Champions League

Musso acumulou milagres em sua impressionante estreia na Champions e definiu o eletrizante Villarreal 2×2 Atalanta

Num jogo bastante aberto na Espanha, os dois times tiveram suas chances de vencer, mas o goleiro da Atalanta foi mais decisivo

A Atalanta construiu sua fama nas últimas temporadas calcada no jogo ofensivo. Porém, esta janela de transferências seria valiosa à Dea especialmente pela adição de um excelente goleiro: Juan Musso, que vinha sobrando na meta da Udinese. E o argentino precisou de uma partida na Champions League para justificar o investimento de €20 milhões em sua contratação. Musso realizou ótimas defesas, num duelo particular com Gerard Moreno, em especial um milagre nos acréscimos do segundo tempo. A defesaça valeu o empate com o Villarreal no movimentado 2 a 2 dentro do Estádio de la Cerámica, em que qualquer time poderia ter saído com o triunfo, considerando o volume de jogo e a quantidade de chances de ambos os lados.

A Atalanta teve um começo excelente na Espanha. Abriu o placar logo aos cinco minutos, numa parede de Duván Zapata para Remo Freuler chutar de dentro da área. A bola foi no cantinho e ainda beijou a trave antes de entrar. A Dea quase fez mais, mas Gerónimo Rulli evitou o segundo de Robin Gosens num chute de fora. O Villarreal tentava trocar golpes com os visitantes, mas demorou a se encontrar, com muitos erros. Somente com uma mudança no desenho tático feita por Unai Emery é que o Submarino Amarelo cresceu em busca do ataque, a partir dos 20 minutos.

A Atalanta ainda causava perigo nos contragolpes, com Zapata e Davide Zappacosta chegando em boas condições na área espanhola. Em compensação, na crescente do Villarreal, Musso faria sua primeira grande defesa aos 34, desviando com o pé a tentativa à queima-roupa de Gerard Moreno. Já o gol de empate não demorou nesta reação, aos 38. Numa trama pela esquerda, Manu Trigueros aproveitou um passe desviado e arrematou quase na pequena área. E a virada só não saiu antes do intervalo porque Musso de novo salvou, de maneira mais impressionante, em cabeçada de Moreno.

Na volta ao segundo tempo, Rulli também apareceu para evitar o segundo da Atalanta, contra Ruslan Malinovskyi chutando cruzado de fora. Permanecia um jogo aberto, com Gosens perdendo uma grande chance e Zapata triscando o travessão, antes de Moreno também perdoar do outro lado. O embate parecia capaz de pender a qualquer equipe, até que o Villarreal virasse aos 29, com um bocado de sorte. Dani Parejo roubou a bola e Moreno passou ao substituto Arnaut Danjuma, que finalizou diante de Musso. Moreno quase fez o terceiro na sequência. Porém, a Dea reviveu aos 37, com nova igualdade no placar. Desta vez Raúl Albiol errou na saída de bola e Aleksei Miranchuk desviou o passe de Josip Ilicic para Gosens, que definiu em ótimas condições.

O jogo favoreceu a Atalanta na sequência, com a expulsão de Francis Coquelin, que recebeu o segundo amarelo por agarrar Teun Koopmeiners. A vantagem numérica permitiu uma pressão final dos italianos, mas não tirou o Villarreal totalmente da parada. Aos 48, o Submarino Amarelo ganhou um escanteio. Foi quando Musso terminou de se tornar herói, com uma defesa espetacular no cantinho para negar o gol da vitória a Gerard Moreno, de novo na pequena área. Jogaço que teve seu desfecho agônico.

O resultado deixa o Young Boys como surpreendente líder do Grupo F, depois da vitória sobre o Manchester United. Enquanto isso, Villarreal e Atalanta apresentaram uma intensidade que mostra como ambas as equipes lutarão pela classificação. Não dá para dizer que o resultado foi ruim para qualquer um dos lados, já que os dois times tiveram seus momentos de superioridade. Ainda assim, o goleiro da Dea foi mais decisivo.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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