Champions League

Parece pelada, mas é Champions: Gol contra bisonho define vitória do CSKA nos acréscimos

O Young Boys sonhava alto na Liga dos Campeões. Os aurinegros nunca disputaram a fase de grupos da competição continental, e classificação sobre o Dynamo Kiev na penúltima etapa preliminar revigorou a confiança do time. No entanto, os suíços estão à beira da eliminação por culpa de um lance vergonhoso ocorrido já nos minutos finais do primeiro duelo contra o CSKA Moscou, nesta terça. Um recuo todo atrapalhado de Kasim Nuhu permitiu a vitória dos russos por 1 a 0 na visita a Berna. Agora, um empate basta para que os moscovitas reapareçam na fase principal da Champions.

Em um jogo com chances de gol para ambos os times, o Young Boys pressionava mais no segundo tempo. O veterano Guillaume Hoarau só não abriu o placar por conta de uma defesa monumental de Igor Akinfeev – que, depois de 43 jogos consecutivos tomando gols pela Champions, conseguiu manter sua meta invicta pela terceira vez em três aparições nesta edição. E se o milagre se concretizava de um lado, do outro preponderou a infelicidade de Nuhu, nos acréscimos finais. Em uma bola longa do CSKA, o zagueiro tentou fazer o recuo. Não pegou em cheio da primeira vez. Já na segunda, encobriu o goleiro David von Ballmoos, que se esforçou, mas não evitou o gol contra. Lance bisonho, digno de pelada, mas decisivo na Liga dos Campeões. Os suíços precisarão se superar na visita à Rússia.

Nos outros jogos “lado b”, o destaque ficou com a vitória do Apoel Nicósia por 2 a 0 sobre o Slavia Praga, no Chipre. Igor de Camargo abriu o placar, enquanto Efstathios Aloneftis ampliou com um lindíssimo chute por cobertura. O Qarabag saiu em vantagem contra o Copenhague ao bater os dinamarqueses por 1 a 0, em confronto disputado no Azerbaijão. Por fim, o Sporting teve que aguentar as vaias de sua torcida ao não sair do 0 a 0 com o Steaua Bucareste, em pleno Estádio José Alvalade.

 

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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