Na terra da pizza, só deu azeite: Porto mantém sina italiana e despacha Roma
A Roma conseguiu mais uma eliminação ridícula, que se soma às constantes eliminações italianas na fase de playoffs da Champions League. Esta é a última fase preliminar do torneio, que define os participantes da fase de grupos. Com um bom empate em Portugal, a Roma veio a campo no estádio Olímpico precisando de uma vitória por qualquer placar para se classificar. O que se viu, porém, foi o Porto vencer por 3 a 0, com direito a duas expulsões estúpidas de jogadores do clube italiano.
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O problema é que logo a oito minutos o Porto marcou 1 a 0, em um gol de cabeça do zagueiro Felipe. A missão se complicou ainda mais quando o capitão do time e jogador mais experiente em campo, Daniele De Rossi, foi expulso por uma entrada violenta no lateral Maxi Pereira. O árbitro Szymon Marciniak, da Polônia, mostrou o cartão vermelho direto ao camisa 16. Um descontrole indesculpável para um jogador tão experiente, de 33 anos.
O técnico Luciano Spalletti, então, mudou a Roma. Tirou Leandro Paredes, que atuava pelo meio-campo, e colocou o lateral Emerson Palmieri. Juan Jesus, que jogava pela lateral, foi para a zaga, substituindo De Rossi, que também jogava por ali. O Porto também teve que mudar, porque Maxi Pereira se machucou no lance. Entrou o mexicano Miguel Layun.

O segundo tempo começou com os italianos pressionando. O problema é que o lateral Emerson Palmieri tratou de dificultar ainda mais as coisas. Logo a cinco minutos, deu uma entrada forte demais no mexicano Corona e foi mais um a ser mandado para o chuveiro. O cartão vermelho deixou a Roma com dois jogadores a menos e precisando de ao menos um gol.
O time teve bravura, é verdade, e continuou tentando o gol. Foram ao menos duas boas chances de igualar o marcador. O empate não classificaria, mas levaria o jogo à prorrogação. A pressão romanista era desorganizada. Spalletti tirou de campo o centroavante Dzeko, que não fazia boa partida, e colocou em campo Juan Iturbe. Não deu resultado.
Aos 25 minutos, um contra-ataque matou o jogo. Layun, lateral direito que entrou no lugar do lesionado Maxi Pereira, foi lançado nas costas da defesa do time italiano. O goleiro Szczesny saiu atabalhoado do gol para cobrir, na lateral do campo, e viu o lateral mexicano passar por ele e tocar para o gol vazio, sem dificuldades.
Se o 2 a 0 era quase uma garantia de classificação àquela altura, o 3 a 0, logo depois, sacramentou a vitória. Foi Corona que recebeu, desta vez pela esquerda, aproveitando o grande espaço do time italiano, e fuzilou, com um chute no alto.
Não teve mais jogo depois disso. A Itália vê, mais uma vez, o seu representante na fase de playoffs ser eliminado. Foi assim em seis das oito vezes. Na temporada 2008/09, a Fiorentina se classificou. Em 2012/13, o Milan também avançou. Em todas as outras vezes, os italianos acabaram eliminados: 2009/10, Udinese em 2010/11 e em 2011/12, Napoli em 2013/14, Lazio em 2014/15 e agora a Roma em 2016/17.
O Porto avança para a fase de grupos para, mais uma vez, tentar fazer um bom papel e chegar às fases eliminatórias. É um dos times que bate ponto na competição.
A Roma terá que se contentar com a Liga Europa. E apesar do desânimo – e do prejuízo financeiro -, os romanistas deveriam se dedicar à competição europeia, mesmo sendo o segundo escalação. O time sonha com o título da Serie A, mas deveria olhar com carinho para as outras competições.




