Champions League

Juventus fez jogo perto do impecável para furar defesa do Atlético três vezes e passar às quartas

Não era mistério para ninguém como a partida de Turim se desenrolaria, pelo menos nos primeiros minutos. A Juventus, precisando marcar pelo menos duas vezes na melhor defesa do mundo, teria que ir para cima. No entanto, a defesa do Atlético de Madrid, nesta terça-feira, esteve longe de ser a melhor do mundo. Nada funcionou, nem atrás e nem na frente. E como a Velha Senhora agora conta com um dos dois jogadores mais decisivos da história da Champions League, um especialista em fazer gols nos colchoneros, o placar que parecia impossível de ser revertido o foi. Com uma tripleta de Cristiano Ronaldo, a Juventus venceu por 3 a 0 e garantiu vaga nas quartas de final do torneio europeu.

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A estratégia italiana foi bem executada. Sabendo o quanto é difícil infiltrar a defesa espanhola por baixo ou pelo meio, a Juventus buscou bolas aéreas, com os dois laterais, Spinazzola e Cancelo, avançando bastante, com Cristiano Ronaldo e Bernardeschi bem abertos e Mandzukic pelo meio. A ideia era gerar volume de jogo suficiente para, eventualmente, as chances começarem a aparecer, e isso de fato aconteceu. Os primeiros 15 minutos foram de domínio total dos donos da casa. O Atlético mal tocou na bola no campo de ataque.

O melhor dos cenários imaginados por Massimiliano Allegri quase se concretizou, no terceiro minuto, quando, após cobrança de escanteio, Ronaldo dividiu com Oblak, e Chiellini empurrou às redes. O árbitro assinalou falta, discutível, do português sobre o goleiro e invalidou o tento. O primeiro alívio colchonero saiu apenas aos 21 minutos, com um chute perigoso de Koke. Dois minutos depois, Szczesny fez boa defesa em finalização de Griezmann.

E justamente quando a pressão italiana começava a ser amenizada, os pontas da Juventus trocaram de lado e chegaram ao gol. Da esquerda, Bernardeschi cruzou para a segunda trave, onde Cristiano Ronaldo venceu com certa facilidade a briga física pelo espaço contra Juanfran e cabeceou para fazer 1 a 0 a favor da Juventus. Fazendo o que queria pela esquerda, Spinazzola criou uma série de cruzamentos perigosos, e Chiellini exigiu defesa de Oblak, por cima do travessão. Ainda antes do intervalo, Álvaro Morata teve a chance de fazer o gol salvador, mas cabeceou por cima do travessão.

 

Logo no começo do segundo tempo, a bola aérea voltou a funcionar. Cancelo cruzou para Cristiano Ronaldo, que subiu entre Godín e Giménez, uma das melhores duplas de zaga do mundo, e completou de cabeça. Oblak aparentemente fez uma maravilhosa defesa, mas o relógio do árbitro apitou para alertar que a bola havia cruzado a linha: 2 a 0 para a Juventus. Com o placar agregado empatado, o Atlético de Madrid não teve outra alternativa a não ser sair um pouco mais para o jogo, que ganhou uma dinâmica muito mais aberta.

 

Um gol seria o suficiente para os espanhóis, mas, para isso, eles teriam que ter acertado pelo menos um chute ao gol de Szczesny, o que não aconteceu. E, para piorar, a retaguarda ficou desprotegida, com uma série de contra-ataques italianos pegando a defesa no mano a mano. Em um deles, Moise Kean saiu na cara de Oblak, mas finalizou mal.

Em outro, Bernardeschi colocou à frente de Correa, ganhou na velocidade e entrou na área. Na hora em que centralizou a jogada, foi ao chão, e o árbitro marcou pênalti. O jogador do Atlético de Madrid toca as costas do italiano com a mão, o que cabe interpretação se foi suficiente ou não para derrubá-lo. Pareceu sutil demais. O apitador, porém, nem quis saber do assistente de vídeo e confirmou sua decisão. Cristiano Ronaldo bateu e fez o terceiro gol.

O Atlético ainda tinha tempo para se classificar. Precisa de apenas um gol. Mas não o fez por merecer, em nenhum momento dos 90 minutos em Turim. Defender não é pecado. O problema foi não ter feito isso direito, nem ter tido uma válvula de escape para também ameaçar a defesa da Juventus que, com uma partida próxima ao impecável, fez o bastante para chegar às quartas de final.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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