Champions League

Kroos deu o toque de mágica ao experiente meio-campo que foi o pilar do Real Madrid

Alemão brilhou no lançamento a dois gols, mas o setor como um todo foi essencial

O Real Madrid de Zinedine Zidane não tem mais Cristiano Ronaldo. Não teve Marcelo, em baixa, no banco de reservas. Não teve nem Sergio Ramos, machucado. Mas enquanto tiver um meio-campo com Casemiro, Luka Modric e Toni Kroos, mesmo alguns anos mais velhos, sempre haverá um caminho para ser competitivo. Nesta terça-feira, os três brilharam como conjunto no controle sobre o Liverpool no jogo de ida das quartas de final da Champions League, e Kroos deu o toque de mágica com dois belos lançamentos.

Os três têm estado disponíveis em quase todos os jogos – como também estiveram na temporada passada em que o Real Madrid foi campeão espanhol. Casemiro perdeu apenas duas rodadas de La Liga por ter contraído coronavírus e outra por suspensão. Toni Kroos também ficou fora de dois jogos da liga por uma lesão muscular e outro pelo excesso de cartões amarelos. O mais velho dos três, Modric perdeu apenas uma partida contra o Granada por um pequeno problema físico.

Os três se complementam de uma maneira quase perfeita e dão sustentação aos outros setores da equipe, mesmo que eles estejam desfalcados. Contra o Liverpool, por exemplo, a defesa estava toda remendada: Lucas Vázques na lateral direita, Éder Militão e Nacho Fernández como zagueiros nos lugares de Sergio Ramos e Varane. Mas os três ajudaram a destruir tudo que os ingleses tentavam antes que chegasse à área.

O único momento de mais perigo foi no começo do segundo tempo, quando o Liverpool descontou e até teve a chance de empatar em uma jogada na qual Jota preferiu passar a Salah a finalizar. No restante da partida, mesmo nos minutos finais em que houve uma boa pressão inglesa, o Real Madrid conseguiu manter o adversário muito distante do seu próprio gol. No primeiro tempo, então, os Reds não finalizaram nenhuma vez.

Tem a ver com a inépcia inglesa, mas também com a atuação do meio-campo do Real Madrid. Casemiro liderou a parte defensiva com oito desarmes bem sucedidos. Kroos, como Mendy, tentou quatro, embora tenha acertado apenas um. Modric teve sucesso em suas três tentativas. O volante brasileiro também brilhou com três bloqueios e duas interceptações. Kroos também interceptou duas bolas.

Ofensivamente, todos deram passes para finalização. Especialmente Kroos, acionando quatro das dez finalizações do Real Madrid que surgiram de toques dos companheiros. E foi mágico no lançamento para Vinícius Júnior matar no peito e tocar na saída de Alisson para abrir o placar. Deu outro bom lançamento buscando o brasileiro na ponta esquerda, mas Arnold interceptou e acabou dando de bandeja para Asensio ampliar para 2 a 0. Modric deu a assistência para o terceiro gol, também de Vinícius.

Não tão sérios como os do Liverpool, que perdeu os três principais zagueiros e o capitão durante meses, mas o Real Madrid também teve seus problemas de lesão para esse jogo e em toda a temporada. No entanto, enquanto todos em volta se machucavam, o meio-campo manteve-se uma constante. E sabe como dizem: é o coração de qualquer time.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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