Entre contratações badaladas, outras para profundidade de elenco e uns poucos garotos da base, o PSG enfim chegou à final da Champions League. De forma a conhecer melhor o elenco que alcançou o feito inédito aos parisienses, explicamos como é que o foi atrás de cada uma de suas peças.

O critério usado para incluir os jogadores na lista foi simples: apenas atletas que jogaram partidas na atual temporada da Champions League e que chegam com o grupo à decisão, o que explica as ausências de, por exemplo, Thomas Meunier e Edinson Cavani, que não renovaram seus vínculos, encerrados antes do fim da campanha devido à pandemia do Coronavírus.

Keylor Navas

Navas defendendo pênalti (Getty Images)

(8 jogos na Champions) – € 15 milhões

Mesmo sendo tricampeão consecutivo da Champions League com o Real Madrid, Navas não era considerado estrelado o bastante para ser o goleiro titular dos Blancos. O clube observou durante algumas temporadas outros nomes, até chegar à contratação de Thibaut Courtois, então do Chelsea. Sem espaço, Navas se transferiu ao PSG, que precisava de um goleiro experiente e campeão. O casamento ainda está na primeira temporada, mas parece dar muito certo.

Sergio Rico

Sergio Rico (Sven Sonntag/Imago/OneFootball)

(3 jogos na Champions) – Empréstimo

Com o jovem Areola envolvido no negócio por Navas e indo ao Real Madrid por empréstimo, além da saída de Buffon, que retornou à Juventus, o PSG precisava de mais um nome para o gol para a profundidade de elenco. Encontrou em Sergio Rico, do Sevilla, uma excelente oportunidade. Ao todo, Rico fez dez aparições na temporada, três delas pela Liga dos Campeões. Na última, fez o suficiente para garantir que sua meta não fosse vazada na semifinal com o RB Leipzig, enquanto Navas se recuperava de lesão sofrida nas quartas de final.

Marquinhos

Marquinhos comemora o primeiro gol do PSG contra o Leipzig (Reprodução/Uefa)

(10 jogos na Champions) – € 31,4 milhões

Emprestado pelo Corinthians à Roma e negociado em definitivo na mesma temporada, Marquinhos passou apenas um ano no futebol italiano antes de se valorizar enormemente e ser vendido ao PSG. Nos últimos sete anos, cresceu como jogador e figura no clube parisiense. Aprendeu a desempenhar também a função de volante e, com um perfil de liderança, é o vice-capitão do Paris e sucessor da braçadeira de Thiago Silva.

Thiago Silva

Thiago Silva, do Paris Saint-Germain (Getty Images)

(8 jogos na Champions) – € 42 milhões

As três temporadas que passou no Milan, entre 2009 e 2012, serviram para catapultar Thiago Silva à condição de um dos melhores zagueiros do mundo. Em um momento em que o projeto do Catar ainda era incipiente, virou uma das grandes contratações ao lado de Ibrahimovic, que também estava no Milan, e uma declaração de intenção da instituição. Ao longo de quase toda a sua passagem de oito anos por Paris, o reforçou essa condição. Faz na final deste domingo o seu último jogo pelo PSG, podendo justamente neste momento derradeiro dar a glória máxima ao clube com o qual mais se identificou.

Presnel Kimpembe

Presnel Kimpembe (Imago/OneFootball)

(9 jogos na Champions ) – Base

Com tanto dinheiro à disposição para contratar quem quiser, o PSG utiliza muito menos suas categorias de base do que poderia, mas Presnel Kimpembe é um dos poucos exemplos que deram o salto e se mantiveram no elenco principal. Promovido em 2014, começou a ter suas primeiras oportunidades com mais regularidade a partir de 2015 e, desde então, cresceu em relevância no grupo parisiense. Com seu talento, mas também seu carisma, virou um dos rostos não só do PSG, como da seleção francesa, com que foi campeão do mundo em 2018.

Thilo Kehrer

Thilo Kehrer (Frank Hoermann/Imago/OneFootball)

(4 jogos na Champions) – € 37 milhões

Contratado como um promissor zagueiro versátil junto ao Schalke 04, capaz de jogar também nas laterais, foi nesta segunda função que Kehrer mais atuou pelo PSG desde sua chegada em 2018. Até aqui, entre algumas lesões e a concorrência na defesa, não deu mostras significativas de seu potencial. Porém, com apenas 23 anos, ainda tem tempo para crescer.

Abdou Diallo

Abdou Diallo (Gerrit van Keulen/Imago/OneFootball)

(3 jogos na Champions) – € 32 milhões

Pouco mais de cinco anos depois de assinar seu primeiro contrato profissional com o Monaco, Abdou Diallo estava de volta à Ligue 1, desta vez para defender o PSG. O zagueiro francês teve uma passagem rápida e bem-sucedida pela Alemanha, fazendo uma temporada no Mainz, outra no Dortmund e acabando negociado com os parisienses para a campanha 2019/20. Com o elenco ainda contando com Thiago Silva, Marquinhos e Kimpembe, a hierarquia hoje é clara, mas, aos 24 anos, Diallo tem potencial para lutar por uma vaga no time titular nos próximos anos – ou ao menos ser uma útil peça de elenco.

Juan Bernat

Juan Bernat (Imago/OneFootball)

(9 jogos na Champions) – € 5 milhões

Há duas temporadas no elenco parisiense, Juan Bernat foi uma contratação de baixo custo, para dar profundidade ao grupo, e trouxe um custo-benefício excelente ao PSG. Revelado pelo Valencia, passou quatro temporadas no Bayern, entre 2014 e 2018, antes de ir para a . Ao longo desses dois anos, alternou titularidade com Kurzawa, mas é hoje a clara primeira escolha para a lateral esquerda.

Colin Dagba

Colin Dagba (Imago/OneFootball)

(1 jogo na Champions) – Base

O jovem lateral, de apenas 21 anos, se juntou às categorias de base do PSG em 2016, vindo do Boulogne. Começou a ter suas primeiras oportunidades na equipe de cima durante a temporada 2018/19. Por ora, não conseguiu mostrar o suficiente para subir na ordem de prioridades pela direita, mas ao longo deste tempo se mostrou útil para compor o elenco e suprir eventuais carências por suspensão ou lesão.

Layvin Kurzawa

Kurzawa, do Paris Saint-Germain (Foto: Getty Images)

(3 jogos na Champions) – € 25 milhões

Kurzawa já teve maior prestígio no conjunto parisiense, mas hoje é segunda opção na lateral esquerda e por pouco não deixou o clube, por fim renovando seu contrato no fim de junho. O defensor apareceu bem no Monaco e se destacou localmente antes de fazer a mudança para o PSG em 2015.

Marco Verratti

Marco Verratti (Imago/Onefootball)

(8 jogos na Champions) – € 12 milhões

Verratti era apenas uma jovem promessa de 19 anos do modesto quando deixou o clube para se juntar ao PSG, em 2012, em meio a uma leva de jogadores vindos do futebol italiano devido aos contatos de Leonardo, na primeira passagem como diretor esportivo do brasileiro pelo PSG, entre 2011 e 2013. De lá para cá, o italiano se estabeleceu como um dos principais jogadores em sua posição no mundo e virou um rosto desta última era do Paris.

Julian Draxler

Julian Draxler (Frank Hoermann/Imago/OneFootball)

(4 jogos na Champions) – € 36 milhões

Depois de despontar com muita expectativa no Schalke 04, Draxler não conseguiu dar o salto esperado de qualidade e, em 2015, após quatro temporadas como profissional, se juntou ao Wolfsburg. Lá, no entanto, se destacou e, em 2017, acabou recrutado pelo PSG. Assim como Kurzawa, já teve momentos de maior relevância e espaço, mas hoje é apenas uma peça de elenco, ainda que daquelas com maior capacidade de trazer algo diferente aos confrontos.

Gueye, do PSG (Foto: Divulgação)

(7 jogos na Champions) – € 30 milhões

Gueye fez parte de uma estratégia de mercado diferente do PSG na última janela de transferências de verão. Em vez de estrelas, o clube foi atrás de atletas consolidados, de uma certa mentalidade competitiva e com algo a provar. Depois de se destacar pelo Everton, o desafio era o próximo passo natural ao senegalês, que faz sua primeira temporada no Parque dos Príncipes.

Leandro Paredes

Leandro Paredes é apresentado no PSG (Foto: Reprodução)

(5 jogos na Champions) – € 40 milhões

Revelado pelo Boca Juniors, Paredes teve seu primeiro trabalho de destaque na Europa na Itália, em três temporadas pela Roma entre 2014 e 2017. Negociado com o Zenit, atingiu seu melhor nível na , atraindo a atenção de alguns grandes clubes europeus para um retorno às grandes ligas. Foi parar no PSG, na tentativa do clube de reforçar seu meio de campo, e, ao longo de um ano e meio, vai aumentando sua importância no elenco.

Ander Herrera

Ander Herrera, do PSG (Getty Images)

(5 jogos na Champions) – Custo zero

Ander Herrera foi uma excelente oportunidade de mercado ao PSG. O espanhol era apreciado em Manchester, mas a diretoria do United demorou a lhe oferecer um novo contrato. Com a aproximação do Paris, o meia se sentiu valorizado e atraído pelo projeto e acabou chegando como uma das peças levadas para dar volume ao meio de campo e trazer consigo sua liderança por energia.

Kylian Mbappé

Kylian Mbappé, do PSG (Reprodução)

(9 jogos na Champions) – € 145 milhões

Mbappé começou a despontar no Monaco a partir de 2016, e sua carreira teve ascensão meteórica. Na temporada 2016/17, foi um dos principais destaques técnicos de uma equipe que não só quebrou a hegemonia do PSG na Ligue 1 como também fez bonito na Champions League, chegando à semifinal tendo eliminado Manchester City e Borussia Dortmund. Contar com Mbappé virou o grande objetivo do PSG, que fez suas manobras para não ser pego pelo Fair Play Financeiro: um empréstimo de um ano com obrigação de compra caso o clube não fosse rebaixado para a Ligue 2. Ok.

Neymar

Neymar, do PSG (Getty Images)

(6 jogos na Champions) – € 222 milhões

Neymar já estava há quatro anos na Europa, brilhando no Barcelona, mas seja por uma questão de protagonismo ou simplesmente pela fortuna oferecida pelo PSG, largou a “família” de que fazia parte para virar rei em Paris. Depois de dois primeiros anos conturbados, com grandes atuações dentro de campo, mas aparente descompromisso com a instituição fora dele, o brasileiro parece ter entendido que tem um vínculo com os parisienses e que onde ele está não é tão mau assim. Com uma torcida fanática, estrutura e orçamento bilionários e competitividade para ir longe na Champions, Neymar tem lá tudo de que precisa para, quem sabe, um dia se sagrar o melhor do mundo.

Mauro Icardi

Icardi, do Paris Saint-Germain (Foto: Getty Images)

(7 jogos na Champions) – Empréstimo + € 50 milhões

Inicialmente contratado da Inter por empréstimo, Mauro Icardi fez suficiente na temporada para garantir sua compra em definitivo pelo PSG. A Inter adoraria ter Icardi, seu principal destaque dos últimos anos, por muito tempo, não fosse o comportamento extracampo do argentino. Sua ida ao PSG aconteceu depois de, em negociações por um novo contrato, o atacante se recusar a entrar em campo e perder a braçadeira de capitão, posteriormente alegando estar lesionado, mas sendo desmentido pelo departamento médico italiano. Ao menos no PSG, Icardi parece entender melhor a sorte que tem. Por ora, tem se comportado bem. O fato de dividir vestiário com atletas de maior status deve ajudar a acalmar a prima donna.

Ángel Di María

Ángel Di María, do PSG (Divulgação)

(8 jogos na Champions) – € 63 milhões

Depois de uma temporada de estreia decepcionante no Manchester United, marcada por lesões e problemas de relacionamento com o técnico Louis van Gaal, Di María deixou a Inglaterra de bom grado. Em primeiro lugar, não queria ser transferido para fora do Real Madrid, do qual tinha sido um dos protagonistas na conquista da Champions League de 2014. Ganhou no PSG uma nova chance de deixar sua marca positiva no futebol europeu e, desde 2015, tem feito bom proveito. É um coadjuvante de luxo, por vezes tomando o protagonismo, como na semifinal contra o RB Leipzig.

Pablo Sarabia

Pablo Sarabia (Imago/OneFootball)

(9 jogos na Champions) – € 18 milhões

Sarabia, destaque do Sevilla e chegando por apenas € 18 milhões, não é exatamente o perfil de contratação do PSG, mas é uma representação boa do trabalho feito na última janela de verão do clube. Sem grife, mas com retorno técnico, o espanhol foi uma excelente adição nesta temporada. Revelado pelo Real Madrid, passou cinco temporadas no Getafe, entre 2011 e 2016, além de três anos no Sevilla, entre 2016 e 2019. Na atual campanha, pelo PSG, já soma 22 participações diretas em gols (14 tentos e 8 assistências).

Eric Maxim Choupo-Moting

Choupo-Moting, do PSG (Foto: Divulgação/PSG)

(5 jogos na Champions) – Custo zero

Você não entendeu, eu não entendi, e a torcida do PSG não entendeu quando Choupo-Moting chegou ao clube parisiense em 2018. O camaronês acabara de ser rebaixado junto com o Stoke City na Premier League e, aos 29 anos, nunca havia demonstrado futebol para fazer valer um espaço em um grande clube. Porém, foi uma oportunidade de mercado e trazia para o grupo um perfil de atacante ausente no conjunto. Dois anos depois, toda a aposta valeu a pena com o gol salvador marcado pelo centroavante contra a Atalanta.