Nas semifinais da Champions League passada, o Paris Saint-Germain conseguiu anular as forças do RB Leipzig e garantiu a classificação inédita à decisão. Nesta quarta, os parisienses tinham desfalques importantes em seu ataque, sem Neymar ou Mbappé. Mesmo assim, encaixaram o seu jogo na Red Bull Arena e não demoraram a abrir vantagem, esboçando repetir o . Entretanto, o final da história seria outro na Alemanha. O time de Julian Nagelsmann soube se refazer e se reerguer em uma partida bastante difícil, que estava nas mãos dos oponentes. O Leipzig buscou o empate antes do intervalo e, claramente superior no segundo tempo, conquistou uma importante vitória por 2 a 1, que recupera a equipe na Champions.

Com as ausências dos lesionados Neymar e Kylian Mbappé, o Paris Saint-Germain escalou uma linha de frente composta por Ángel Di María, Moise Kean e Pablo Sarabia. Marquinhos, mais uma vez, era utilizado como volante. Já o RB Leipzig se tornava o primeiro clube alemão a não escalar jogadores locais na história da Champions. Julian Nagelsmann apostava numa linha de frente com mais mobilidade e criatividade, formada por Emil Forsberg e Dani Olmo.

Com o Leipzig tentando se adiantar em campo, o apostava na velocidade de seu ataque contra uma linha defensiva alta. E a estratégia deu certo durante os primeiros minutos, com o placar aberto logo aos seis. Dayot Upamecano vacilou no passe, para Moise Kean abafar e roubar. O centroavante fez o papel de garçom e Di María teve muito espaço para fuzilar às redes. O Leipzig tentou responder de imediato, mas a bomba de Amadou Haidara parou em milagre de , antes que Alessandro Florenzi travasse Angeliño no rebote. De qualquer maneira, as brechas eram maiores ao PSG.

Na sequência do primeiro tempo, o Paris Saint-Germain continuou incomodando bastante e explorando sua aceleração. Di María e Kean atormentavam os anfitriões, até que os franceses ganhassem um pênalti aos 15, em toque de mão de Upamecano. O estrago foi evitado por Péter Gulácsi. Di María bateu cruzado e o goleiro acertou o lado, realizando uma defesa salvadora. O húngaro era importante para se antecipar aos lançamentos, numa partida na qual sua equipe atuava no limite.

Com o andar dos minutos, o Leipzig passou a controlar melhor as investidas do PSG, até que começasse a dominar um pouco mais a posse de bola a partir dos 30. Os franceses ainda representavam uma ameaça esporádica e tiveram dois gols anulados. Di María estava impedido ao sair às costas da defesa, enquanto Kean também se encontrava em posição irregular ao aproveitar um rebote de Gulácsi. Todavia, com a melhora, os Touros Vermelhos garantiram o empate aos 42. Depois do avanço de Forsberg pela esquerda, Angeliño recebeu livre e rolou para Christopher Nkunku na meia-lua. O meia pôde dominar e bater rasteiro, tirando do alcance de Navas. E, pouco depois, um chute de Olmo deixou os alemães a um triz da virada.

O gol beneficiou o Leipzig. Se faltava mais agressividade aos Touros Vermelhos na definição das jogadas, a equipe cresceu com o tento e voltou ao segundo tempo com mais atitude, pressionando. Forsberg chamou Danilo Pereira para dançar e mandou para fora. Quando Kean tentou responder, também errou o alvo. E a história do jogo mudaria em definitivo aos 12, a partir de um toque de mão de dentro da área, que a arbitragem anotou após revisão no . Liderando a reação de seu time, Forsberg assumiu a cobrança e converteu.

O Paris Saint-Germain não indicava tantas forças para mudar o cenário do jogo e sufocar o Leipzig no campo de ataque. Não era uma formação moldada para isso. E a situação ficou pior aos 24 minutos, quando Idrissa Gueye foi expulso com o segundo cartão amarelo. A intensidade dos Touros Vermelhos fazia muito mais efeito, com os anfitriões próximos do terceiro. Aos 36, Nkunku bateu cruzado e por pouco não ampliou. Mesmo as alterações não deram impulso ao PSG, com os alemães cozinhando o resultado no campo de ataque.

A emoção só voltaria a aparecer nos acréscimos. Desorganizado, o PSG tentava o abafa e a zaga adversária travava. Kean seguia como homem de referência, sem sucesso nas investidas. O Leipzig respondia com contragolpes abertos e via os franceses se safarem por pouco. As estocadas não renderam outro tento, mas culminaram na expulsão de Kimpembe por uma falta por trás em Yussuf Poulsen. O cartão vermelho enterrou as esperanças dos parisienses, pouco antes do apito final.

Depois da goleada sofrida na rodada anterior, diante do , o RB Leipzig se recupera na tabela. As duas equipes somam seis pontos no Grupo H, embora os ingleses levem a melhor no confronto direto. Já o PSG que se vê um pouco mais em risco. Os franceses param em três pontos, igualados ao Basaksehir e tentando reagir.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore