Manchester City e Real Madrid ficaram muito satisfeitos com um modorrento 0 a 0
Os times pareciam satisfeitos com o resultado desde que o árbitro apitou o início da partida, e uma vez que o placar nunca foi modificado, podemos supor que nem Manchester City, e nem o Real Madrid, reclamará do modorrento 0 a 0 que os dois times protagonizaram, nesta terça-feira, no Etihad Stadium, pelas semifinais da Champions League. Os ingleses classificam-se com qualquer empate por gols na Espanha, e o Madrid precisa apenas vencer em casa. Outro empate sem gols leva à prorrogação e aos pênaltis.
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Ninguém estava muito disposto a atrapalhar esse panorama. De Bruyne, talvez, bem arisco pelo Manchester City, e Gareth Bale, no outro lado, responsável por algumas jogadas de perigo. Cristiano Ronaldo não jogou por causa de uma leve lesão na panturrilha. Disse até que entraria em campo se fosse a decisão da Champions League. Mas, como ainda tem jogo de volta, preferiu não arriscar. Os destaques acabaram sendo jogadores de defesa: Pepe, Casemiro e Joe Hart.
O que nos coloca dentro da velha discussão sobre o nascimento do ovo ou da galinha. A partida foi muito pouco emocionante porque os ataques jogaram mal ou porque as defesas foram muito bem? Um pouco dos dois, mas tendo a culpar mais a ineficiência do ataque. Porque em campo estavam jogadores como Agüero, Bale e Benzema e a primeira finalização certa saiu apenas no nono minuto do segundo tempo, em uma cobrança de escanteio que Sergio Ramos cabeceou nas mãos de Hart.
O que podemos chamar de chance real de gol deu as caras no Etihad apenas em uma cabeçada de Jesé, no travessão, e ainda assim, Hart parecia estar na jogada. O goleirão do Manchester City foi decisivo em outras duas jogadas aéreas: defendeu um desvio de Casemiro na primeira trave e um chute desferido por Pepe a uma distância muito, muito curta.
Os dois foram os melhores do Real Madrid na partida. Casemiro ganhou sete bolas pelo alto e conseguiu controlar o talentoso meio-campo do Manchester City. E Pepe foi bastante seguro na defesa, ainda mais enfrentando alguém perigoso como Agüero, que acabou não fazendo um grande jogo.
Entre mortos e feridos, o 0 a 0 ficou bom para todos – exceto os espectadores. Ninguém quis arriscar muito. O Real Madrid merecia ter saído com uma vitória magra porque acordou lá pela metade do segundo tempo e conseguiu criar boas chances. Ainda teve chutes de Kroos e Bale da entrada da área que assustaram Hart. Mas segue tudo ainda muito indefinido para o jogo de volta.



