Champions League

Kevin De Bruyne quebra o cadeado do Atlético de Madrid e dá vantagem mínima ao Manchester City

Em um jogo que entregou o duelo de estilos que se esperava, City aproveita chance para marcar e ter alguma vantagem no jogo de volta

Algumas partidas cumprem exatamente a expectativa que havia sobre elas. Foi exatamente assim com Manchester City x Atlético de Madrid nesta terça-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Champions League. A equipe de Pep Guardiola dominou o jogo, mas sofreu para criar chances e precisou insistir muito para conseguir sair com a vitória apertada por 1 a 0 no Estádio Etihad. O suficiente para que o time tenha uma vantagem no jogo de volta e obrigará a equipe de Diego Simeone a ter que sair para o jogo em ao menos alguns momentos da partida de volta.

Não dá para dizer que foi um jogo empolgante, ainda que o duelo tático tenha sido intenso. O Atlético levou a cabo a sua estratégia de travar o jogo do City e dá para dizer que teve sucesso, ainda que tenha sofrido um gol. Quem adota essa estratégia sempre corre o risco de, eventualmente, uma bola passar e se tornar gol. Em praticamente todo o jogo, o Atlético manteve sua defesa como um muro. Mas saiu derrotado e, mesmo que a vantagem seja mínima, os Colchoneros precisarão de uma postura diferente em casa para tentar ficar com a vaga.

Escalações

O Manchester City não tinha Kyle Walker, suspenso, e por isso entrou com mudanças nas laterais. Na direita, o escolhido foi João Cancelo, que vinha se destacando pelo lado esquerdo. Na esquerda, o zagueiro Nathan Aké entrou para ser um jogador mais defensivo. Rúben Dias, ainda machucado, foi outro desfalque. Aymeric Laporte e John Stones foram os dois zagueiros centrais. No meio, Rodri, Ilkay Gündogan e Kevin de Bruyne foram os escolhidos, com o ataque formado por Bernardo Silva, Raheem Sterling e Riyad Mahrez. Phil Foden começou no banco.

No Atlético de Madrid, o técnico Diego Simeone fez exatamente o que se esperava dele: colocou em campo um time em um 5-3-2, com três zagueiros, sendo Reinildo, lateral de origem, um deles. Renan Lodi foi o lateral esquerdo, sempre com mais liberdade quando o time tinha a bola. O meio-campo teve uma formação bastante sólido: Geoffrey Kondogbia, Koke e Marcos Llorente. No ataque, Antoine Griezmann e João Félix.

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Primeiro tempo

O jogo se desenhou sem nenhuma surpresa: o Manchester City mantinha a posse de bola e ocupava o campo de ataque, mas tinha muita dificuldade para quebrar uma defesa sólida do Atlético. Os Colchoneros tentaram impedir que o jogo do City se desenvolvesse e dá para dizer que conseguiu nos 45 minutos iniciais.

O City teve 73% de posse de bola e finalizou seis vezes a gol, mas nenhuma delas no alvo: foram três chutes para fora e outros três bloqueados. O Atlético de Madrid tinha muita dificuldade de chegar ao ataque, parte pela estratégia, parte porque o City conseguia acabar com as jogadas adversárias antes de se tornar um perigo. O time de Simeone ficou com 27% de posse de bola e não chutou nenhuma vez no gol.

Segundo tempo

Os dois times voltaram para o segundo tempo iguais em campo, ao menos em termos de jogadores. E quem fez mudanças primeiro foi o Atlético de Madrid: aos 15 minutos, Simeone sacou Koke, Griezmann e Llorente e colocou em campo Rodrigo De Paul, Ángel Correa e Matheus Cunha. A sensação foi que o técnico percebeu que dava para arriscar um pouco mais para tentar ameaçar o City no seu campo.

Pouco depois, foi a vez do técnico da casa também fazer mudanças. Guardiola também mudou três jogadores: saíram Gûndogan, Sterling e Mahrez e entraram Jack Grealish, Gabriel Jesus e Phil Foden. Uma mudança quase completa na linha ofensiva para tentar mexer no jogo.

Dois minutos depois da mudança, saiu o gol do jogo. Phil Foden recebeu pela meia direita, fez um passe preciso em profundidade para a entrada em velocidade de Kevin De Bruyne, que saiu na cara do gol e tocou cruzado para vencer o goleiro Jan Oblak e colocar no fundo da rede: 1 a 0. Um belo gol de jogada trabalhada, como é a característica do time de Guardiola, com passe de um jogador que ele tinha acabado de colocar em campo.

O Atlético tentava mudar o cenário, mas tinha dificuldades. Mal conseguia sair de trás, trocava poucos passes e era muito pressionado pelo time de Guardiola, que continuava mais com a bola também porque a recuperava muito rapidamente. Até os últimos minutos, quem atacava era o Manchester City, mas sem conseguir criar chances de perigo.

O que vimos nos minutos finais foi o clássico empurra-empurra, reclamações e cartões. Nada de jogo ou chances de gol. O placar ficou mesmo em 1 a 0 para o City, que levará a vantagem mínima para decidir o confronto no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri, na próxima semana.

O jogo de volta será no dia 13, com o Atlético de Madrid precisando de uma vitória por um gol de diferença para levar a partida para a prorrogação ou vencer por dois gols ou mais de diferença para se classificar. O City precisa de um empate e estará nas semifinais da Champions.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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