Champions League

Ninguém sai com mais moral dos clássicos da Champions do que Oblak

Durante algum tempo, se questionou se o Atlético de Madrid havia mesmo acertado em gastar € 16 milhões na contratação de Jan Oblak, junto ao Benfica. O esloveno fazia grandes defesas, mas não tinha consistência. Confiança e sequência. Duas palavras-chave para um goleiro, que explicam a transformação do novato na meta colchonera. E ninguém sai mais renomado das quartas de final da Champions do que Oblak, após ser o melhor em campo nos dois jogos contra o Real Madrid. Para responder a quem desconfiou de sua afirmação na meta da equipe de Diego Simeone, especialmente na ausência de Moyà.

LEIA MAIS: Real Madrid olhou no olho e jogou como o Atlético para triunfar justo no clássico mais valioso

Os primeiros testes de Oblak aconteceram na Copa do Rei, assim como em um duelo da fase de grupos da Champions. Para quem chegou cotado já como titular, a ótima forma de Moyá logo em seu início no Vicente Calderón foi uma surpresa. Um golpe capaz de minar a confiança. E os jogos que o esloveno fez não serviram para melhorar tanto a sua reputação no clube. As boas intervenções vinham em mesmo número que os vacilos, principalmente nas saídas de gol pelo alto. Tanto que a contusão do titular gerou preocupações. O que o garoto de 22 anos superou com sua boa sequência.

Oblak finalmente ganhava o ritmo de jogo no gol do Atlético, superando até mesmo o bom nível dos tempos de Benfica. Os erros desapareceram, assim como os milagres se tornaram mais frequentes. O goleiro fechou sua meta nos dois encontros com o Real Madrid, com uma série de defesas imprescindíveis. Por mais que a classificação não tenha vindo, as três defesaças desta quarta fizeram com que um time improdutivo no ataque tivesse sobrevida. Cenas que se repetem também no Campeonato Espanhol, onde o Atleti segue brigando pela vaga na Champions – e não há maior prova do que o “paradón” que operou contra o Córdoba, no início do mês.

A excelente fase de Oblak reitera o grande trabalho do Atlético de Madrid na observação e no aprimoramento de seus últimos goleiros. David De Gea e Thibaut Courtois atualmente podem ser considerados entre os cinco melhores do mundo – pelo menos. Sergio Asenjo não se firmou no clube da mesma maneira, mas o bom momento no Villarreal o levou à seleção espanhola. E há o próprio Moyà, que também era cotado à Fúria antes de sua lesão.

Pelo visto, Oblak deve dar sequência ao que já se torna uma tradição no Atlético de Madrid: o goleiro jovem que brilha com a camisa colchonera e, como De Gea, gera bons lucros ao clube. Mas, por enquanto, o que os rojiblancos querem mesmo aproveitar é o talento do esloveno, que deve ganhar mais espaço na briga com Moyà quando este voltar de contusão. A atuação nos clássicos vale demais ao garoto. A maior prova de que Courtois, magnífico em suas três temporadas, tem um herdeiro para manter o nível do Atleti.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo