Champions League

Real Madrid soube explorar a inépcia do Liverpool e levará uma boa vantagem à Inglaterra

Em noite entre as piores da sua temporada, os ingleses foram presa fácil ao experiente time de Zidane

Muito seguro na defesa e rápido para acionar os seus homens de frente, o Real Madrid soube explorar as falhas do Liverpool, em uma noite entre as piores da sua temporada, para vencer o jogo de ida das quartas de final da Champions League por 3 a 1 e levar uma boa vantagem à Inglaterra.

O Real Madrid começou o jogo cauteloso. Deixou a bola um pouco com o adversário. Quando a teve, tocou sem forçar nada. Queria saber qual Liverpool estava enfrentando. O que venceu o Arsenal no fim de semana era perigoso. O que levou o clube a ter que suar sangue para tentar brigar pelo quarto lugar da Premier League seria presa fácil a um time sólido e experiente.

Quando percebeu que era o Liverpool que não pressiona, que troca passes sem velocidade e precisão, o Real Madrid começou a abrir um pouco mais as asinhas. Vinícius Júnior teve duas escapadas antes de Toni Kroos dominar a bola no campo de defesa e pensar: “e se eu mandasse direto daqui?”.

Mandou, e Vinícius Júnior saiu entre Nat Phillips e Alexander-Arnold. O brasileiro saiu pelo menos um metro atrás do zagueiro do Liverpool e conseguiu se antecipar, matar com o peito e tocar rasteiro na saída de Alisson para abrir o placar. E, de repente, o Real Madrid começou a se sentir muito, muito confortável em campo. Recuperava a bola, mandava nas costas dos laterais. Com tantos jogadores inteligentes, causou uma série de problemas.

Vinícius teve outra chance, pelo meio, acionado por Benzema, mas o chute desviou em Phillips. Depois de uma falta de Lucas Vázquez em Mané na entrada da área, Kroos mandou outro lançamento do campo de defesa. Esse não foi tão preciso, mas Arnold corrigiu: cortou de cabeça direto para Asensio, que dominou, tirou Alisson com um toque de classe e tocou ao gol vazio para ampliar. Puro desespero do Liverpool nos dez minutos finais. O Real Madrid ficou próximo do terceiro gol, com outro erro da defesa, mas Alisson conseguiu defender cara cara com Asensio.

Os ingleses atuaram com uma linha alta, com zagueiros lentos e baixa pressão do ataque e meio-campo. Cometeram erros imperdoáveis na defesa. E não deram um chute no gol. Zero. Nem para fora, nem no alvo, nem bloqueado. O Real Madrid apenas aguardou a hora de dar o bote. O placar de 2 a 0 foi pouco para o que aconteceu no primeiro tempo.

Tanto que Klopp nem esperou o intervalo para fazer o primeiro ajuste. Tirou Naby Keita, titular apenas pela segunda vez desde dezembro, e colocou Thiago para tentar transformar a posse de bola em alguma coisa. Também deve ter dado uma boa bronca nos vestiários porque o Liverpool começou melhor o segundo tempo, em parte porque era absolutamente impossível piorar.

Wijnaldum arrancou do meio-campo e deixou com Diogo Jota, que cortou para tentar finalizar e foi bloqueado por Modric. A sobra ficou com Salah, no limite do impedimento. Ele teve alguma dificuldade para dominar a bola, mas conseguiu tocar pelo alto e descontar. Deu início ao melhor momento do Liverpool na partida. Diogo Jota teve uma chance de cabeça, em ótimo cruzamento de Arnold, e depois tentou achar Mané na boca do gol. Ferland Mendy cortou na hora certa.

No entanto, logo depois, Asensio disparou em contra-ataque pela direita. Praticamente ele e Vinícius Júnior contra Alexander-Arnold, que conseguiu interceptar o passe e mandar para a lateral. Benzema recebeu a cobrança na ponta direita e tocou para Modric, na entrada da área. Ele rapidamente acionou Vinícius Júnior, que bateu de primeira da marca do pênalti no canto. Alisson chegou a tocar na bola.

Se o primeiro ajuste saiu cedo, o segundo demorou. Klopp colocou Firmino em campo apenas aos 35 minutos do segundo tempo, no lugar do zagueiro Kabak. A substituição, embora tardia, funcionou. Atuando como uma espécie de camisa 10, pelo meio do campo de ataque, ele conseguiu fazer com que o Liverpool ficasse com a bola em zonas um pouco mais perigosas. Mas faltou também a criação, o passe um pouco mais apurado. Mané teve algumas boas situações que estragou por segurar demais a bola.

Foram dez minutos de pressão constante do Liverpool e poucas chances criadas. Acabou, porém, ainda sendo o melhor momento do time na partida, mas foi pouco demais. O Real Madrid não teve tantos problemas para matar as investidas inglesas. A defesa, com Nacho e Militão, e principalmente trio de meio-campo destruíram tudo. Vinícius Júnior estava ligado para aproveitar cada centímetro de vantagem que recebia.

E o Liverpool fez pouco para mudar o panorama. O placar de 3 a 1 foi até baixo pelo que foi o jogo, com superioridade do Real Madrid por mais de 70 minutos, mas ainda deixa os merengues em ótima posição para selar a vaga na semifinal na Inglaterra. Ainda mais em um Anfield vazio.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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