Champions League

O Atlético de Madrid deu uma lição de eficiência ao Salzburg, que muito ameaçou e não soube buscar a vitória

O Atlético de Madrid corria riscos de ser eliminado ainda na fase de grupos da Champions League. Para tanto, bastava ao Red Bull Salzburg ganhar o confronto direto realizado nesta quarta-feira, dentro da Red Bull Arena. Os colchoneros encararam uma partida difícil, na qual os apuros foram constantes. Porém, o time de Diego Simeone também mostrou como eficiência e tarimba no torneio continental fazem toda a diferença. Os Touros Vermelhos criaram um caminhão de chances, mas não souberam convertê-las – num problema recorrente nesta campanha. O Atleti aproveitou seus momentos e construiu a vitória por 2 a 0, até mais tranquila do que as circunstâncias indicavam. Com o resultado, os espanhóis avançam na segunda posição do Grupo A, atrás do Bayern de Munique.

O Red Bull Salzburg não mudaria muito a postura vista em outras partidas desta Champions League. Os austríacos eram agressivos desde os primeiros minutos e pareciam prontos a cometer o crime na Red Bull Arena. Mesmo uma defesa consistente como a do Atlético de Madrid sofria com a velocidade dos Touros Vermelhos. A movimentação incessante do Salzburg atormentava a linha de zaga dos colchoneros, enquanto a marcação adiantada dos anfitriões não permitia a saída de bola dos visitantes. Aos dois minutos, Mergim Berisha saiu de frente para o gol e bateu colocado na trave. As oportunidades se sucediam, com Sékou Koïta furando dentro da área. Aos 14, Jan Oblak também precisou realizar grande defesa, em chute de Dominik Szoboszlai que ia no cantinho.

Somente a partir dos 20 minutos é que o Atlético de Madrid conseguiu respirar, saindo mais ao campo de ataque e forçando os erros do Salzburg. Marcos Llorente teria boa chance, mas bateu para fora, pouco antes do espanhol quase aproveitar uma bobeira dos adversários na saída de bola. Os colchoneros se adiantavam um pouco mais, mesmo que isso significasse dar as costas aos contragolpes do Salzburg. De qualquer maneira, o Atleti aproveitou o crescimento para abrir o placar aos 38. Yannick Ferreira-Carrasco cobrou falta pelo lado esquerdo e Mario Hermoso desviou de cabeça. Os rojiblancos administraram a vantagem no restante da primeira etapa.

Com a vantagem estabelecida, o Atlético de Madrid pôde atuar com mais segurança durante o segundo tempo. Szoboszlai teve a chance do empate logo no reinício da partida, mas mandou para fora quando estava de frente com Oblak. Os erros custavam caro ao Salzburg, que não conseguia exercer a mesma pressão vista no primeiro tempo. O Atleti ganhava mais as divididas e sabia esfriar o encontro, sem conceder tantos espaços. Diego Simeone também dava mais combatividade ao time, com as entradas de Héctor Herrera e Ángel Herrera nos lugares de Saúl Ñíguez e Luis Suárez – apagado em seu retorno à Champions.

O Salzburg só acordaria com o desespero batendo na porta, ao redor dos 30 minutos. Tentou provocar o abafa contra o Atlético de Madrid, sem muito sucesso. Enock Mwepu esboçou o empate, num tiro que triscou a trave. Entretanto, quando parecia que os Touros Vermelhos tinham mais gás para a reação, o Atleti matou o jogo. João Félix forçou uma defesaça de Cican Stankovic em tiro de fora da área. Por fim, o segundo tento seria anotado aos 41. Ángel Correa arrancou pela direita e cruzou para Carrasco completar livre no segundo pau, batendo de primeira. O gol esfriou de vez o time da Red Bull.

O Atlético de Madrid não conseguiu competir com o Bayern de Munique e fez uma fase de grupos morna, mas cumpriu seu papel. Espera-se mais dos colchoneros, ainda que esta pareça ser uma temporada na qual La Liga será o foco principal de Diego Simeone. Com nove pontos, o time fechou o Grupo A na segunda colocação. Já o Red Bull Salzburg vai à Liga Europa, com apenas quatro pontos. Teve boas apresentações na Champions, mas carecendo de experiência e de capacidade para matar os jogos.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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