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Manchester City e Napoli entregaram o esperado jogão, mas ingleses é que comemoraram

Manchester City e Napoli entregaram o grande jogo como esperado nesta terça-feira. A vitória dos ingleses por 2 a 1 foi muito comemorada, especialmente pelo segundo tempo. Depois de iniciar de forma avassaladora, os Citizens abriram 2 a 0 e pareceram que abririam vantagem. O Napoli equilibrou o jogo, perdeu um pênalti, converteu outro e diminuiu o placar. Buscou o empate até o final e deixou um gosto de quero mais para o próximo duelo, na Itália, no dia 1º de novembro. Até porque o Napoli, com a derrota, é o terceiro colocado no grupo e só os dois primeiros avançam.

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Os dois times entraram em campo com uma formação parecida: 4-3-3. Os ataques eram os focos, já que os times são muito ofensivos. O Napoli veio a campo com o seu trio de ataque titular: Callejón, Mertens e Insigne. Jorginho e Allan foram deixados no banco, visando o duelo com a Internazionale no fim de semana, em duelo de líder contra vice-líder na Serie A. Isso, de certa forma, custou ao Napoli. Especialmente no primeiro tempo.

No time da casa, Sergio Kun Agüero, recuperado de lesão, foi relacionado, mas começou o jogo no banco. Então, o ataque foi comandado por Sterling, Gabriel Jesus e Leroy Sané. Apesar dos nomes famosos no ataque, quem tem mais chamado a atenção neste início de temporada do Manchester City é o seu meio-campista, Kevin De Bruyne. O belga é um assistente de mão cheia.

O primeiro gol veio de outro dos meio-campistas, mas em uma trama com os atacantes. Sané tocou para David Silva, na esquerda, ir até a linha de fundo e cruzar rasteiro. Walker, lateral que apareceu dentro da área, finalizou, a bola bateu na zaga e sobrou para Sterling, que mandou para a rede: 1 a 0, aos nove minutos.

O segundo gol veio logo depois. Aos 13, Kevin de Bruyne aproveitou um corte mal feito pela defesa do Napoli, avançou pela direita e cruzou rasteiro para Gabriel Jesus empurrar para o gol e ampliar o placar: 2 a 0. Era um massacre de bola até ali.

Aos 24 minutos, depois de um contra-ataque rápido, Sterling demorou a tocar, abriu para Sané, que pareceu sem opção. Então ele tocou para trás, onde De Bruyne chegava sozinho e chutou colocado, de perna esquerda. A bola bateu no travessão, no chão e não entrou.

O massacre continuava. Depois de mais uma boa bola trabalhada, a bola sobrou para Gabriel Jesus, dentro da área. Ele chutou e Koulibaly, em cima da linha, impediu o gol. Em 30 minutos, o Manchester City criou chances claras para marcar 4 a 0. Vencia por 2 a 0.

Parecia que o Manchester City golearia, tal o volume de jogo. As coisas mudaram só quando Kyle Walker deu um pênalti de presente ao Napoli. Ele agarrou Koulibaly dentro da área e o árbitro Antonio Lahoz apontou a marca penal.

Mertens foi para a cobrança, chutou forte, mas muito perto do meio. O goleiro Éderson foi bem, esperou a cobrança e defendeu. O placar seguia com dois gols de vantagem para os ingleses.

O final do primeiro tempo ainda teria mais uma chegada do Napoli, mas que seria parada por impedimento. Callejón saiu na cara do gol, deixando os torcedores sem ar por poucos segundos. O primeiro tempo acabaria pouco tempo depois.

Só que o segundo tempo mudou muito o jogo. O Napoli, que já tinha acabado o primeiro tempo sem ser sufocado, passou a atacar mais e ser mais perigoso. Com mais posse de bola, equilibrou o jogo e forçou para tentar chegar ao ataque e criar as chances.

O Manchester City, por sua vez, controlava o jogo. No início do segundo tempo, tentou segurar a posse da bola no campo de ataque com trocas de passe pacientes em busca de espaço. Assim, via a areia descer a ampulheta. O Napoli, porém, começou a conseguir tomar a bola com mais frequência.

O gol que diminuiu o placar e voltou a deixar o jogo perigoso foi aos 28 minutos. Em uma grande jogada individual Faouzi Ghoulam, que saiu driblando pela esquerda e entrou na área e foi derrubado por Fernandinho. O árbitro marcou, apesar de alguma hesitação.

Como Mertens perdeu o primeiro pênalti, desta vez foi Amadou Diawara quem cobrou. E o fez muito bem, colocando no canto esquerdo do goleiro Éderson, sem chances de defesa. Com o placar em 2 a 1, criou-se uma certa tensão em um jogo que parecia mais controlado pelo Manchester City, ao menos em termos de correr poucos riscos.

Diawara, do Napoli, comemora (Photo by Gareth Copley/Getty Images)

Apesar do Napoli ficar mais perigoso, ter um pouco mais a bola, as chances claras não foram tantas assim. Mas em uma delas, claríssima, Mertens, recebeu em um lançamento longo e tentou tocar por cima. Errou. A bola foi para fora.

O Napoli tentou até o fim, mas não conseguiu o empate. Deixou, porém, uma boa impressão. No primeiro tempo foi completamente dominado nos primeiros 30 minutos e poderia ter sido goleado ali; por outro lado, o segundo tempo igualou o jogo do rival e ficou perto de empatar.

Sem Jorginho e Allan, o Napoli perdeu uma parte da sua capacidade de controlar o jogo no meio-campo, algo que é crucial em um confronto contra outro time que faz jogo parecido, como o Manchester City. Diawara fez até uma boa partida, mas Piotr Zielinsk ficou muito abaixo.

O que os dois times mostraram foi uma força grande que os colocam como forças para disputar em alto nível não só na fase de grupos, mas também nas partidas eliminatórias, na próxima fase. Claro, é preciso se classificar antes e, no momento, o Napoli é terceiro colocado com três pontos, seis atrás do Manchester City e três atrás do Shakhtar Donetsk, que venceu o Feyenoord fora de casa.

O jogo no dia 1º de novembro será crucial para o Napoli em termos de classificação. Por isso mesmo, a expectativa por ele será grande, até porque o futebol mostrado foi interessante. Os italianos, comandados por Maurizio Sarri, precisam, mais do que ir bem, vencer o próximo jogo. Assim, fica em situação bem melhor. E o City, com Guardiola, precisarão saber lidar com o ímpeto do rival na Itália e tentar aproveitar o espaço.

O Napoli mostrou futebol para ir longe. Mas para isso, precisa passar da fase de grupos e, depois de três jogos, o time ainda é terceiro colocado. Tudo bem, fez dois jogos fora de casa no primeiro turno e faz dois em casa no returno – o próprio Manchester City e o Shakhtar Donetsk. Só sai para enfrentar o Feyenoord, em tese, o time mais fraco da chave. É hora de começar a somar pontos se quiser chegar ao esperado mata-mata.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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