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PSG começa melhor, mas Manchester City é superior no segundo tempo e sai com uma vitória enorme em Paris

Depois de ver os parisienses serem superiores no primeiro tempo, City voltou melhor no segundo tempo, virou o jogo e sai com uma grande vantagem rumo à sua primeira final

O primeiro tempo do jogo entre Paris Saint-Germain e Manchester City indicava que o time parisiense estava maduro e preparado para enfrentar os ingleses e superá-los. Fez um gol e poderia ter feito até mais um, com um pouco mais de sorte. No segundo tempo, as coisas mudaram, os azuis celestes pressionaram, avançaram e foram superiores. Além disso, ainda contaram com a sorte para marcaram dois gols e virarem o jogo para 2 a 1, em pleno Parque dos Príncipes. Com isso, sai com uma vantagem importante para chegar à sua primeira final de Champions League.

O técnico Mauricio Pochettino manteve algo que vem usando na Ligue 1: um ataque sem centroavante fixo. A referência, na maioria das vezes, é Kylian Mbappé, que se movimenta muito, cai pelos lados do campo e cria problemas aos adversários. Ao seu lado, Neymar e Ángel Di Maria, que recua para participar mais da construção. No meio-campo, a escolha por Idrissa Gueye, Marco Verratti e Leandro Paredes. Nas laterais, Alessandro Florenzi, reforço importante na lateral direita, voltou ao time. No lado esquerdo, Mitchel Bakker foi escalado.

No Manchester City, Pep Guardiola também manteve o time sem centroavante, como se tornou habitual nesta temporada. João Cancelo foi mantido na lateral esquerda, com Kyle Walker na direita. No meio-campo, Rodri foi titular ao lado de Ilkay Gündogan e com Bernardo Silva chegando um pouco mais à frente. O ataque tinha Riyad Mahrez pela direita e Phil Foden pela esquerda, com Kevin De Bruyne no centro do ataque, recuando para armar o time.

O desenho do jogo nos primeiros minutos era claro: o PSG apostava na velocidade na transição ofensiva, explorando a rapidez e habilidade de Neymar e Mbappé. O City tinha mais posse de bola e apostava mais no seu jogo de domínio territorial, abrindo os jogadores no campo e buscando trocar passes para abrir caminhos.

Com 11 minutos, Neymar, dentro da área, levou perigo ao dançar na frente do marcador e chutar forte, para defesa de Ederson. Depois, ele novamente partiu para cima, foi à linha de fundo e jogou para trás, mas a defesa conseguiu afastar.

O PSG aproveitou o momento e cresceu no jogo. Em mais um lançamento longo, Florenzi tocou para Mbappé, que acionou Ángel Di Maria, mais atrás. O argentino ajeitou e soltou o pé de canhota, mas a bola explodiu na defesa e saiu em escanteio. Na cobrança, Di María se encarregou da cobrança, jogou uma bola de curva para a primeira trave e Marquinhos, com a sua impulsão e posicionamento sempre incrível, desviou de cabeça para o fundo da rede: 1 a 0 para os mandantes no Parque dos Príncipes.

Marquinhos sobe para marcar pelo PSG (Imago / OneFootball)

O gol mudou um pouco o jogo. O PSG ganhou em confiança, enquanto o City parece ter perdido. E por pouco o time de Paris não repetiu a fórmula. Di Maria no escanteio, Marquinhos no cabeceio, mas desta vez não entrou, gerou outro escanteio, do outro lado. Aí foi Neymar que cobrou, Paredes cabeceou e a bola foi para fora, mas levou perigo.

Só o PSG conseguia encaixar ataques. Di Maria, inspirado, conseguia grandes jogadas e, aos 33 minutos, ele saiu em velocidade fintando pelo lado direito e tocou para Neymar, mas errou o passe para o meio e o brasileiro tentou dominar, mas não conseguiu.

No final do primeiro tempo, o Manchester City aproveitou um erro de passe do PSG, Bernardo Silva interceptou um passe mal dado na defesa, tocou para o meio honestava estava Phil Foden, que chutou de primeira, mas mandou no meio do gol. Keylor Navas espalmou e impediu o gol. Uma boa chance perdida pela equipe inglesa.

Um dos principais nomes do primeiro tempo, sem aparecer tanto quanto Di Maria, foi Verratti. O italiano, solto no meio-campo com a presença de Gueye, era quem puxava o time para tirar o espaço do City no setor mais dominante do adversário. Com a bola, também era crucial para sair da pressão e também para acionar passes longos, se necessário, dando rapidez às jogadas do time.

No início do segundo tempo, o Manchester City foi pressionar mais à frente, tentando tomar a bola. O PSG se viu pressionado, mas conseguia escapar. Em uma esticada de bola para Mbappé, o goleiro Éderson precisou sair do gol para evitar que o francês chegasse na bola. Era o risco de se colocar um pouco mais à frente. Ainda no começo da etapa final, Guardiola fez a primeira mudança no time: tirou Cancelo e colocou Oleksandr Zinchenko. Canhoto, o Ucraniano consegue chegar mais na linha de fundo que o português, que, até por ser destro, tende a puxar mais pelo meio.

Aos 15 minutos, depois de uma bola na área que Kimpembé, De Bruyne finalizou bonito, com um voleio de costas. O City cresceu no jogo e começou a pressionar. Aos 19 minutos, o City trocava passes na entrada da área, até que a bola caiu nos pés de De Bruyne. Ele cruzou para a área, a bola pingou, ninguém tocou nela, Keylor Navas demorou a pular e a bola entrou: 1 a 1 em Paris.

A virada viria com uma cobrança de falta frontal. Mahrez cobrou e a barreira abriu: a bola passou entre Kimpembe e Paredes e entrou. O goleiro Navas ficou nervoso e com razão. O Manchester City virava para 2 a 1 e a coisa esquentou. Primeiro, aos 27 minutos, Marquinhos subiu com De Bruyne e o árbitro marcou falta. O belga ficou no chão, mas o árbitro não foi além de marcar a falta, com razão. Em seguida, Neymar deu uma entrada forte em John Stones. Tomou cartão amarelo.

A barreira abriu e Mahrez marcou de falta (Imago / OneFootball)

O jogo, que no primeiro tempo se desenhava muito favorável ao PSG, agora estava à mercê do Manchester City. O time inglês parecia muito superior e a coisa degringolou de vez para o time francês quando Idrissa Gueye entrou com um carrinho violento em Gündogan. O árbitro alemão Felix Brych mostrou o cartão vermelho e expulsou o senegalês.

Com isso, os dois técnicos mudaram o time. Entrou Danilo Pereira no lugar de Di Maria, recompondo o meio-campo. Pouco depois, tirou Paredes e colocou Ander Herrera. Não mudou muito. Em campo, o PSG trocava passes com dificuldade e a pressão do City continuava. Eram os ingleses que pareciam mais perto de outro gol. Em um lance, Phil Foden, aos 42 minutos, fez fila, entrou na área e, pressionado, chutou, mas a bola foi no meio do gol e Navas defendeu.

O PSG agora precisará marcar ao menos dois gols fora de casa, sem tomar nenhum, para se classificar. Assim como foi na fase de grupos, quando jogou pressionado em Old Trafford, precisando da vitória sobre o Manchester United. Naquela ocasião, conseguiu vencer, após ser derrotado em casa, mas era fase de grupos, outra situação, e contra um adversário que não tinha o nível altíssimo do Manchester City. O jogo, na próxima terça-feira, 4 de maio, será no Etihad Stadium. O City precisa só empatar em casa para se classificar, ou até perder por 1 a 0 para se classificar pelos gols fora de casa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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