Champions League 2026/27

Kane reforça que será injustiçado se não levar Bola de Ouro, mas Arsenal para o Bayern

Em mais um jogaço da Champions League, Bayern de Munique e Arsenal ficaram no 2 a 2 nesta quarta-feira (21), na Allianz Arena. O lado inglês saiu na frente, tomou a virada e buscou o empate. Apesar disso, Harry Kane, como “arco e flecha”, brilhou de forma absoluta e reforçou que merece a Bola de Ouro, dada na próxima segunda (27), mesmo que o jogo de hoje não conte para a avaliação.

Os Gunners abriram o placar aos 24 minutos do primeiro tempo após lindo lançamento de Martin Odegaard e bom chute cruzado de Eberechi Eze. A resposta veio pouco depois, com o centroavante inglês recuando para trás do grande círculo para dar uma enfiada perfeita no meio da defesa inglesa e deixar Alphonso Davies na cara do gol.

Na etapa final, o camisa 9 deu um chute que morreu na mão de Jurriën Timber, ganhou a penalidade e ele mesmo converteu sem dificuldades — os Gunners igualaram em jogadaça de Declan Rice. Ex-Tottenham, Kane chegou ao 10º gol contra o Arsenal, rival dos Spurs, e provou em campo: será injustiçado se não for o melhor do mundo.

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Por que Harry Kane pode se considerar injustiçado

Nas últimas semanas, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, os outros dois favoritos, fizeram “lobby” por sua própria premiação, reforçando em entrevistas que mereciam a Bola de Ouro. Harry Kane, mais contido, não quis entrar nessa, manteve os pés no chão e acabou fora dos holofotes por isso.

Mas, se considerar desempenho e regularidade, o prêmio deveria ser para o inglês, autor de 73 gols por clube e seleções em 65 jogos na temporada 2025/26. O atacante conquistou Bundesliga e Copa da Alemanha, foi até a semifinal da Champions League como um dos destaques e ficou com a terceira posição na Copa do Mundo também após desempenhos marcantes, classificando seu país no mata-mata.

Mbappé, com números um pouco inferiores, não conquistou nenhum título. Yamal levou La Liga e Supercopa da Espanha pelo Barcelona. Pela Espanha, a maior taça possível no ano: a Copa do Mundo de 2026. No entanto, o ponta espanhol não chegou nem perto de ser decisivo no título.

Por isso, no quesito individual, ninguém fez mais que Harry Kane. A ver se os 100 jornalistas que votaram na premiação concordam com essa visão.

Arsenal e Bayern fazem 1º tempo equilibrado

A partida começou de muitas disputas aéreas porque as pressões no campo de ataque de ambos os lados eram efetivas e complicavam uma saída de bola limpa. Até os 20 minutos, não teve uma chance clara. No individual ou na bola parada, dava para chegar.

Em escanteio, a grande arma dos Gunners para finalizar na primeira parte, Calafiori perdeu duas chances na segunda trave após desvios na primeira, uma antes e outra depois do gol de Eze. Em outro corner, já com a vantagem no placar, Bruno Guimarães chutou para fora.

O Bayern só foi realmente melhor no jogo depois do empate, aos 34 minutos, mas antes só não marcou em ataque rápido iniciado por tiro de meta batido por Kane porque Serge Gnabry finalizou fraco e rasteiro para boa defesa de David Raya. Na reta final, o alemão finalizou mal outra jogada veloz no ataque.

Martin Odegaard e Ismael Saibari em Bayern de Munique x Arsenal
Martin Odegaard e Ismael Saibari em Bayern de Munique x Arsenal (Foto: IMAGO / kolbert-press)

Gunners perdem ritmo, mas encontram força

O retorno do intervalo foi um absoluto caos. Em oito minutos, cada lado teve duas chances claríssimas. Em cabeçada de Bruno Guimarães após escanteio, Manuel Neuer teve que buscar a bola dentro do gol. Depois, ele foi como uma parede para tirar o ângulo de Eze.

Do outro lado, David Raya esticou o braço e fez um milagre para parar cabeçada de Dayot Upamecano. Ainda teve, antes, Saibari perdendo um gol sozinho na área ao chutar na rede pelo lado de fora.

O Bayern, porém, foi dominando mais aos poucos. Tomou a vantagem aos 15 e poderia ter aumentado em contra-ataques. Faltou matar o jogo e, aí, surgiu Rice, saindo da linha dos zagueiros na intermediária para finalizar na área após troca de passes com Noni Madueke e Viktor Gyokeres. Fez a justiça no placar.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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