Champions League

Júlio César teve uma noite infeliz na grande vitória do Napoli sobre o Benfica

Júlio César permanece como titular na meta do Benfica, mas tem sua posição questionada, especialmente depois que o técnico Rui Vitória estabeleceu uma política de rotação. Durante a estreia na Liga dos Campeões, Ederson Moraes começou jogando, assim como na última rodada do Campeonato Português. No entanto, a titularidade voltou ao veterano no duro desafio diante do Napoli, no Estádio San Paolo, nesta quarta. E o camisa 12 não se saiu nada bem: falhou duas vezes na vitória por 4 a 2 dos italianos pela Liga dos Campeões.

O Napoli chegou a abrir quatro gols de vantagem no início do segundo tempo, com três tentos marcados em um intervalo de apenas sete minutos. Nos dois primeiros, nem dá para culpar Júlio César. Marek Hamsik abriu o placar se antecipando à zaga após cobrança de escanteio, desviando no primeiro pau. Já o segundo gol veio em uma cobrança de falta colocada de Dries Mertens, embora o brasileiro tenha dado apenas o golpe de vista. Depois é que aconteceu o desastre. O arqueiro saiu mal de sua meta e cometeu pênalti em José Maria Callejón, convertido por Arkadiusz Milik. E o pior ficou por último, pulando em falso após cruzamento, com Mertens escorando o quarto.

Com a goleada no placar, o Napoli se acomodou. O Benfica descontou com dois gols, em lances nos quais a defesa italiana também deu a sua dose de bobeira. Gonçalo Guedes passou por Pepe Reina para anotar o primeiro, enquanto Eduardo Salvio infiltrou no meio da zaga e fechou a conta. Nada suficiente para evitar a derrota, que deixa os lisboetas e situação ruim neste início da Champions. O time conquistou apenas um ponto nas duas rodadas, empatando com o Besiktas em casa na estreia.

Júlio César ganhou o respaldo de Rui Vitória, além de ter créditos pelas boas atuações na última temporada, inclusive no torneio continental. Entretanto, não se mantém posição apenas com passado ou nome, e Ederson começa a pedir passagem. Será necessário buscar a diferença na Champions para que os erros não custem caro apenas ao veterano.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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