PSG liga modo campeão europeu com versatilidade de fã de Neymar e saudade de Marquinhos
Após tropeços na temporada, clube parisiense amassa Bayer Leverkusen na Champions
Nos cinco jogos anteriores, o PSG tinha empatado dois e perdido um pela Ligue 1, mas a equipe voltou a ligar o modo campeã europeia nesta terça-feira (21), quando amassou o Bayer Leverkusen por 7 a 2 pela terceira rodada da fase de liga da Champions League. A partida na BayArena teve vários destaques, mas dois em especial.
Aos 20 anos, Désire Doué, fã confesso de Neymar, segue brilhando e impressiona ao mostrar outras facetas de seu jogo.
Se na última partida, no empate em 3 a 3 com o Strasbourg, ele foi meio-campista, o francês atuou como falso nove contra os alemães, se movimentando para vários setores, seja na ponta esquerda, direita ou no meio.
Na última temporada, o atacante iniciava como ponta e alternava momentos na função por dentro, mostrando como pode ser um jogador completo. Veio dos pés dele o gol que, no fim do primeiro tempo, virou a chave para o PSG golear. Do meio ele partiu para tabelar com Kvaratskhelia e marcar em chuta na área.
Foi o segundo do dia, seguido pelo terceiro em bate e rebate e chute de Kvara e pelo quarto em ataque rápido que Doué cortou da esquerda para dentro e ampliou em chute colocado. Tudo isso no primeiro tempo.
A etapa final, apesar do golaço de García para o Leverkusen em bomba no ângulo de fora da área, o clube parisiense aumentou o show. Nuno Mendes atacou a área e marcou como um centroavante. Dembélé, voltando de lesão, também deixou o seu com passe de Barcola, enquanto Vitinha fechou o massacre aos 45 em chute de longe.
Marquinhos deixa saudades no PSG

Antes da sequência de gols, o PSG até começou ganhando com tento de Willian Pacho, mas foi se desligando no jogo e permitiu o empate em pênalti de Aleix García. O gol só aconteceu por uma falha de Zarbanyi, que puxou Kofane na área e foi expulso ppor arbitragem entender que era uma chance clara.
O vermelho para o ucraniano equilibrou o jogo, pois Andrich havia sido expulso minutos antes por cotovelada em Doué.
Antes, o zagueiro já tinha cometido outra penalidade em toque de mão — desperdiçada por Grimaldo. As falhas do defensor mostram como Marquinhos, o titular da posição, faz falta. O brasileiro ficou no banco de reservas frente ao Leverkusen após quatro jogos como desfalque por conta de uma lesão.
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1º tempo caótico termina com massacre do PSG
A primeira parte do jogo foi um verdadeiro caos, com o controle trocando de mãos com a diferença de alguns minutos. O início da partida, com gol cedo do visitante, foi de domínio da posse de bola e do campo de ataque pelos franceses, mas de poucas chances claras.
Ser pouco incisivo fez o PSG pagar o preço do Leverkusen acordar no jogo a partir dos 22, quando teve o primeiro pênalti do dia, perdido por Grimaldo, e logo depois bom chute de Poku na rede pelo lado de fora. A equipe alemã conseguiu superar a expulsão de Andrich e o quase gol de Mayulu (acertando a trave) para criar outra chance que culminou no vermelho de Zabarnyi e o empate em penalidade convertida por García.
O time parisiense, porém, colocou seu ritmo a partir dos 40 que tornou goleada o empate em goleada no espaço de apenas seis minutos.

Bayer Leverkusen não vem para etapa final
Em quatro minutos, lá estava Nuno ampliando a goleada. Aleix García deu uma esperança ao achar um chutaço de fora da área, mas não durou muito após substituições de Luis Enrique.
Com a entrada dos jovens, o PSG manteve a intensidade e poderia ter feito até mais do que sete. Dembélé fez o sexto aos 20 e Vitinha fechou o placar no início dos acréscimos.



