Champions League

Os primeiros duelos de Bayern x Villarreal tiveram uma fatal dupla formada por Ribéry e Kroos

Há dez anos, o forte Bayern sobrava contra um Villarreal interessante no papel que acabaria rebaixado em La Liga

O Bayern de Munique possui um histórico amplo contra times espanhóis nas copas europeias. Os bávaros já enfrentaram em 65 partidas os representantes de La Liga – com 26 confrontos apenas diante do Real Madrid. O Villarreal está na lista desses oponentes, com dois jogos anteriores, até as quartas de final desta quarta-feira. E o Submarino Amarelo é o único dos adversários da Espanha contra o qual os alemães mantêm 100% de aproveitamento. Os dois encontros ocorreram pela fase de grupos da Champions League de 2011/12, quando a história recente do Bayern no torneio se consolidava, enquanto o Villarreal dava um passo para trás.

O Villarreal seria o fiel da balança naquele Grupo A. Mesmo vindo da terceira colocação em La Liga e com boas campanhas recentes na Champions, o Submarino Amarelo saiu sem somar um ponto sequer. Já o Bayern liderou uma concorrência mais apertada contra Napoli e Manchester City – que, de volta ao torneio continental depois de quatro décadas, acabou só repescado para Liga Europa. E a imposição dos bávaros passou por duas vitórias contundentes para cima dos valencianos.

A primeira partida aconteceu no Estádio de la Cerámica, logo na rodada inaugural da fase de grupos. O Villarreal era treinado por Juan Carlos Garrido e tinha bons jogadores na equipe, sobretudo do meio para frente. Diego López era o goleiro e o atual capitão Mario Gaspar já estava na lateral direita. O meio contava com uma trinca de volantes composta por Marcos Senna, Bruno Soriano e Carlos Marchena, enquanto Jonathan de Guzmán fazia a ligação. Na frente, jogavam Nilmar e Giuseppe Rossi, numa dupla muito azeitada. Já o Bayern de Jupp Heynckes era a potência esperada. Manuel Neuer iniciava a escalação, com Jérôme Boateng e Philipp Lahm nas laterais. O meio tinha Bastian Schweinsteiger e Toni Kroos de meia central. Thomas Müller e Franck Ribéry abriam nas pontas, no apoio a Mario Gómez. O banco ainda contava com Rafinha e Luiz Gustavo.

A vitória do Bayern na Espanha por 2 a 0 seria construída logo cedo. Toni Kroos marcou o primeiro gol aos sete minutos. Ribéry partiu em velocidade pela esquerda e rolou para trás, onde o meia acertou um bonito chute de chapa no canto, sem que Diego López alcançasse. Já o segundo viria no segundo tempo, com Rafinha, que tinha entrado em campo ainda na primeira etapa. O lateral aplicou um drible da vaca no marcador e chutou entre o goleiro e a trave, com a colaboração de Diego López – que até evitava um resultado pior, com defesas importantes sobretudo durante o segundo tempo.

O reencontro na penúltima rodada determinou a classificação do Bayern e a eliminação do Villarreal, sem chances nem de buscar a Liga Europa. O reencontro na Allianz Arena teria a presença de Arjen Robben no ataque e David Alaba jogando como volante. Já o Villarreal trazia Borja Valero e Marco Rubén, sem mais a presença de Nilmar e Giuseppe Rossi – ambos ausentes em suas intermináveis batalhas contra os problemas físicos, entre uma ruptura de ligamentos do italiano e um problema no joelho do brasileiro.

Como era de se esperar, o Bayern não precisou suar muito para vencer por 3 a 1. Com três minutos, o placar já estava aberto: Kroos enfiou a bola e Ribéry deu um leve toque na saída de Diego López. Aos 24 viria mais um, agora com Mario Gómez, no rebote de um chutaço de Anatoliy Tymoshchuk na trave. Após algumas boas defesas de Neuer, o Villarreal descontou no início do segundo tempo, quando De Guzmán pegou na veia um cruzamento. Só que os bávaros fechariam a conta na sequência, em mais uma combinação entre Kroos e Ribéry, desta vez numa roubada de bola para que o francês driblasse o goleiro e só conferisse nas redes estendidas à sua frente.

O Bayern seria finalista daquela Champions League, mas poucos torcedores gostam de lembrar da final perdida em casa para o Chelsea, na temporada de três vices que antecedeu a tríplice coroa. Já o Villarreal sofreria com os desfalques e acabaria até rebaixado em La Liga, para se reconstruir a partir da segunda divisão. O momento atual é bem distinto, com o ótimo trabalho retomado, enquanto os bávaros não perderam a força desde então.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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