PSG corrige erros, corta asas do Leipzig e fará primeira final de Champions da sua história
O PSG enfim conseguiu chegar à sua primeira final de RB Leipzig os parisienses venceram com tranquilidade por 3 a 0. Além de uma boa atuação de Neymar, quem se destacou foi Ángel Di María, que voltou ao time recuperado de lesão. O time francês corrigiu erros, especialmente no meio-campo, ficou mais seguro e melhorou o desempenho em relação às quartas de final. O Leipzig, por sua vez, piorou em relação à vitória sobre o Atlético de Madrid e acabou dominado do início ao fim do jogo.
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Julian Nagelsmann manteve o time que vem jogando, mas em uma formação 4-1-4-1, que tornou o time mais fechado quando se defende. Dayot Upamecano e Lukas Klostermann formaram a zaga, com Angeliño pela esquerda e Nordi Mukiele pela direita nas laterais. Kevin Kampl foi o volante à frente da defesa, com uma linha de quatro à frente com Laimer, Sabitzer, Dani Olmo e Nkunku, além de Poulsen à frente.
O PSG entrou em campo com mudanças. O técnico Thomas Tuchel mudou o meio-campo, com a saída de Idrissa Gueye e a entrada de Leandro Paredes, que dá mais criatividade. O ataque foi o que mais mudou: saíram Pablo Sarabia e Mauro Icardi e entraram Ángel Di María e Kylian Mbappé, ambos recuperados de lesão. Montou um 4-3-3 em campo.
Foi um duelo muito menos complicado do que poderia se imaginar para os parisienses. O Leipzig fez uma boa trajetória na Champions, mostrou qualidades que se viram nos últimos anos. O PSG teve problemas na partida anterior que não se viu na semifinal. O meio-campo, principal problema, foi parcialmente corrigido com a entrada de Paredes, que deu mais qualidade à saída de bola. Com uma possível volta de Marco Verratti para a final – ele entrou no final do jogo, só para pegar ritmo – melhoraria ainda mais este setor. Houve também uma clara melhora no ataque com a volta de Mbappé como titular e a saída de Icardi, que foi mal no jogo anterior.
O PSG teve uma grande chance aos cinco minutos. Mbappé recebeu pela esquerda e achou Neymar no meio, em um lindo passe. O brasileiro tocou de primeira, de bico, mas a bola passou raspando a trave e foi fora. Logo depois, o goleiro Peter Gulácsi foi chutar a bola para frente, foi bloqueado por Neymar e a bola sobrou para Mbappé só tocar para o fundo da rede. Só que a bola claramente bateu na mão de Neymar no chute do goleiro do Leipzig e o próprio árbitro anulou o lance, nem precisou de VAR.
Desde o começo, o PSG era quem tinha mais a bola, mas o RB Leipzig fazia uma transição rápida para o ataque sempre que a recuperava. Os parisienses iam bem no jogo nos minutos iniciais. O gol saiu aos 13 minutos de jogo. Depois de Neymar sofrer falta, Di María cruzou para a área e Marquinhos, de cabeça, desviou para o gol e marcou: 1 a 0 em Lisboa.
Pouco depois, Ander Herrera fez o passe para Mbappé, dentro da área, que estava impedido. O lance não foi marcado e o atacante chutou já com a bola em cima de Gulacsi, que defendeu. A defesa gerou um escanteio, mas que não levou perigo.
O RB Leipzig conseguiu chegar com perigo aos 24 minutos. Laimer recebeu pela direita, fez a jogada e tocou rasteiro para trás, onde estava Poulsen, que bateu para fora, desequilibrado. Uma boa chance para o time alemão, a melhor do time até ali.
Quase o PSG chegou ao segundo gol aos 34 minutos. Em uma cobrança de falta de longe, Neymar surpreendeu o goleiro Gulácsi com um chute direto que quase entrou. Aos 41 minutos, não teve jeito. Gulácsi saiu jogando errado, Paredes interceptou e tocou na direção de Neymar, que ajeitou para Di María, livre, dentro da área. O argentino só tocou com categoria e marcou: 2 a 0.
O momento era tão favorável que quase o PSG chegou ao terceiro ainda no primeiro tempo. Mbappé foi lançado em velocidade pela direita, venceu a disputa e tocou para o meio, onde estava Neymar. O brasileiro finalizou de primeira, rasteiro, e mandou para fora.
Nos acréscimos do primeiro tempo, Kimpembé fez uma falta dura em Dani Olmo e tomou o cartão amarelo. Foi a última chance dos alemães tentarem diminuir o placar, mas o levantamento da bola na área não resultou em nada. O primeiro tempo acabou mesmo 2 a 0 para os parisienses, com a impressão que o jogo transcorreria sem problema. A não ser que algo mudasse.
Nagelsmann mudou o time no intervalo. Saíram Dani Olmo e Christopher Nkunku e entraram Patrik Schick e Emil Forsberg. O sueco entrou levando perigo com um chute de fora da área, que já causou ao menos alguma emoção.
Só que o Leipzig escorregou. Literalmente, inclusive. Mukiele foi sair jogando, escorregou, a bola sobrou para Di María e o argentino cruzou para a área. Bernat, que estava na área pelo lance anterior, tocou de cabeça para marcar. Neymar tocou na bola depois que a bola já tinha entrado: 3 a 0, aos 11 minutos do segundo tempo. Como diriam no Football Manager, a ladeira agora era grande para o Leipzig escalar.
Nagelsmann colocou em campo o meio-campista Tyler Adams, autor do gol da classificação contra o Atlético de Madrid, no lugar de Kevin Kampl. O PSG diminuiu o ritmo e o Leipzig não parecia ter força para buscar uma reação, que, a essa altura, seria algo incrível. Então, o jogo ficou morno a partir dos 20 minutos.
O Leipzig ainda tentou chegar algumas vezes, mas sem o ímpeto de um time capaz de virar. Então, o jogo se arrastou até o fim. O Leipzig faz uma ótima campanha, vai faturar alto com as premiações por terem chegado tão longe. Além disso, valorizaram demais os seus jogadores, o que pode gerar bons negócios para o clube continuar a sua política de comprar na baixa e vender na alta.
Enquanto isso, o PSG consegue um marco histórico, chegar à sua tão esperada final. Depois de ser comprado pela Qatar Sports Investment, em 2011, o clube gastou muito dinheiro para tentar chegar a este momento. Chega à decisão em um ótimo momento, com o seu principal jogador rendendo muito bem. Resta saber quem estará do outro lado e, pelo que vimos, seja quem for, a tendência é ser um jogo bem mais difícil do que esta semifinal.



