Champions League

Rashford voou baixo na virada que ratificou a classificação e a liderança do United

Deveria ser um jogo protocolar, mas o Manchester United não deixou de tomar um susto. Mesmo se fosse derrotado, dificilmente os Red Devils perderiam a liderança e a classificação aos mata-matas da Liga dos Campeões. Ainda assim, ninguém esperava uma derrota em casa para o CSKA Moscou. E por mais que os russos tenham aberto o placar em Old Trafford, os Red Devils apresentaram futebol para a virada. O time de José Mourinho fez um excelente segundo tempo, cheio de jogadas plásticas e chances de gol. Assim, a vitória por 2 a 1 veio de virada. Muito graças a Marcus Rashford, em noite inspiradíssima para arrancar mais suspiros de sua torcida.

Com a situação encaminhada, Mourinho se deu ao luxo de poupar forças. Alguns jogadores importantes não entraram em campo, até pensando no clássico contra o Manchester City no próximo domingo. Na linha de frente, Rashford ganhou a oportunidade de formar dupla com Romelu Lukaku no 3-4-1-2 dos mancunianos. Chamou a responsabilidade. Que seu desempenho não venha sendo tão constante nesta temporada, a qualidade técnica do garoto é inegável. E quando ele resolve jogar tudo o que sabe, fica difícil de segurar. Era ele quem puxava as melhores chances do time. Por pouco não abriu o placar no primeiro tempo, acertando a trave e exigindo boa defesa de Igor Akinfeev, que trabalhou bem.

O CSKA Moscou por vezes conseguia ameaçar e inaugurou o marcador no final do primeiro tempo. Vitinho recebeu com liberdade e finalizou. A bola bateu nas costas de Alan Dzagoev antes de entrar, sem que Sergio Romero pudesse fazer qualquer coisa. Assim, na volta do intervalo o Manchester United retornou intenso. O trabalho no meio-campo era excelente, especialmente pelas participações de Paul Pogba e Juan Mata, abrindo espaços com seus dribles. Já quem mais infernizava era Rashford, agudo, aproveitando a movimentação de Lukaku ao seu lado na linha de frente.

A reação do United começou aos 19, em bola que Pogba cruzou para Lukaku mandar para dentro. Dois minutos depois, enfim, saiu a virada. Mata fez grande lançamento para Rashford. O garoto avançou no vazio e esperou o momento certo para emendar uma belíssima finalização, sem que Akinfeev pudesse defender. O placar poderia até ser mais elástico, não fosse o preciosismo dos Red Devils na hora de arrematar, por mais que enfileirassem os adversários na intermediária. Apesar do breve gosto amargo, a impressão foi positiva pelos ótimos 45 minutos finais.

Mesmo com o tropeço contra o Basel na rodada anterior, o Manchester United terminou a fase de grupos com 15 pontos, aproveitamento condizente à chave pouco desafiante que encarou. Precisará se provar nos mata-matas, que podem não ser tão simples, considerando os pesos pesados que avançam na segunda colocação. Já a segunda vaga fica com o Basel, que voltou a derrotar o Benfica, desta vez por 2 a 0 no Estádio da Luz, encerrando a participação melancólica dos encarnados. O CSKA Moscou se contenta com a repescagem à Liga Europa.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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