O Napoli terminou de detonar o Nice e rompeu a sina italiana para se confirmar na Champions

O Nice surgia como um dos adversários mais temíveis nos playoffs da Liga dos Campeões. Veio de uma campanha histórica na Ligue 1, trouxe alguns reforços renomados e eliminou o Ajax – que, em má fase ou não, ainda era uma das camisas mais pesadas na etapa anterior do torneio continental. No entanto, os franceses acabaram pulverizados pelo Napoli. O time de Maurizio Sarri reafirmou sua posição entre os clubes de futebol mais vistoso da Europa e não deu qualquer chance aos adversários. Depois da vitória no San Paolo, voltou a bater os rubro-negros no Allianz Riviera. Triunfo por 2 a 0, que não só garante os celestes na fase de grupos, como também escancara o potencial da equipe para fazer granes campanhas na temporada.
O Napoli já tinha encaminhado a classificação na Itália. A vitória por 2 a 0 abria o caminho, até pelos gols que o time não tomou. Como visitantes, um gol bastaria para praticamente confirmar a comemoração dos partenopei. E o time de Maurizio Sarri não se conteve a esperar na defesa. Manteve sua postura ofensiva, se posicionando no campo de ataque e pressionando a saída de bola dos adversários. Nem mesmo a presença de Wesley Sneijder e Mario Balotelli intimidou os italianos. Forçando as defesas do goleiro Yoan Cardinale, os celestes criavam as melhores oportunidades e mal sofreram na defesa, embora o placar zerado tenha se mantido até o intervalo.
No segundo tempo, o Napoli tratou de matar o jogo rapidamente. A pressão deu resultado e, em um ataque rápido, José Callejón balançou as redes aos três minutos. Recebeu um belíssimo passe de Marek Hamsik para completar dentro da área. Pouco depois, Dries Mertens ainda carimbaria a trave. Precisando de quatro gols, o Nice saiu ao ataque e tentava lançar a bola na área dos napolitanos. Nada que passasse de lampejos, com Pepe Reina garantindo sua meta invicta. Os celestes eram bem mais consistentes e poderiam ter ampliado a contagem antes. O segundo gol acabou saindo apenas aos 44, em chute colocado de Lorenzo Insigne da entrada da área. Nos acréscimos, o Nice acertaria o travessão, sem qualquer efeito.
Se o ataque do Napoli geralmente leva os créditos pelos bons resultados do time, a defesa também precisa ser elogiada. Soube muito bem lidar com a situação e mal deixou o Nice jogar. No meio-campo, Jorginho e Allan também fizeram bom trabalho, recuperando a melhor forma. Se grandes reforços não chegaram, a manutenção do elenco é o grande triunfo dos celestes. E Maurizio Sarri parece azeitar cada vez mais a sua engrenagem. Os dois atropelamentos, sem se importar com o mando de campo, são a prova cabal desta impressão.
Além do mais, o Napoli encerra uma sina dos clubes italianos nos playoffs da Champions. Os times do país se acostumaram a fracassar nesta fase. Desde que o atual formato das preliminares foi adotado, em 2009/10, os clubes da Serie A haviam caído em seis das oito aparições anteriores na chamada ‘Rota da Liga’. Os próprios napolitanos haviam sucumbido em 2014/15, diante do Athletic Bilbao. A volta por cima também é uma resposta do Calcio, atravessando o seu melhor momento nos últimos anos.



