Milan volta às oitavas da Champions com vitória diante de um inerte Tottenham em San Siro
Com um gol logo no começo do jogo, Milan controla o jogo e ficou mais perto de fazer mais gols do que de sofrer empate do Tottenham
Desde 2014 o Milan não disputava um jogo eliminatório de Champions League. Naquele ano, o time, que ainda tinha Kaká em campo, na sua última temporada pelo clube, foi eliminado pelo Atlético de Madrid de Diego Simeone com duas derrotas. Nove anos depois, os rossoneri disputaram novamente esta fase da competição e, desta vez, conseguiram uma vitória. Diante de um Tottenham que ofereceu pouco risco, o Milan venceu por 1 a 0 em San Siro e leva uma vantagem mínima, mas importante, para o jogo de volta em Londres, no dia 8 de março.
Vale destacar a ótima partida do zagueiro Simona Kjaer. O dinamarquês não vinha em grande fase, mas foi escalado em um time com três zagueiros e teve pela frente simplesmente Harry Kane. O zagueiro foi muito bem, em uma atuação praticamente impecável. Os zagueiros, como um todo, foram bem, assim como o lateral esquerdo Theo Hernández. Capitão do time, ele foi a principal alternativa de jogo da equipe.
Os dois times chegaram a campo com problemas. Stefano Pioli, no Milan, não tinha o goleiro Mike Maignan, ainda lesionado desde antes da Copa, assim como outras ausências de longo prazo como Alessandro Florenzi e Zlatan Ibrahimovic. Além deles, Sergiño Dest também estava indisponível por lesão, assim como o zagueiro Fykayo Tomori e o meio-campista Ismaël Bennacer.
No Tottenham, o goleiro Hugo Lloris também foi desfalque por lesão, assim como Ryan Sessegnon, Yves Bissouma e Rodrigo Bentancur. Além deles, Pierre-Emile Hojbjerg ainda estava suspenso, o que deixou o meio-campo do time absolutamente esburacado. Até por isso, foram titulares Oliver Skipp, de 22 anos, e Pape Matar Sarr, de 20 anos, que fazia a sua estreia na Champions.
Primeiro tempo: gol do Milan no início
O Milan chegou ao primeiro gol quase na marra. Aos seis minutos, theo Hernández ganhou a disputa com Romero, chutou para o gol, Fraser Forster defendeu uma bomba, a bola sobrou para Brahim Díaz, que finalizou de primeira, Forster novamente defendeu, mas a bola subiu e Brahim Diaz completou de cabeça para empurrar para o gol uma bola sofrida, que sequer balançou as redes. Milan 1 a 0, usando o seu forte lado esquerdo.
Até ali, nada tinha funcionado nos dois times. Eram minutos iniciais de passes sem muito perigo. Depois disso, o Tottenham passou a dominar as ações. Não só tinha mais a bola, como estava mais presente no campo de ataque. Apesar disso, não criava nada ofensivamente. Assim como tem acontecido na Premier League: falta de criatividade crônica.
O jogo parecia relativamente controlado pelo Milan até os acréscimos, quando Son Heung-min recebeu em velocidade, colocou na frente e chutou forte, para defesa de Ciprian Tatarusanu. No rebote, Harry Kane finalizou, o goleiro ainda desviou e a bola trocou no travessão, mas o lance acabaria anulado por impedimento de Son.
O primeiro tempo acabou com o Milan tendo conseguido impedir as ações mais perigosas de Kane e Son, que raramente tiveram chances de receber a bola com alguma liberdade. A marcação funcionou e Dejan Kulusevski também pouco conseguiu fazer. O Milan foi mais perigoso, mas também criou pouco.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Segundo tempo: mudanças que não mudaram nada
O segundo tempo não mudou muito o panorama. O Milan cozinhava o jogo, mas ainda parece ter mais controle que o Tottenham. O time inglês não conseguia encaixar nenhuma jogada trabalhada. Kane parecia isolado, enquanto Son e Kulusevski não faziam um bom jogo. Até por isso, aos 25 minutos, Antonio Conte trocou Kulusevski pelo brasileiro Richarlison.
No Milan, aos 32 minutos, entraram Junior Messias e Charles De Ketelaere nos lugares de Alexis Saelemaekers e Brahim Diaz, autor do gol. Logo depois de entrar, Charles De Ketelaere teve uma grande chance. Olivier Giroud ajeitou de cabeça para o meia chegar também de cabeça, mas tocou para fora. Foi marcado impedimento, mas o replay indicou que a posição era legal, aos 33 minutos.
O Milan melhorou e criou outra chance. Rafael Leão cruzou da esquerda para a segunda trave e o zagueiro Malick Thiaw tocar, com muito perigo, mas mandou para fora. Os rossoneri pareciam mais próximos do segundo gol do que de levar o empate.
Os Spurs mudaram mais uma vez aos 36 com as entradas de Arnaut Danjuma e Ben Davies nos lugares de Son e Clément Lenglet. Novamente, deu pouco resultado. O Tottenham era inofensivo no ataque. Pouco ameaçava e sequer conseguia finalizar, nem mesmo de fora da área.
O Milan ainda colocou Tommaso Pobega no lugar de Sandro Tonali. Nos acréscimos, Ante Rebic entrou no lugar de um esgotado Rafael Leão, que foi participativo, mas esteve longe do seu melhor nível.
No fim, a vitória do Milan prevaleceu. Os italianos ficaram mais perto do segundo gol do que de levarem o empate, mas uma vitória por 2 a 0 seria grande demais pelo que o Milan fez. A vitória, porém, é merecida.
Os italianos foram claramente melhores e dão a largada na eliminatória com uma vantagem importante. Poderão empatar em Londres para estarem nas quartas de final, algo que o clube não disputa desde a temporada 2011/12, quando chegou nessa fase e acabou eliminado pelo Barcelona. O jogo de volta será no dia 8 de março.



