Champions League

Júlio César relembrou seu auge para dar a vitória ao Benfica em pleno Vicente Calderón

Apenas seis times fecharam a segunda rodada da Liga dos Campeões com 100% de aproveitamento. E só um país segue com todos os seus representantes invictos no torneio: Portugal. Números expressivos, que destacam o grande momento do Benfica na competição. Os encarnados fizeram sua obrigação ao baterem o Astana na estreia, mas conquistaram um resultado enorme nesta quarta. De virada, venceram por 2 a 1 o Atlético de Madrid dentro do Vicente Calderón – na primeira derrota dos colchoneros em casa pela Champions desde que Diego Simeone assumiu o comando. Resultado para os benfiquistas sentirem o gostinho de seu grande passado na copa, e com grande contribuição do goleiro Júlio César.

O Benfica precisou ser muito mais cirúrgico para vencer. O Atlético de Madrid finalizou 23 vezes, contra apenas seis arremates dos visitantes. Porém, preponderou a defesa e um pouco da sorte dos português. Até os 30 minutos, a impressão era de vitória tranquila dos espanhóis. O Atleti abriu o placar com o talentoso Ángel Corrêa, aproveitando uma bobeira da zaga para estufar as redes logo em sua estreia na Champions. E, logo depois, Jackson Martínez ainda carimbou a trave para os colchoneros.

Antes do intervalo, porém, o Benfica buscou o empate com ótima finalização cruzada de Nico Gaitán. E virou no início do segundo tempo, em belíssimo lançamento do próprio Gaitán, que Gonçalo Guedes não desperdiçou. Outra boa promessa, o atacante de 18 anos fez seu segundo jogo pelo torneio continental, marcando o seu primeiro gol. A partir de então, coube aos encarnados segurarem o excelente placar. Com Júlio César fazendo sua parte brilhantemente aos 13 minutos. Primeiro, operou milagre ao espalmar chute de Tiago desviado por Jackson Martínez. Depois, ainda conseguiu se recuperar para fazer defesa ainda mais incrível, em pancada de Correa.

Aos 36 anos, Júlio César pode até dar alguns vacilos de vez em quando. Normal para qualquer goleiro. No entanto, mesmo sem repetir os melhores momentos da carreira, o veterano segue em boa forma. Não à toa, o Benfica teve média de apenas 0,47 gols sofridos no último Campeonato Português e o brasileiro tomou apenas dois gols nos cinco jogos que fez na Champions desde que chegou a Lisboa. Para quem durante quase uma década foi colocado entre os melhores goleiros do mundo, Júlio César tem um final de carreira muito digno. Como ídolo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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