O Basel aprontou outra vez e, aos 45 do 2° tempo, puniu o United na visita à Suíça

O Basel já tinha feito o Benfica sofrer nesta Liga dos Campeões. A goleada por 5 a 0 sobre os encarnados no St. Jakob Park ficará marcada para os dois clubes. E, ao menos simbolicamente, os suíços conquistaram uma vitória tão ou mais importante nesta quarta. Desta vez, os Rot-Blau aprontaram para cima do Manchester United e frustraram o time de José Mourinho aos 45 do segundo tempo, assegurando uma celebrada vitória por 1 a 0. Resultado enorme da equipe, especialmente para recuperar os pontos perdidos contra o CSKA Moscou e se manter vivíssima na disputa pela classificação aos mata-matas.
Ao contrário do que o placar possa dizer, não foi uma partida inteiramente ruim do Manchester United. Pelo contrário, os Red Devils mandaram no jogo durante o primeiro tempo. E o seu domínio se sublinha por um nome: Paul Pogba. Após voltar muito bem na rodada de final de semana, contra o Newcastle, o francês fez mais uma atuação bastante segura. Nem parecia estar tanto tempo afastado dos gramados. A primeira grande chance veio em uma enfiada perfeita do volante, deixando Romelu Lukaku na cara do gol, mas o goleiro Tomás Vaclik fechou muito bem o ângulo. Logo na sequência, Marouane Fellaini quase marcou, com Manuel Akanji salvando em cima da linha.
Por mais que o Basel se empenhasse na defesa, o gol do United parecia questão de tempo. Anthony Martial era outro participando bastante, com suas arrancadas pelo lado esquerdo do ataque. Mas Vaclik estava com o corpo fechado. Além disso, o goleiro contou com a ajuda da trave duas vezes para manter a meta invicta no primeiro tempo. A falta de efetividade dos visitantes cobraria seu preço.
Na volta do intervalo, o Manchester United diminuiu um pouco ritmo e o Basel começou a arriscar mais de fora da área, desafiando Sergio Romero na meta mancuniana. De qualquer maneira, a falta de pontaria atrapalhava os dois times. E o crescimento dos suíços coincidiu com a saída de Pogba, substituído por Nemanja Matic. Um primeiro aviso aconteceu aos 21 minutos, em cabeçada de Michael Lang que estremeceu a trave do goleiro argentino. Mourinho ainda tentou revitalizar seu ataque com as entradas de Marcus Rashford e Zlatan Ibrahimovic, mas o controle de jogo dos Red Devils era nulo. Retraído, o time tinha mais posse de bola, mas mal conseguia se impor no campo de ataque.
E quando o empate já parecia consumado, o Basel anotou o gol para fazer o St. Jakob Park sacudir. Raoul Petretta recebeu na esquerda e cruzou rasteiro. A bola cruzou a área até que Lang aparecesse no segundo pau, escorando para dentro. Festa enorme dos suíços. Mal haveria tempo para o United tentar qualquer reação, precisando engolir o tropeço. Além de Lang e Vaclik, destaques óbvios, outros jogadores dos Rot-Blau fizeram ótimas partidas, incluindo Akanji e Éder Balanta na zaga, além de Geoffroy Serey Dié no meio.
A situação do Manchester United na liderança do grupo ainda é bastante confortável. O time depende de apenas um ponto para se classificar, e na última rodada pega o CSKA Moscou em Old Trafford – com boas chances de avançar mesmo se perder. A cobrança maior fica pela queda de rendimento no segundo tempo e pelo marcador zerado ao ataque. O que poderia ter sido uma vitória fácil se transformou em uma dor de cabeça à toa. Já o Basel merece os devidos créditos, independentemente dos defeitos dos mancunianos. Os Rot-Blau vivem uma temporada inconstante, com dificuldades no Campeonato Suíço, mas compensam com algumas boas atuações na Champions. Na rodada final, visitando o eliminado Benfica na Luz, os suíços só precisam de um resultado igual ou superior ao CSKA para chegar às oitavas. Podem repetir o feito de 2011/12, quando, coincidência ou não, bateram o United.
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