A liderança não veio, mas o Bayern recobrou sua honra e derrotou o PSG

O Bayern de Munique entrou em campo na Allianz Arena não apenas para buscar a liderança do Grupo B da Liga dos Campeões. Os bávaros também jogavam por sua honra. O time estava mordido desde a derrota acachapante no Parc des Princes, que culminou na demissão de Carlo Ancelotti. Jupp Heynckes assumiu o comando, os resultados melhoraram, a equipe passou a apresentar um padrão de jogo bem melhor definido. Ainda assim, os alemães aguardavam a revanche contra o PSG. E ela veio nesta terça-feira, pela última rodada da fase de grupos. Com o time completo, os visitantes não deixaram de buscar o resultado. Mas acabaram derrotados com autoridade pelo Bayern. Faltaram dois gols para que a primeira colocação ficasse nas mãos da equipe da casa. Ainda assim, o triunfo por 3 a 1 serviu para lavar a alma dos germânicos, recobrando suas credenciais rumo aos mata-matas.
Heynckes apostou em uma escalação mais leve ao Bayern, com Sebastian Rudy e Corentin Tolisso compondo a dupla de volantes. Além disso, sem Arjen Robben, o treinador contou com o trio formado por Franck Ribéry, James Rodríguez e Kingsley Coman para municiar Robert Lewandowski. O PSG, por sua vez, não ficava atrás nos predicados ofensivos. Pelo contrário, Neymar, Edinson Cavani e Kylian Mbappé seguiram se combinando no ataque, apoiados por Adrien Rabiot, Marco Verratti e Julian Draxler. Daria jogo.
A primeira chance clara da partida veio com Mbappé, parando em grande defesa de Sven Ulreich – fundamental à vitória do Bayern. Contudo, logo os donos da casa passariam a ameaçar e abriram o placar aos oito minutos. James cruzou, Coman ajeitou de cabeça e Daniel Alves deu condições para Lewandowski receber. Com total liberdade, o artilheiro não perdoou, batendo no canto. Era tudo o que os bávaros queriam para desenrolar sua estratégia: se posicionar com solidez no campo defensivo, bloquear a posse de bola do PSG e explorar os contra-ataques, com trocas de passes em velocidade para evitar a marcação adiantada dos franceses.
Por mais que o PSG tentasse se colocar no campo de ataque, pouco conseguia criar. Do trio de frente, quem mais aparecia era Mbappé, e quase ele arranjou o empate, aos 34 minutos. Um passe açucarado do garoto permitiu a infiltração de Neymar, exigindo grande defesa de Ulreich. Todavia, logo o Bayern faria o segundo gol, aos 36. Ribéry passou a James Rodríguez, com liberdade. O colombiano fez um cruzamento cirúrgico e Tolisso invadiu a área para fuzilar de cabeça. Os dois reforços recentes, aliás, faziam uma ótima partida. Antes do intervalo, os franceses ainda tentariam recobrar o prejuízo, mas Ulreich vivia grande noite, com mais duas boas intervenções.
Na volta do intervalo, o PSG entrou em campo em alta voltagem e conseguiu descontar aos quatro minutos, em belíssima trama coletiva. Verratti lançou com maestria, Cavani foi tão bem quanto no cruzamento sutil e Mbappé surgiu entre os zagueiros para concluir de cabeça. Neste momento, os parisienses pareciam mais próximos do empate, especialmente pela maneira como conseguiam trabalhar nas laterais da área. Draxler e Mbappé tiveram boas chances de marcar, de novo parando em Ulreich.
O Bayern ganharia novo vigor ofensivo com a entrada de Thomas Müller no lugar de Ribéry. De qualquer maneira, o terceiro gol sairia a partir do esforço de Coman, em contragolpe perfeito aos 23. O francês fez Daniel Alves comer poeira ao arrancar na ponta esquerda, invadiu a área e rolou para Tolisso aparecer outra vez como elemento surpresa. E as preocupações do PSG aumentaram quando Thiago Silva se lesionou, precisando ser substituído. A partir de então, os bávaros aumentaram a carga em seu ataque, confiando especialmente nas jogadas aéreas, mas não concluíram da melhor maneira. Faltavam dois gols, mas o milagre estava distante de acontecer. Por fim, o PSG ainda poderia ter descontado com Mbappé, para mais uma defesaça de Ulreich nos acréscimos. Na soma das diferentes fases da partida, o Bayern foi mais time, mas seu goleiro também merece os louros pelo resultado, em uma noite na qual o ataque de Unai Emery incomodou menos que se espera – exceção feita a Mbappé.
Somando os mesmos 15 pontos dos líderes, atrás no Grupo B apenas pelo saldo de gols no confronto direto, o Bayern vai para o sorteio das oitavas de final como um dos segundos colocados mais temidos, ao lado do Real Madrid. E, mais acertado taticamente, o time de Jupp Heynckes continua podendo causar estragos. Já o PSG deixa uma impressão um pouco menos positiva depois desta terça. Continua tentando se colocar no grupo dos favoritos, até pelas peças individuais que possui, mas não demonstrou tanto ímpeto assim em Munique. Ao menos a primeira colocação está garantida, o que teoricamente garante um chaveamento mais fácil nos mata-matas. A chance de arredondar a equipe até os momentos realmente decisivos.
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