Mourinho visitando o Chelsea: Aproveitamento de rebaixado e saldo negativo surpreendem
Português volta ao estádio onde foi ídolo, mas retrospecto é negativo
José Mourinho está de volta a Stamford Bridge, desta vez como técnico do Benfica, para enfrentar o Chelsea na segunda rodada da fase de liga da Champions League, nesta terça-feira (30).
O duelo carrega peso para ambos os lados, já que portugueses e ingleses perderam seus jogos de estreia e precisam reagir para manter vivas as chances de classificação. No entanto, o retorno do treinador português desperta inevitavelmente lembranças.
Ídolo no clube londrino, onde conquistou três títulos da Premier League e oito troféus em duas passagens, Mourinho também construiu uma história particular atuando no banco de visitantes em Stamford Bridge. Desde a sua primeira saída em 2007, o treinador já voltou ao estádio em sete ocasiões, defendendo três clubes diferentes — e raramente se dá bem.
Mourinho começou encerrando sonhos do Chelsea pela Inter
O primeiro retorno de Mourinho a Stamford Bridge aconteceu em 2010, quando o português dirigia a Inter de Milão. Nas oitavas de final da Champions League, ele enfrentou um Chelsea comandado por Carlo Ancelotti, que sonhava em finalmente conquistar a Europa.
A Inter venceu a primeira partida por 2 a 1, em Milão, e chegou a Londres com vantagem. Recebido sob aplausos da torcida que ainda o reverenciava, Mourinho não se deixou abalar pela emoção.

A equipe italiana neutralizou o ataque adversário e viu Samuel Eto’o marcar o gol da classificação. O Chelsea caiu e a Inter seguiu rumo ao título europeu, conquistado semanas depois, diante do Bayern de Munique.
Para os torcedores dos Blues, aquele reencontro foi um misto de nostalgia e frustração: o “Special One” os eliminava em pleno Stamford Bridge — mas também seria sua única vitória no estádio como visitante.
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Os duelos tensos à frente do Manchester United e Tottenham
Após sua segunda saída do Chelsea, em 2015, Mourinho retornou a Londres como técnico do Manchester United. Entre 2016 e 2018, foram quatro confrontos em Stamford Bridge, todos carregados de tensão.
Logo no primeiro, em outubro de 2016, os torcedores assistiram a um duro 4 a 0 aplicado pela equipe de Antonio Conte. O português saiu de campo irritado e acusou o rival de “desrespeito” por comemorar efusivamente diante da torcida.

Meses depois, na Copa da Inglaterra, um gol de N’Golo Kanté deu nova vitória ao Chelsea, desta vez por 1 a 0, em jogo marcado pela expulsão de Ander Herrera.
Em 2017, o cabeceio de Álvaro Morata decretou mais uma derrota do United em Londres. Já em 2018, quando parecia que os Red Devils finalmente venceriam, um empate por 2 a 2 com gol de Ross Barkley nos acréscimos frustrou Mourinho, que pouco tempo depois deixaria o cargo.
Em 2019, Mourinho assumiu o Tottenham e, inevitavelmente, voltou a reencontrar o Chelsea. Em fevereiro de 2020, sua equipe perdeu por 2 a 1, em jogo no qual os gols de Olivier Giroud e Marcos Alonso definiram a vitória dos Blues.
Ainda naquele ano, já em meio à pandemia, disputou novo clássico em Stamford Bridge, desta vez com portões fechados. O duelo terminou em 0 a 0, resultado que manteve os Spurs na briga pela liderança da Premier League, mas que não entrou para a lista de grandes momentos da rivalidade.
O saldo de Mourinho em Stamford Bridge
Benfica throwback from 2012. 📸 pic.twitter.com/WUy5LTXftC
— Chelsea FC (@ChelseaFC) September 29, 2025
Até aqui, José Mourinho visitou Stamford Bridge como adversário em sete oportunidades, somando apenas uma vitória – justamente a mais emblemática, em 2010, com o Inter de Milão. Foram ainda dois empates e quatro derrotas, com quatro gols marcados e dez sofridos.
Apesar do retrospecto irregular, cada reencontro do português com a antiga casa foi cercado de emoções, aplausos, vaias e memórias. Agora, à frente do Benfica, o Special One escreve mais um capítulo da sua relação complexa com o clube onde construiu boa parte da sua lenda.



