Champions League

Roma vence com todos os méritos. Mas espanta a fragilidade do Chelsea

A Roma marcou 17 gols em 10 partidas pelo Campeonato Italiano. Poder ofensivo mediano, no máximo. A mesma Roma marcou seis gols em duas partidas contra o Chelsea e, nesta quarta-feira, venceu os ingleses por 3 a 0, sem contestações. Um resultado espetacular e merecido para os italianos, mas, ao mesmo tempo, um sinal amarelo para os comandados de Antonio Conte.

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Não se pode tirar os méritos da Roma, que fez uma partida muito boa no Estádio Olímpico, mas é necessário alertar que o time de Eusebio di Francesco ainda está longe de pronto. No último fim de semana, ganhou do Bologna por apenas 1 a 0, resultado frequente demais na campanha da equipe: foi a quarta vitória por esse placar em dez rodadas, a terceira seguida. No meio deste mesmo mês de outubro, o clube da capital fez uma partida ruim contra Napoli.

Por mais que haja potencial na Roma, ela não está, ou não deveria estar, em um estágio avançado o suficiente para fazer 3 a 0 no atual campeão inglês, principalmente da maneira como o placar foi construído – leia-se: poderia ter sido muito mais. O Chelsea havia vencido seus últimos três jogos por todas as competições, mas dá, novamente, sinais de fragilidade.

A partida contra a Roma em Stamford Bridge já havia sido um. Os donos da casa chegaram a abrir 2 a 0, levaram a virada e conseguiram apenas o empate por 3 a 3. No Estádio Olímpico, foram flagrantes os problemas defensivos que contrastam com um sistema que era muito sólido na última temporada: jogadores dispersos e com pouca intensidade.

El Shaarawy, autor do gol da vitória sobre o Bologna, abriu o placar contra o Chelsea, antes do relógio ter a chance de alcançar um minuto, completamente livre na entrada da área para aproveitar o pivô de Dzeko. No segundo gol, também marcado pelo pequeno Faraó, Rüdiger hesita no corte do lançamento de Nainggolan, e permite que o atacante italiano toque na saída de Courtois.

O período entre os dois gols da Roma no primeiro tempo foi o melhor do Chelsea na partida. Passou grande parte dele no campo de ataque, mas dependia demais de Hazard para criar boas oportunidades. E quando ele as criava, Alisson estava esperto para defender. Em uma bobeada da defesa da Roma, Morata saiu cara a cara com o goleiro italiano e perdeu uma ótima chance. No entanto, depois que os italianos fizeram 2 a 0, o ímpeto do Chelsea desapareceu.

O terceiro gol expôs a baixa intensidade do time inglês. Fàbregas errou um passe no campo de defesa e ninguém pressionou para recuperar a bola. Perotti recebeu, fez um drible quase em câmera lenta, e bateu de fora da área para fazer 3 a 0. Pior ainda foi um lance bizarro, pouco depois, quando três jogadores do Chelsea foram atrás de Dzeko, e Perotti, completamente livre, recebeu dentro da área e perdeu um gol feito.

É muita estranha tanta desorganização defensiva em uma equipe treinada por Antonio Conte, que tem essa como uma das suas principais características. Há muito trabalho a se fazer para o Chelsea chegar próximo ao nível de competitividade do ano passado. A Roma não tem nada a ver com isso: fez o que tinha que fazer, venceu com um placar largo e lidera o grupo com oito pontos, um a mais que os ingleses.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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