Não há palavras para definir o quão fantástico foi o gol de Özil contra o Ludogorets

O prólogo na Bulgária se estendeu por 87 minutos. Houve uma partida com boa dose de emoção. O Ludogorets concretizou as chances que já criara no Emirates, enquanto o Arsenal corra sérios riscos de um tropeço. No entanto, tudo isso se transformou em mero detalhe diante do que Mesut Özil foi capaz de fazer. Naquele instante, foi como se o relógio parasse, menos para o alemão. O camisa 11 demonstrou frieza e categoria imensas para concretizar a virada dos Gunners, por 3 a 2, aos 42 do segundo tempo. E com um gol que, a partir de hoje, certamente integrará a coletânea de mais bonitos da história da Champions League.
Durante 15 minutos, o Ludogorets parecia pronto a engolir o Arsenal. Abriu dois gols de vantagem graças a Jonathan Cafu. O brasileiro anotou o primeiro e fez uma jogadaça, deixando Gibbs no chão, para que Keseru ampliasse. O empate dos londrinos saiu ainda no primeiro tempo. Özil passou para Xhaka diminuir a diferença aos 21, enquanto Olivier Giroud igualou de cabeça aos 41. Mas o melhor ficaria guardado para a etapa complementar. Para o lance espetacular de Özil.
Elneny iniciou o contra-ataque. Lançou o alemão, que partiu à frente dos defensores do Ludogorets, todo ataque naquele momento. Então, o camisa 11 humilhou: chapelou o goleiro Borjan, antes de deixar dois marcadores no chão e finalizar para as redes vazias – porque teve humildade em gol. Como disse o amigo Ricardo Henriques, chamar alguns gols apenas bonitos de ‘golaços’ se torna um desrespeito com o que fez Özil. Deslumbrante. Uma excelente maneira de motivar os Gunners para o clássico contra o Tottenham, no domingo. E para provar que é inconcebível a ausência do armador na corrida pela Bola de Ouro. No Prêmio Puskás, ao menos, sua presença é certa.
O QUE O @MesutOzil1088 FEZ É BRINCADEIRA! Deixou o goleirão na saudade, driblou um, driblou dois… UMA PINTURA! https://t.co/lsy4lZONVV
— Esporte Interativo (@Esp_Interativo) 1 de novembro de 2016



