Champions League

O Sporting atropelou de novo o Besiktas e a goleada por 4 a 0 até saiu barata, pela superioridade dos portugueses

Pedro Gonçalves, Pablo Sarabia e Paulinho comandaram uma fulminante atuação ofensiva dos sportinguistas, vivíssimos na Champions

O Sporting já tinha surrado o Besiktas em Istambul, com a goleada por 4 a 1 na rodada anterior da Champions League. E os leoninos dobraram a contagem no José Alvalade, desta vez com os 4 a 0 que reavivam as esperanças dos portugueses na competição. Dá até para falar que o placar ficou barato para os sportinguistas, pela maneira como o jogo se deu. O time da casa perdeu ótimas chances no primeiro tempo, antes de partir com uma vantagem de três gols para o intervalo, muito forte nos contragolpes em velocidade e se valendo do talento de Pedro Gonçalves. Já no segundo tempo, o baile foi concluído logo cedo e os lusitanos perdoaram outras oportunidade de ampliar o resultado. A equipe de Rúben Amorim se iguala ao Borussia Dortmund na tabela e fará um jogo com peso de mata-mata na próxima rodada, em Lisboa.

O Sporting partiu para o abafa desde cedo e foi impressionante como o gol não saiu antes dos dez minutos. Primeiro, Pedro Gonçalves lançou Pablo Sarabia e o cruzamento chegou na medida para Paulinho, que, sozinho, carimbou a trave num enorme lance perdido. Pouco depois, a combinação se repetiu e Paulinho tentou o chute fechado, para ótima defesa do goleiro Ersin Destanoglu quase em cima da linha. A pressão não se sustentou por tanto tempo e o Sporting perdeu Pedro Porro lesionado, mas a superioridade era óbvia, mesmo com alguma resposta dos visitantes. Aos 23, outro ótimo lance veio com Ricardo Esgaio, que recebeu o passe de Pedro Gonçalves e acabou travado. O Besiktas era lento em campo e se limitava basicamente a ataques esporádicos de Cyle Larin.

O merecido gol do Sporting surgiu aos 29, num pênalti. Matheus Nunes lançou Pedro Gonçalves e o atacante levou um tranco nas costas. Na cobrança, o próprio Pote superou Destanoglu. Estava aberta a porteira. O atacante estava inspirado e maltratava a defesa turca. O segundo de Gonçalves surgiu aos 38, a partir de uma bola roubada, em que Matheus Nunes de novo serviu a Pote. Depois de limpar a marcação, o jovem mandou um ótimo tiro rente à trave. E ainda caberia o terceiro, aos 42. Paulinho arrancou, puxou para dentro e mandou uma pancada de canhota no canto inferior.

O Sporting saiu de campo ovacionado para o intervalo. E, mesmo com a entrada de Alex Teixeira, o Besiktas não mudou a postura para o segundo tempo. O atropelamento continuou. Um cruzamento fechado de Pablo Sarabia acertou o travessão e Destanoglu salvou em lance de João Palhinha. Aos 11 minutos, ainda assim, o quarto veio. Em uma jogada com participação de Matheus Reis, que disparou na esquerda, a zaga afastou o cruzamento no primeiro momento e Sarabia conferiu no rebote.

Os jogadores do Sporting deixaram o campo muito aplaudidos durante as substituições, em especial Pote e Paulinho. A equipe seguia explorando os ataques em velocidade e poderia fazer mais, sem tanta contundência nas conclusões. E o Besiktas sequer conseguiu descontar, quando uma bola sobrou limpa para Rachid Ghezzal cabecear aos 25 e o ponta mandou para fora. No fim, os turcos ainda ficaram com um a menos, após a expulsão de Souza com o segundo amarelo.

A derrota praticamente elimina o Besiktas da temporada europeia, fora da Champions e com chances mínimas de pegar até Liga Europa. Já o Sporting está mais vivo que nunca na briga pela segunda colocação, com os mesmos seis pontos que o Borussia Dortmund. O confronto direto acontecerá na próxima rodada, em Lisboa, e o triunfo dos leoninos por mais de dois gols de diferença garante a classificação antecipada – enquanto, pelo confronto direto, os alemães seguem vivos com o empate ou a derrota por um gol de diferença, também podendo avançar com a vitória. A liderança é do Ajax, com 12 pontos, confirmado nos mata-matas e encaminhado na primeira posição.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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