Champions League

Milan defendeu com muita bravura, mas Atlético martelou até o fim para conseguir a virada em San Siro

Os italianos passaram mais de uma hora com um jogador a menos, e resistiram corajosamente, mas, com ajuda do primeiro gol de Griezmann neste retorno, o Atlético de Madrid venceu

O batismo de fogo do Milan na Champions League está cruel. De volta à competição após sete anos, reestreou contra o Liverpool, em Anfield, e nesta terça-feira, com um jogador a menos, teve que resistir à pressão de mais de uma hora do Atlético de Madrid. Lidou bem com os dois desafios, mas não tem um pontinho para mostrar pelo seu esforço. Com o primeiro gol de Antoine Griezmann em sua segunda passagem pelos colchoneros, o Atleti virou o jogo em San Siro e ganhou por 2 a 1.

Com um elenco inexperiente nesse tipo de jogo, é assim mesmo. Na primeira rodada, havia conseguido virar o jogo no final do primeiro tempo, após ser completamente dominado, mas o Liverpool se impôs depois do intervalo. No San Siro, a expulsão precoce de Franck Kessié na marca de meia hora mudou a dinâmica de um jogo em que os donos da casa estavam melhores.

Restou a eles se defenderem para tentar segurar a vantagem, e o Milan o fez com muita bravura, como se fosse o Atlético de Madrid, até os 39 minutos do segundo tempo, quando Griezmann arrancou o empate. Depois um toque de mão de Kalulu dentro da área deu a Luis Suárez a oportunidade de assegurar a primeira vitória dos colchoneros na Champions League, após o empate com o Porto.

Diego Simeone optou por começar o jogo com um 4-4-2 que tinha Marcos Llorente e Yannick Carrasco pelos lados, com Ángel Correa e Luis Suárez à frente e Mario Hermoso na lateral esquerda. O Milan entrou com sua formação habitual. Franck Kessié e Ismaël Bennacer fazendo dupla de volantes para dar sustentação ao quarteto ofensivo com Alexis Saelemaekers, Brahim Díaz, Rafael Leão e Ante Rebic.

O Milan dominou a primeira meia hora da partida. No começo, pressionou alto, roubou a bola, manteve a posse, mas não conseguia finalizar. Curiosamente, a primeira grande chance saiu em um contra-ataque. Brahim Díaz lançou Rebic em velocidade por trás da defesa. Cara a cara com Oblak, o croata tentou tocar na saída do goleiro, que mandou a escanteio com uma ótima intervenção.

Logo depois, Díaz fez jogada individual pela direita da grande área e rolou para Rafael Leão dominar e bater cruzado para abrir o placar a favor do Milan. O começo muito promissor, porém, foi minado pela inexperiência. Apenas em seu segundo jogo de Champions League, Kessié deu uma pegada por trás em Marcos Llorente na altura do meio-campo e levou o segundo cartão amarelo em menos de 30 minutos.

Com superioridade numérica, o Atlético de Madrid assumiu as rédeas. Stefano Pioli recompôs o meio-campo com a entrada de Sandro Tonali na vaga de Rebic, que havia levado cartão amarelo por reclamação e, extremamente irritado com a expulsão do companheiro, era uma bomba-relógio.

Ainda assim, a melhor chance no final do primeiro tempo foi do Milan. Surgiu de um chutão do goleiro Mike Maignan direto à área adversária. Leão dominou, deixou a bola pingar e virou de bicicleta para acertar o travessão de Oblak. Simeone também mexeu, com João Félix na vaga de Trippier. Nos acréscimos, Llorente rolou para Correa pela direita, e Suárez se antecipou bem a Calabria para bater de primeira. Passou perto.

Simeone voltou dos vestiários com Rodrigo de Paul na vaga de Carrasco e Renan Lodi para dar mais potência pela esquerda no lugar de Hermoso. E a pressão foi incessante. Kondogbia chegou batendo rasteiro, aos cinco minutos, na rede pelo lado de fora, e depois Félix cruzou para Suárez cabecear, livrinho da silva, nas costas de Calabria – que não fez um jogo defensivo muito bom -, mas também para fora.

A segunda rodada de substituições de Simeone levou Griezmann a campo no lugar de Koke, e Lemar no de Kondogbia. O Milan não havia dado um chute a gol no segundo tempo, e o Atleti chegaria a 17 finalizações, o equivalente a uma massacre para um time com produção ofensiva maias modesta.

Aos 39 minutos, a pressão se pagou. Kondogbia lançou para Lodi que, da esquerda, tocou de cabeça para Griezmann chegar batendo em cima de Romangoli e empatar o jogo em 1 a 1. O Milan assustou logo na sequência, com um sem-pulo de Florenzi pela direita, que passou bem perto da trave. Maignan defendeu uma bomba de Félix de fora da área.

E aí, no quarto minuto de acréscimo, no abafa, Lemar invadiu a área e dividiu com Kalulu, que acabou levando a bola com o braço. O árbitro marcou pênalti, e Suárez cobrou para levar o Atleti a quatro pontos. O Milan pode ficar feliz com as suas atuações na Champions League até aqui, mas está em último lugar com zero pontos.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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