas para matar o confronto. A sorte é que, de paciência, Sérgio Oliveira entende.

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