Champions League

Proativo no ataque e seguro na defesa, Lyon surpreendeu a Juventus com lance inspirado de Aouar

Nada na prévia indicava que seria esta a primeira vez que o Lyon venceria a Juventus em sua história, e ainda assim os caminhos construídos a partir do apito inicial nesta noite de quarta-feira (26) na França pareceram sempre levar a isso. Especialmente graças a um bom primeiro tempo, os franceses largam na frente nas oitavas de final da Champions League, com triunfo por 1 a 0 pequeno no placar, mas enorme na ocasião.

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O desempenho aquém do esperado do adversário ajudou, mas ainda assim Rudi Garcia acertou em sua armação da equipe, com seu intuito de frear o adversário. Escalou o Lyon em um 3-4-3 que, sem a bola, tinha cinco jogadores na linha de defesa, com Léo Dubois e Maxwell Cornet descendo das alas e fechando ao lado de Denayer, Marcelo e Marçal.

Estéril, a Juventus teve seu lance de maior perigo ainda aos quatro minutos, em um cruzamento errado de Cristiano Ronaldo que acabou por encobrir Anthony Lopes e passou rente à trave esquerda, saindo pela linha de fundo.

O Lyon, por sua vez, aliou a boa estrutura defensiva com uma proatividade que pouco mostrou na temporada ao ir para o ataque. Posicionado da maneira que mais causa danos, Aouar caía pela esquerda, mas movimentando-se bastante também pelo centro e furando a defesa com sua movimentação e seus dribles.

Na primeira etapa, foram 11 finalizações do Lyon contra apenas quatro da Juve. A primeira de grande perigo do lado da casa veio em cobrança de escanteio, com Karl Toko Ekambi desviando de cabeça na primeira trave e acertando o travessão de Szczesny, aos 21 minutos. Os italianos, do outro lado, tiveram sua primeira finalização apenas aos 26 minutos, com Alex Sandro arriscando de longa distância e passando longe de acertar o alvo.

Aos 31 minutos, em lance de inspiração individual, Houssem Aouar recebeu na ponta esquerda, executou belo drible para cima de Bentancur e cruzou para Lucas Tousart, que chegou livre na entrada da pequena área e completou para o gol para fazer o 1 a 0.

O gol deu ímpeto ao Lyon, em vez de fazer despertar a Juve. Na sequência, os franceses seguiram incomodando os italianos. Aos 34, em contra-ataque iniciado por passe errado da equipe de Turim, Moussa Dembélé arrancou em velocidade e bateu forte, mas sem direção ao gol. No minuto seguinte, Ronaldo tentou responder para a Juve, mas chutou sem levar perigo a Lopes.

Aos 41 minutos, o Lyon teve ótima chance de ampliar o placar. Pjanic recuou a bola para Bonucci, e o zagueiro italiano cochilou na jogada, permitindo a Toko Ekambi retomar a posse em posição de perigo. O atacante da seleção camaronesa ajeitou para a perna direita e chutou forte, mas por cima do gol. Dois minutos mais tarde, o mesmo Toko Ekambi puxou contra-ataque e finalizou da intermediária, mas sem assustar Szczesny.

O ritmo do time da casa caiu na segunda etapa, e quem mais buscou o gol, até pelo resultado no placar, foi a Juventus. Ainda assim, esbarrou na boa marcação do time de Rudi Garcia e não levou verdadeiro perigo. O melhor lance da equipe italiana na etapa complementar veio com Dybala, após cruzamento de Alex Sandro aos 24 minutos. O chute, no entanto, foi à direita do gol de Anthony Lopes. O mesmo Dybala, mais tarde, chegou a balançar as redes, mas viu um impedimento ser corretamente assinalado.

A Juventus reclamará de um possível lance de pênalti no fim da partida, com Bruno Guimarães derrubando Dybala dentro da área. Porém, com o VAR à disposição, nada foi assinalado.

Com 45 minutos muito acima de sua média na temporada, o Lyon aproveitou ainda um adversário longe de suas melhores capacidades, sobretudo individuais, para conseguir um resultado enorme e pouco esperado. Um motivo para a torcida lyonnaise sorrir em meio a uma campanha de tantos altos e baixos.

Bruno Guimarães, fazendo apenas sua segunda partida pelo clube, é outra razão de felicidade ao torcedor, pela influência que exerceu no meio de campo, com a confiança e a segurança que imaginaríamos apenas em alguém há muito tempo habituado ao elenco e ao grande palco da Liga dos Campeões. Isso, no entanto, cabe em uma conversa separada.

Se a façanha de uma classificação às quartas de final parecia antes quase impossível, agora está ao menos no campo do possível. À Juve, caberá voltar à prancheta e martelar em cima da falta de criatividade ofensiva contra uma equipe que sequer exerceu retranca significativa. A seu favor, tem em Cristiano Ronaldo uma figura nascida e criada para os grandes jogos de Liga dos Campeões.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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