O que aconteceu na prática foi que a entrou em campo perdendo por 1 a 0. Não é uma situação ideal, mesmo contra equipes menos competentes do que o . Colocou a Velha Senhora na posição de precisar correr atrás desde o primeiro minuto. Ela não brilhou nessa posição. Levou o segundo gol e não parecia que conseguiria descontar porque simplesmente não encontrava espaço contra o sistema de marcação dos Dragões. Assim que achou, caixa. E agora precisa apenas ganhar pelo placar mínimo em Turim para avançar às quartas de final da Champions League.

Mas não será tão fácil assim, especialmente se o jogo de volta for uma extensão do de ida. Entre os problemas da Juventus, os mais gritantes foram a desatenção na saída de bola e a incapacidade de girá-la rápido o suficiente para abrir espaços na defesa do Porto. A pressão portuguesa foi exemplar. A organização defensiva também. E houve perigo no contra-ataque para buscar o terceiro gol. Nesse cenário, a derrota por 2 a 1 acabou ficando barato.

Cinquenta e oito segundos de jogo, Rodrigo Bentancur dominou a bola dentro da grande área, em meio à tentativa de sair jogando da Juventus. Recuou de maneira displicente para Szczcesny. Mehdi Taremi estava à espreita, chegou antes do goleiro polonês e abriu o placar ao Porto um segundo depois do primeiro minuto.

Não contente com um erro, a Juventus tentou o segundo. Alex Sandro também recuou meio mal para Szczesny, que optou pelo chutão, mas não acertou o chutão, e lançou direto aos pés de Sérgio Oliveira. A batida de fora da área desviou em De Ligt e saiu para escanteio. Um susto danado à Velha Senhora, que teve 67% de posse de bola no primeiro tempo e conseguiu apenas quatro chutes, um no alvo, nenhum muito perigoso.

O lance mais interessante acabou anulado por impedimento. Após cobrança de falta para dentro da área, Rabiot emendou uma meia-bicicleta que exigiu uma grande defesa de Marchesín. O árbitro assinalou posição irregular de Cristiano Ronaldo, que bloqueava a visão do goleiro do Porto.

O começo do segundo tempo da Juventus foi tão ruim quanto o do primeiro. O gerador de caracteres ainda estava na tela quando Wilson Manafá recebeu pela direita, após uma bonita troca de passes do Porto. O lateral avançou sem ser muito pressionado e rolou para trás. Marega dominou e bateu de esquerda no cantinho para ampliar o placar.

Quase saiu o terceiro minutos depois. Sérgio Oliveira teve muito campo para carregar a bola pelo meio, entrar na área e bater de perna esquerda. Szczesny fez uma boa defesa. A Juventus insistia em chutes de baixa qualidade, de longe ou bloqueados, enquanto o Porto quase fez um golaço. Jesús Corona recebeu de costas para o gol, levantou e emendou uma bicicleta encobrindo Szczesny, que se recuperou para outra grande intervenção. No entanto, o lance também foi anulado por impedimento.

Chiesa deu outro chute bloqueado, mas que se dirigia ao canto de Marchesín, que caiu para espalmar – Morata, impedido, tentou buscar o rebote. Sérgio Oliveira respondeu com outra tentativa de média distância, para defesa tranquila de Szczesny. O jogo começava a se abrir um pouco. Morata recebeu bom passe de Cristiano Ronaldo nas costas da defesa e chutou em cima de Marchesín, mas estava novamente impedido.

E aí, a Juventus enfim acertou uma boa jogada com todo mundo em posição legal. Começou pela esquerda da linha do meio-campo, com Alex Sandro. O Porto estava bem postado, com sua linha defensiva junta, mas Chiesa dava amplitude pelo lado direito – essas duas informações serão importantes. Sandro deu o passe rasteiro pelo corredor esquerdo e encontrou Rabiot na ponta. O francês mandou entre os defensores portugueses para encontrar Chiesa, que entrava livre pela direita, sem ser acompanhado pelo meio-campo e nas costas de Zaidu Sanusi, fechado dentro da área, sem marcar ninguém de fato. Chutou de primeira e arrancou um importante gol fora de casa.

O empate quase saiu imediatamente. A Juventus recuperou a bola no campo de defesa, Ramsey soltou rasteiro por trás da defesa e deixou Morata na cara do gol. Ele, porém, chutou em cima de Marchesín, mas, de qualquer maneira, estava… adivinha?

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