Champions League

Leverkusen não só venceu, mas foi bem melhor que o Atlético de Madrid

O favoritismo estava todo do lado de Diego Simeone e seus comandados. O Atlético de Madrid, campeão espanhol, finalista da última Champions League, vinha com seu estilo de jogo copero contra o Bayer Leverkusen que marca presença nas oitavas de final da competição, mas costuma ser varrido. Em campo, o Bayer Leverkusen foi quem se esforçou, dominou a posse de bola e foi melhor o jogo todo. A vitória foi por 1 a 0, graças a um golaço marcado por Calhanoglou. E mereceu a vitória com todos os méritos. O Atlético pode sair satisfeito por ter perdido só por 1 a 0.

O Atlético de Madrid abriu mão da posse de bola e o Leverkusen dominou as ações desde o início do jogo. A primeira dela foi com o lateral esquerdo Wendell, em um rebote de escanteio, mas a zaga afastou. Depois, em um chute de Spahic, de fora da área, que acertou a quina do travessão com a trave. Foram poucas chances, mas era o time alemão que comandava as ações. Os Colchoneros pouco fizeram, a não ser por um chute de Tiago já no fim do primeiro tempo, bem defendido pelo goleiro Leno.

Para piorar, dois jogadores deixaram o campo machucado no primeiro tempo, o lateral esquerdo Guilherme Siqueira e o meio-campista Saúl Níguez. Entraram Jesus Gámez e Raúl García. Griezmann era o melhor jogador do time espanhol em campo, puxando ataques, mas poucas vezes teve chances. Retraído, o Atlético dava espaço para o Leverkusen tocar a bola. E mesmo assim, chegou a tomar contra-ataques.

Foi em uma jogada bem trabalhada que Karim Bellarabi recebeu, segurou a bola e tocou bonito de calcanhar para Hakan Calhanoglou dominar e encher o pé para marcar. Golaço dos aspirinas. E o placar poderia ser ampliado em contra-ataque, mas Bellarabi, desta vez, errou o passe. O Atlético até mudou, colocou em campo Fernando Torres no lugar de Arda Turan, mas não melhoro muito. Até marcou um gol, anulado pela arbitragem porque O escanteio batido por Griezmann foi por fora. Tiago acabaria expulso pelo segundo cartão amarelo e aí as coisas se complicaram de vez. O Atlético de Madrid normalmente caracterizado pelo coração, pela entrega e boa organização em campo encontrou um adversário que também se esforçou e oferecia perigo em seus ataques. Que soube ficar com a bola.

Durante todo o jogo, o Leverkusen foi mais time, buscou mais o jogo e mostrou futebol. O Atlético abriu mão de jogar e não conseguiu entrar no jogo quando tentou. Mérito também do próprio Leverkusen, que conseguiu deixar o time espanhol desconfortável. Bellarabi e Calhanoglou merecem os méritos pela vitória. No Vicente Calderón, o time alemão poderá flertar com o empate para avançar às quartas de final. Se antes do duelo o favorito era, disparado, o Atlético de Madrid, Bellarabi e Calhanoglou mostraram que o Leverkusen está vivo, e muito vivo, no confronto. O jogo em Madri deve ser emocionante.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo