Champions League

PSG reagiu para evitar o desastre e jogou o problema no colo do Liverpool

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O Paris Saint-Germain ainda não havia aparecido na Champions League e estava a uma derrota de ser eliminado. No entanto, reagiu na hora certa para evitar o desastre com uma atuação consistente no Parque dos Príncipes, contra o Liverpool, para vencer por 2 a 1. Ao fazer isso, colocou-se em uma situação muito mais confortável para se classificar e atirou o problema no colo dos ingleses.

Agora, basta aos franceses derrotar o Estrela Vermelha, fora de casa, para passar às oitavas de final. Um empate pode bastar. A ponderação é que os sérvios têm surpreendido em seus domínios até aqui: seguraram o empate com o Napoli e venceram o Liverpool. Os Reds decidem sua vida, em casa, na última rodada. Precisam ganhar por 1 a 0 ou por dois gols de diferença para conseguir a vaga na próxima fase, sem depender de um tropeço dos franceses.

O Liverpool fez mais um jogo ruim fora de casa, o que tem sido a regra nesta temporada contra equipes difíceis, com exceção da vitória diante do Tottenham, em Wembley. Foi engolido pelo PSG nos primeiros 15 minutos. Di María exigiu uma boa defesa de Alisson, com um chute cheio de efeito, e Thiago Silva teve um gol anulado. Juan Bernat, enfim, modificou o placar pegando o rebote de um corte de Van Dijk.

 

O grande problema dos Reds nesta temporada está no meio-campo. A formação com Henderson, Milner e Wijnaldum não tem conseguido dar ritmo à equipe e criar oportunidades de gol. A alternativa no 4-2-3-1, com Shaqiri pelo meio, produziu bons sinais, mas Klopp quis utilizá-la contra o PSG. Além disso, individualmente, há muitas peças abaixo do que podem fazer.

Os melhores momentos do Liverpool na última temporada foram no contra-ataque, nas rápidas transições de um campo para o outro. O segundo gol foi assim. Mas a favor do PSG. Muita velocidade entre os atacantes do PSG. O cruzamento de Mbappé encontrou Cavani, que chutou em cima de Alisson. Neymar, com o rebote, ampliou para 2 a 0.

 

O fiapo de esperança vermelho apareceu quase por acaso, pouco antes do intervalo. Di María deu um carrinho em Mané, no bico da grande área. A primeira decisão do árbitro foi escanteio. Mas ele voltou atrás e assinalou pênalti. Milner cobrou e descontou.

O Liverpool ainda estava no jogo. Melhorou bastante depois do intervalo. Pelo menos, conseguiu ficar com a bola por longos períodos e criou algumas situações, como uma cabeçada para fora de Firmino. Mas, novamente, faltou criatividade. E o PSG quase matou a partida, com uma cabeçada de Marquinhos, bem defendida por Alisson.

Não foi um jogo perfeito do Paris Saint-Germain, que poderia ter se complicado no segundo tempo se enfrentasse uma versão melhor do Liverpool. Mas foi melhor que a do adversário e boa suficiente para decidir seu próprio destino. Os Reds também, mas com uma missão muito mais difícil pela frente.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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