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Liverpool sobrevive ao pavor para virar sobre o Villarreal e ir à sua 10ª final de Champions

Após tomar 2 a 0 ainda no primeiro tempo, Liverpool reage no segundo tempo e consegue uma virada incrível para 3 a 2 para garantir mais uma final de Champions no currículo

O Liverpool viveu um pavor enfrentando o Villarreal no El Madrigal. A vantagem de 2 a 0 foi destruída no primeiro tempo em uma grande atuação dos mandantes e tudo parecia dando errado para os ingleses. A empolgação do estádio e boa atuação pareciam tornar possível o Villarreal conseguir uma virada. Só que veio o segundo tempo e o Liverpool renasceu. Em 29 minutos, virou o jogo para 3 a 2 e garantiu a sua classificação à final.

Será a 10ª final de Champions League do Liverpool na sua história. O clube tem seis títulos da Champions e perdeu outras três finais. É o clube inglês com mais títulos da competição e está empatado com o Bayern de Munique em taças, atrás apenas do Real Madrid, com seus 13 títulos, e o Milan, com sete. Tentará igualar o Milan na final do dia 28 de maio, em Paris.

Escalações: Villarreal no ataque e mudanças no Liverpool

O técnico Unai Emery teve o desfalque do lateral esquerdo e eventualmente ponta esquerda Alberto Moreno, além de Yéremy Pino. Gerard Moreno e Francis Coquelin eram dúvidas, mas não só foram para o jogo como começaram como titulares.

No Liverpool, Jürgen Klopp escolheu uma zaga mais alta e mais forte, com Ibrahima Konaté e Virgil van Dijk. Joel Matip ficou no banco de reservas. No meio-campo, os escolhidos foram Nay Keita ao lado de Fabinho e Thiago Alcântara. O ataque também teve mudança: Mohamed Salah e Sadio Mané foram titulares, como habitual, mas desta vez ao lado de Diogo Jota, com Luis Díaz no banco. O único desfalque foi Roberto Firmino que, machucado, não ficou nem no banco.

Coquelin comemora o gol do Villarreal (David Ramos/Getty Images)

Primeiro tempo: Villarreal encurrala o Liverpool

O Villarreal sabia que precisaria de um grande jogo para avançar. Assim, partiu para cima logo no começo e, aos três minutos, abriu o placar. Depois de um cruzamento da esquerda de Pervis Estupiñán, Étienne Capoue tocou para trás e Boulaye Dia completou para o gol: 1 a 0.

O estádio se inflamou, como era o esperado. A montanha a ser escalada ficou mais curta. Com um gol, o time já levaria a disputa para a prorrogação. Claro, para isso ainda p0recisaria segurar o Liverpool, mas foi um bom impulso de empolgação no time e nos torcedores.

A empolgação fez o Villarreal continuar indo para cima e em um novo cruzamento, Gerard Moreno conseguiu cabecear, mas a bola bateu na cabeça de Andy Robertson, que estava na marcação. O momento era todo dos espanhóis, que acuavam o Liverpool no campo de defesa.

O Liverpool conseguiu reagir aos 23 minutos, em um ataque rápido pela direita que Salah acionou Jota pelo meio, mas o português não conseguiu dominar bem e o zagueiro Raúl Albiol teve uma recuperação precisa para não deixar o atacante finalizar. A bola ainda sobraria para Salah, mas o lance já tinha sido parado por impedimento.

O Villarreal voltou a ameaçar aos 37 minutos. Em um passe errado para trás, Gerard Moreno interceptou, tocou para Giovani Lo Celso, que tentou driblar Alisson e se choca com o goleiro. Os jogadores do Submarino Amarelo pediram pênalti, mas o árbitro não deu, depois de esperar um tempo para revisão da cabine do VAR. O jogo seguiu.

Sò que não demoraria para o Villarreal marcar o segundo. Aos 40 minutos, Capoue foi lançado na ponta direita, conseguiu chegar e, na linha de fundo, cruzou alto e Coquelin, na segunda trave, tocou de cabeça no ângulo: 2 a 0 e o Estádio de la Cerâmica foi à loucura. O placar era o bastante para igualar no agregado e, agora, o jogo estava completamente aberto. A vantagem do Liverpool foi destruída neste ótimo primeiro tempo do time espanhol.

Fabinho comemora o seu gol pelo Liverpool (PAUL ELLIS/AFP via Getty Images)

Segundo tempo: Liverpool revida com força

Era de se esperar que o Liverpool reagisse no segundo tempo. O time voltou melhor, sem dar espaços ao Villarreal e lembrando o time que jogou tão bem na primeira partida e que tão bem joga no geral. Klopp fez uma mudança: colocou em campo Luis Díaz e sacou Diogo Jota, uma substituição até esperada.

O gol saiu de um jeito inesperado. Fabinho desceu ao ataque, tocou para Salah na direita e o atacante devolveu para o meio-campista brasileiro. Ele chutou para o gol e o goleiro Gerónimo Rulli falhou feio e tomou o gol. O Liverpool diminuía o placar na Espanha para 2 a 1 e voltava a ficar em vantagem no confronto.

A pressão era grande. A entrada de Luis Díaz melhorou o time e o atacante colombiano virou uma arma importante no segundo tempo. O jogador recebeu pela esquerda aos 20 minutos, cortou para o meio e finalizou com perigo. A bola passou perto, mas foi desviada. O colombiano já tinha causado problemas antes e parecia o nome para mudar o jogo.

Aos 22 minutos, Trent Alexander-Arnold cortou para o meio no lado direito e levantou para a área de pé esquerdo. Luis Díaz, atrás de Raúl Albiol, estava livre para tocar de cabeça. O goleiro Gerónimo Rulli não conseguiu defender: 2 a 2 em El Madrigal.

Se no primeiro tempo o Liverpool parecia assustado em campo e tomando pressão, no segundo a situação se inverteu e os Reds causaram um problema imenso aos mandantes. Eram 29 minutos quando Keita lançou para Sadio Mané, que teve que dividir a bola na intermediária com Rulli. O goleiro saiu mal do gol, perdeu a bola e Mané ainda teve a calma de tirar também de Juan Foyth e tocar para o gol vazio: virada para 3 a 2 do Liverpool, que praticamente selava a classificação.

As coisas já tinham ido para o ralo para o Villarreal e ficou pior ainda aos 40 minutos, quando Étienne Capoue foi expulso. O meio-campista saiu aplaudido pela torcida, apesar do cartão vermelho. A tristeza por uma derrota dolorida, que parecia possível, mas foi muito além de qualquer expectativa antes da temporada. Por mais que doa a eliminação, o time fez mais uma vez uma campanha histórica e que será lembrada para sempre pelos seus torcedores.

Ao Liverpool, a busca pela glória máxima de conquistar os quatro títulos que disputa continua. A tríplice coroa já foi conquistada por outros times, mas a quádrupla coroa é algo inédito. A Copa da Liga já foi conquista, o time está na final da Copa da Inglaterra, ainda disputa o título inglês, onde está a um ponto do Manchester City, e agora garante a presença na final da Champions. Tem tudo para ser uma das maiores temporadas da história deste clube gigantesco. Um feito que Klopp e seus comandados comemorarem.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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