Champions League

Liverpool segura Inter e aproveita suas chances para conquistar uma vitória enorme em San Siro

Em um momento que a Inter era melhor no jogo, o Liverpool conseguiu o gol, mudou o jogo e conseguiu uma vitória por 2 a 0 que deixa o time perto das quartas

O Liverpool entrou no confronto com a Internazionale como favorito, mas o confronto, como era de se esperar, começou equilibrado neste primeiro jogo em San Siro. Mesmo assim, conquistou uma vitória por 2 a 0 aproveitando as chances que teve no segundo tempo e deu um passo muito grande em direção às quartas de final. Só mesmo um improvável desastre em Anfield para que as coisas mudem.

A Inter deixa o jogo com a sensação que poderia ter conseguido um resultado muito melhor. Conseguiu uma boa chance no primeiro tempo e fazia um ótimo segundo tempo até que tomou o gol. Um tento que mudou o rumo da partida e que o Liverpool soube aproveitar o momento para definir o jogo – e ficar perto da classificação. Aos torcedores nerazzurri em San Siro, fica a frustração por ter competido bem, mas sem conseguir um bom resultado.

Escalações

Simone Inzaghi não teve disponível o meia Nicolò Barella, suspenso por expulsão no último jogo da primeira fase. Assim, entrou Arturo Vidal em seu lugar. No mais, os jogadores escolhidos foram seus titulares habituais.

Já o Liverpool de Jürgen Klopp veio com um time ligeiramente diferente. Na defesa, em vez de Joel Matip, quem começou a partida foi Ibrahima Konaté, com o camaronês no banco. No meio-campo, Harvey Elliot foi o titular ao lado de Fabinho e Thiago Alcântara. No ataque, Diogo Jota compôs o trio com Mohamed Salah e Sadio Mané.

Primeiro tempo

A primeira etapa teve uma boa dose de equilíbrio, com os dois times buscando ataques, mas com o Liverpool um pouco melhor na partida. Nenhuma das duas propostas de jogo encaixou plenamente. A posse de bola ficou bastante dividida (52% a 48%) e houve poucas chances de gols.

O Liverpool teve duas chances. Uma em um cruzamento da esquerda para Sadio Mané, de cabeça, que subiu muito, mas não conseguiu acertar o gol. O próprio Mané teve uma chance, um pouco menos clara, mas ainda mais bonita: ele recebeu outro cruzamento e desta vez completou com uma bicicleta, mas também errou o alvo, acertando a rede pelo lado de fora.

A Inter teve a melhor chance da partida, em uma jogada pela esquerda que caiu nos pés de Hakan Çalhanoglu, dentro da área. O meia turco chutou forte de pé esquerdo e a bola bateu no travessão. Foi quem mais chegou perto de balançar as redes.

Na Inter, quem foi mais ativo foi o ala esquerdo Ivan Perisic, que criou algumas jogadas mais perigosas do lado esquerdo, indo até a linha de fundo e cruzando para a área. Nem Edin Dzeko, nem Lautaro Martínez conseguiram ter liberdade e não tiveram nenhuma chance de finalização limpa. Em todas, estavam bem marcados.

As melhores atuações individuais da Inter foram dos zagueiros. Milan Skrinier, Stefan De Vrij e Alessandro Bastoni conseguiram bloquear com competência as tentativas do ataque dos Reds. Foram dois chutes que seriam perigosos bloqueados pelos zagueiros de forma precisa.

Dzeko (esq.), da Inter, e Van Dijk, do Liverpool (Shaun Botterill/Getty Images)

Segundo tempo

O segundo tempo começou com a Inter pressionando. Com a pressão na bola muito frequente e os zagueiros do time participando muito da construção das jogadas, o time italiano conseguiu estar mais presente no ataque e criou uma boa chance aos sete minutos, em uma bola invertida da direita para a esquerda, onde estava Perisic, e oo croata cruzando na direção de Lautaro Martínez, mas errando por pouco.

Klopp já tinha colocado Roberto Firmino no intervalo no lugar de Diogo Jota e mudou mais aos 14 minutos: colocou Luis Díaz no lugar de Mané, Jordan Henderson no lugar de Fabinho e Naby Keita no lugar de Elliot.

Aos 15 minutos, um susto na torcida do Liverpool: lançamento pelo meio para Dzeko, que recebeu livre e tocou na saída de Alisson para mandar para o fundo do gol, mas foi marcado mpedimento do bósnio – e com razão. O camisa 9 pediu que o passe fosse mais rápido, já que Vidal segurou a bola um pouco mais do que ele queria.

Luis Díaz deu uma nova vida ao ataque do time e conseguiu criar uma boa chance. O colombiano acionou o lateral Alexander-Arnold na direita, apareceu na área, recebeu de volta e tinha tudo para marcar o gol, mas foi bloqueado por Skriniar, em uma grande recuperação.

Aos 30 minutos, o Liverpool alcançou o gol. Andy Robertson cobrou escanteio da esquerda e Roberto Firmino desviou de cabeça na primeira trave, uma casquinha, e tirou do goleiro: 1 a 0 para os visitantes em San Siro.

O gol no momento que a Inter vinha melhor no jogo foi um balde de água fria no clube italiano. A equipe de Inzaghi reduziu o ritmo, sentiu o momento, e viu o Liverpool jogar com mais tranquilidade. O time já não conseguia chegar ao ataque com a mesma facilidade. Mais do que isso: aproveitou seu momento e definiu o jogo.

Alexander-Arnold levantou para a área, Van Dijk desviou e Salah, no meio da área, chutou de primeira, viu a bola matar o goleiro Handanovic e saiu para o abraço: 2 a 0. Uma vantagem enorme e que pesou ainda mais no emocional da Inter, que pareceu desanimar de vez dali em diante. Eram 38 minutos e reverter a situação para conseguir até mesmo um empate era algo improvável àquela altura.

Inzaghi ainda tentou mudanças na Inter com a entrada de Roberto Gagliardini, Andrea Ranocchia e Matteo Darmian, mas já eram 42 minutos e não havia muito tempo para nada. Federico Dimarco ainda entrou no lugar de Alessandro Bastoni.

Com a vantagem de dois gols fora de casa, a classificação ficou muito perto do time de Klopp. Consistente e mortal, aproveitou o momento que teve no jogo para fazer seus gols. O bom jogo da Inter acabou não sendo o bastante para enfrentar um colosso como é esse Liverpool de Klopp, que já ganhou tudo que podia ganhar.

Os dois times voltam a se enfrentar no dia 8 de março, desta vez em Anfield Road. A Inter precisará de uma vitória por dois gols de diferença para levar o duelo para a prorrogação e só se classifica no tempo normal se fizer três gols de diferença. Ao Liverpool, bastará perder por até um gol de diferença que o time avança às quartas de final.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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