Champions League

Loucura e caos em Madri: Atlético perde pênalti no último lance e morre abraçado ao Leverkusen

Um jogo que teve ação até depois do apito final: um pênalti marcado após checagem no VAR deu a chance do Atleti se classificar, mas desperdiçou e está eliminado junto com os alemães ao ficar no empate

O estádio Metropolitano viveu uma noite maluca, em um jogo que terminou em caos e loucura no último lance. O empate por 2 a 2 foi até os acréscimos, quando houve um pênalti marcado após consulta ao VAR. A chance de fazer o gol, vencer e ficar vivo na disputa esteve nos pés de Yannick Carrasco, que era um dos melhores em campo. Ele perdeu, o empate prevaleceu e os dois times morreram abraçados.

A vitória do Porto por 4 a 0 sobre o Club Brugge no primeiro horário de jogos obrigou que tanto Atlético quanto Leverkusen vencessem para continuarem vivos na briga por uma vaga nas oitavas de final. Jogando em casa, o Atlético tentaria usar o seu estádio e a força da sua torcida para isso. Só que a missão foi complicada.

Logo a oito minutos, o Leverkusen abriu o placar. Griezmann perdeu a bola, pediu falta, sem razão, e Robert Andrich ficou com a bola, acionou Adam Hlozek, que colocou para Moussa Diaby, o grande destaque do time, que finalizou para marcar 1 a 0.

O Atlético de Madrid tinha dificuldades, mas conseguiu o empate em uma ótima jogada trabalhada pelo meio. Reinildo tocou para Angel Correa, que encontrou Griezmann dentro da área e o francês fez o passe de primeira para Yannick Carrasco, que bateu de primeira, de fora da área, e acertou o canto baixo do goleiro: 1 a 1 no Metropolitano.

O clima do estádio melhorou com o gol de empate, mas aos 28 minutos, novamente quem comemoraria seriam os alemães. Ángel Correa perdeu a bola, Nadiem Amiri tomou a bola e tocou para Callum Hudson-Odoi, que recebeu, puxou para o meio e finalizou firme para marcar 2 a 1 para o Leverkusen em Madri: 2 a 1.

No segundo tempo, o técnico Diego Simeone colocou Rodrigo de Paul no lugar de Ángel Correa. O efeito foi quase imediato: após jogada de Carrasco, Rodrigo de Paul recebeu e, de fora da área, bateu colocado para empatar o jogo em 2 a 2. Eram cinco minutos do segundo tempo.

A pressão do Atlético foi constante ao longo do segundo tempo, mas não conseguia marcar. Foram 15 finalizações, seis no alvo, mas nada de gol. No final do jogo, em uma sequência de escanteios, com o goleiro Jan Oblak já dentro da área. A cobrança não resultou em nada e o árbitro encerrou o jogo. Só que nem o apito final acabou com o jogo, porque o VAR chamou o árbitro para revisar um possível pênalti.

O replay mostrou Piero Hincapié tocou com a mão na bola, ainda que involuntariamente, o braço estava aberto e é um tipo de lance que tem sido marcado. O árbitro, Clement Turpin, reviu o lance e apontou a marca da cal: pênalti. Quem ficou com a responsabilidade da cobrança foi Yannick Carrasco. Ele tinha sido um dos melhores em campo, não só pelo gol e assistência, mas também porque foi o principal jogador de ataque do time.

Na cobrança, Carrasco bateu da pior forma possível: à meia altura, sem tanta força. O goleiro Lukas Hradecky defendeu, a bola sobrou para Saúl Ñíguez, que cabeceou no travessão, e no rebote Reinildo pegou a sobra e chutou, mas a bola bateu em Carrasco e saiu. O empate prevaleceu.

A torcida, decepcionada, absorveu o choque e aplaudiu quando os torcedores foram agradecer. Griezmann, De Paul e outros jogadores do Atlético estavam atônitos. Os jogadores do Leverkusen, que comemoraram a defesa do pênalti como gol, foram muito celebrados por seus torcedores que estavam em Madri. Um jogo maluco, que terminou sem terminar, que teve a euforia e a tristeza em seguida.

O Atlético fica com cinco pontos e não pode mais alcançar o Porto, que tem nove. O Leverkusen, com quatro pontos, também está eliminado pelo mesmo motivo. Porto e Club Brugge avançam às oitavas de final.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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