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Roma cai atirando e sem acreditar na quantidade de gols que perdeu contra o Real Madrid

A missão da Roma era difícil, mas transformou-se cada vez mais em uma impossibilidade à medida em que os atacantes do time italiano perdiam chances claras de abrir o placar. Desperdiçavam aquele gol que lhes daria confiança, o vislumbre de pelo menos uma prorrogação, e assustariam o adversário. Falharam. E o Real Madrid, mesmo correndo mais riscos do que deveria, conseguiu dois gols em cinco minutos na metade do segundo tempo e matou a classificação.

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O Real Madrid venceu por 2 a 0 tanto na Espanha quanto na Itália e contestar a sua superioridade seria uma missão ingrata. A Roma, porém, com muito menos recurso e sem grandes craques, jogou de igual para igual com o gigante espanhol. Caiu atirando Com um pouco mais de pontaria, a história poderia ter sido muito diferente. A qualidade das finalizações foi a grande diferença dos duelos. Em outros aspectos, como em oportunidades de gol, o confronto foi bastante equilibrado. Os italianos durante vários momentos dele foram até mais perigosos.

Mohamed Salah pode ter jogado bem ou mal, dependendo do ponto de vista. Foi muito bem nos contra-ataques, sempre com velocidade e objetividade. Deixou Dzeko na cara do gol, aos 14 minutos, mas o bósnio chutou para fora. O próprio Salah poderia ter aberto o placar, também em situações claríssimas, como na metade do primeiro tempo e no começo do segundo. Mas finalizou mal nas duas vezes, deixando a torcida – compreensivelmente – um pouco irritada com ele.

A contribuição de Keylor Navas não pode passar em branco. O goleiro negou um chute de primeira de Salah, aos 42 minutos da etapa inicial, e fez uma sequência de duas boas defesas depois do intervalo. Primeiro, interviu na boa jogada de Florenzi, que deixou Sergio Ramos para trás com um drible da vaca e finalizou bem. Na cobrança de escanteio que resultou dessa jogada, Manolas teve a chance mais clara de todas e parou no pé direito do costarriquenho.

O Real Madrid não acompanhou tudo isso inerte, e Szczesny também tem lances importantes dos quais pode se gabar. Parou uma boa jogada de Cristiano Ronaldo, que cortou da esquerda para o meio, em lance parecido ao que lhe rendeu o primeiro gol no Olímpico. No começo do segundo tempo, desarmou Marcelo na entrada da pequena área e foi brilhante no rebote, em finalização de James Rodríguez.

A estrela de Zidane brilhou nas substiuições. Lucas Vázquez entrou no lugar de Gareth Bale, pela ponta direita, e três minutos depois, fez uma bela jogada que terminou no gol de Cristiano Ronaldo. Logo em seguida, o português puxou contra-ataque e abriu bem para James Rodríguez entrar na área e colocar a bola entre as pernas de Szczesny.

O resto do jogo foi mera burocracia. Com 4 a 0 no placar agregado, nada tiraria a vaga do Real Madrid nas quartas de final, e os 20 minutos finais serviram apenas para o torcedor da Roma imaginar o que teria acontecido se pelo menos uma ou duas daquelas oportunidades tivessem sido aproveitadas.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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