Champions League

Real Madrid foi implacável e contou com hat trick de Benzema para derrubar o Chelsea em Stamford Bridge

Com três gols em Londres, Benzema mais uma vez brilha e dá uma imensa vantagem ao Real Madrid contra o Chelsea nas quartas de final da Champions League

O Real Madrid viveu mais uma vez uma noite de brilho na Champions League comandada pelo atacante Karim Benzema. No jogo de ida das quartas de final, os merengues visitaram o Chelsea em Stamford Bridge e tiveram três gols do francês para vencer por 3 a 1 e dar um grande passo rumo às semifinais. Os merengues foram implacáveis com as falhas defensivas dos Blues e construíram uma vantagem difícil de ser tirada em Madri.

Escalações: Valverde é a surpresa

Thomas Tuchel escalou o Chelsea no tradicional 3-4-3 que habitualmente joga. No ataque, escolheu Christian Pulisic, Mason Mount e Kai Havertz como trio ofensivo, com N’Golo Kanté e Jorginho como meias centrais. Na ala esquerda, quem foi titular foi César Azpilicueta, com Reece James pela direita. Marcos Alonso ficou no banco e Ben Chilwell, machucado, nem foi para o jogo.

No Real Madrid, a maior surpresa foi o ataque: Federico Valverde foi escalado aberto pelo lado direito, uma forma de dar poder de marcação pressão, ao mesmo tempo que ganhava um jogador de meio-campo quando o time não tinha a bola. Em um jogo que o time precisaria das saídas em contra-ataque, a escolha de Carlo Ancelotti parecia ter a ver com um jogador que pudesse dar vigor físico à equipe.

Primeiro tempo: parceria Vinícius Júnior e Benzema gera frutos

Por pouco o Real Madrid não abriu o placar, aos 11 minutos. Federico Valverde roubou a bola no meio-campo e partiu em contra-ataque rápido com Karim Benzema. O camisa 9 foi inteligente e devolveu de calcanhar. Valverde avançou com a bola até abrir na esquerda para Vinícius Júnior, que não teve confiança para bater de primeira, dominou a bola, puxou para o meio e finalizou, já pressionado. A bola tocou no travessão e saiu.

A chance seguinte não seria desperdiçada. Desta vez, Vinícius recebeu no lado esquerdo, tabelou com Benzema, ele avançou em velocidade e cruzou para Benzema, de cabeça, acertar o canto alto e marcar: 1 a 0 para os merengues.

Antes que o Chelsea pudesse retomar o fôlego, o Real Madrid aproveitou para dar outro golpe no adversário. Valverde desceu pela direita, acionou Modric, que levantou na área, encontrando Benzema para cabecear no canto e tirar do goleiro Edouard Mendy: 2 a 0 para o time espanhol em Londres.

Com paciência, o Chelsea voltou ao jogo e conseguiu reagir aos 39 minutos. O time trocou passes no campo de ataque até que Jorginho cruzou para a área da intermediária e colocou na cabeça de Kai Havertz, que colocou longe do alcance do goleiro Thibaut Courtois. O lateral Dani Carvajal era quem estava marcando e não conseguiu chegar na bola – tentou ir com o pé enquanto o alemão cabeceava.

Só que o Real Madrid continuava sendo perigoso. Valverde, em uma grande partida, avançou pelo meio e tocou para Vinícius Júnior na esquerda e o ponta brasileiro cruzou rasteiro para o outro lado da área, na direção de Benzema. A defesa conseguiu um corte parcial, mas a bola ainda sobrou para Benzema, que finalizou de pé esquerdo, mas errou o alvo. Era uma grande chance para o terceiro gol do francês.

Segundo tempo: erro de Mendy cobra preço alto

O Chelsea voltou com algumas modificações para o segundo tempo.Saíram Andreas Christensen e N’Golo Kanté e entraram Mateo Kovacic e Hakim Ziyech. Assim, o time saiu do esquema com três zagueiros para tentar povoar mais o campo de ataque. O problema é que não deu nem tempo de ver as mudanças tendo algum efeito em campo.

Só que logo a um minuto de jogo, o goleiro Mendy entregou a paçoca. Depois de um chutão de Casemiro no campo de defesa, a bola sobrou para o goleiro do Chelsea, que errou o passe, deu muito curto para Antonio Rüdiger, que dividiu e perdeu para Benzema. O francês ficou de frente para o gol, sem goleiro, e só tocou para marcar 3 a 1.

Por pouco o Chelsea não conseguiu uma reação imediata. O lateral Azpilicueta pegou um rebote em jogada de Havertz e chutou colocado. A bola foi na direção do ângulo, mas o goleiro Courtois fez uma defesaça para impedir.

Tuchel mexeu novamente no time aos 19 minutos. Colocou Ruben Loftus-Cheek no lugar de Jorginho e Romelu Lukaku no lugar de Christian Pulisic. O Real Madrid também precisou mudar, com a saída de Éder Militão, machucado, e a entrada de Nacho.

Logo nos primeiros lances em campo, Lukaku levou bastante perigo. Primeiro em um cruzamento da direita, que encontrou o atacante, bem marcado, no meio da área. Ele conseguiu tocar de cabeça, mas para fora.

Pouco depois, a jogada foi pela esquerda e desta vez Lukaku recebeu a bola pelo alto livre dentro da área, mas errou no cabeceio: mandou para fora e perdeu uma grande chance. O Chelsea partiu para cima e passou a pressionar e criar chances. Lukaku, mais uma vez acionado, desta vez teve a bola cortada pela defesa, mas ela sobrou para Mason Mount, de fora da área, bater colocado e levar perigo, mas mandar fora.

Os Blues estavam mais animados, enquanto o Real Madrid tentava amenizar o ímpeto dos mandantes. O técnico Carlo Ancelotti fez uma troca ao colocar Eduardo Camavinga no lugar de Toni Kroos, dando um pouco mais de vigor físico e também mais poder de marcação.

Enquanto o Chelsea tentava aumentar o fogo no jogo, o Real Madrid buscava sair do sufoco que era submetido naquele momento. Ganhava alguns segundos em cada uma das bolas paradas, tentando colocar panos quentes na partida. Aos poucos, conseguiu, a tal ponto que a torcida do clube espanhol gritava olé enquanto o time passava a bola, sem pressa, tentando queimar alguns minutos.

Ancelotti usou duas substituições nos minutos finais para ganhar tempo. O técnico sacou Valverde para colocar Dani Ceballos e tirou também o astro Benzema para a entrada de Gareth Bale. Não mudou basicamente nada, mas ganhou alguns segundos importantes.

O ímpeto do Chelsea era grande, mas o Real Madrid conseguiu controlar os danos e os Blues já tinham mais problemas para criar oportunidades claras. O time de Tuchel tentava um gol até o final, sabendo que reduzir a desvantagem seria crucial para brigar pela classificação. Vencer no Santiago Bernabéu é sempre difícil, mas vencer por dois gols de diferença é ainda mais complicado. Apesar de tentar muito, o gol não saiu. Ficaria tudo para o jogo de volta, com uma missão dificílima.

A partida de volta será no dia 12 de abril, em Madri. O Chelsea precisa de dois gols de diferença fora de casa para levar a partida para a prorrogação. Para se classificar, precisa de três gols ou mais de diferença. O Real Madrid precisa apenas não perder por mais de um gol de diferença e estará na semifinal da Champions League.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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