Champions League

Jogaço! Hart pegou demais e o City virou aos 45 do 2º tempo para vencer a primeira na Champions

A despeito da montanha russa que vivem neste início de temporada, Borussia Mönchengladbach e Manchester City fizeram um jogaço pela Champions League. Confronto aberto e importante entre dois times que precisavam correr atrás do prejuízo, depois de perderem a estreia. E os Citizens se salvaram de um novo tropeço apenas nos minutos finais. Em partida com 39 finalizações, os ingleses arriscaram o dobro e também deixaram o Borussia Park com o dobro de gols: 2 a 1, graças ao pênalti convertido por Sergio Agüero aos 45 do segundo tempo. No entanto, Joe Hart merece os créditos pelo resultado, defendendo um pênalti e realizando outros milagres ao longo dos 90 minutos.

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O clima no Borussia Park era eletrizante para a noite de Champions. Estádio lotado e mosaico nas arquibancadas, o que certamente contagiou os times. Contudo, a iniciativa ficou por conta dos visitantes. O City impôs o seu poderio com muita pressão ofensiva desde os primeiros minutos, mas também tomava sufoco nos contra-ataques do Gladbach, que errava por pouquíssimo nas conclusões. E o gol só não saiu logo cedo porque o goleiro Sommer operou um milagre para salvar o chute à queima-roupa de Agüero, logo aos cinco minutos.

Era uma pequena mostra do que viria pela frente, com os dois times buscando o ataque, ainda que intensidades diferentes. Enquanto o City rodava mais a bola, a verticalidade do Gladbach parecia mais propensa a resultar em gols. Aos 18 minutos, a primeira grande chance. Justamente a partir de um contra-ataque, os Potros ganharam um pênalti. Mas Raffael cobrou muito mal, telegrafando o chute para Joe Hart. Nas últimas nove penalidades que enfrentou, o goleiro inglês se deu melhor em cinco. Aproveitamento excelente, que valeu demais aos Citizens.

Agüero era quem mais levava perigo pelo lado inglês, bem apoiado por De Bruyne e Sterling nas pontas. Só que Hermann e Raffael também estavam em alta voltagem do outro lado, com Demichelis e Otamendi perdidos diante de tamanha velocidade. O empate poderia muito bem ter saído antes do intervalo, não fossem duas defesas estupendas de Hart no mano a mano. O camisa 1 parecia reviver a noite magnífica que teve na última temporada contra o Barcelona. E, não fossem os goleiros, os chutes bloqueados dentro da área e os erros por centímetros, o placar poderia muito bem estar em 5 a 5.

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Já durante a segunda etapa, Manuel Pellegrini tentou se precaver mais no meio de campo, trocando Yaya Touré por Fernando. Não adiantou tanto assim. O Borussia Mönchengladbach voltou bem mais aceso do intervalo e abriu o placar aos nove minutos. Os alemães tiveram extrema liberdade para trabalhar pelo lado direito e Stindl recebeu a bola limpa, chutando rasteiro para finalmente vencer Hart. Com a vantagem no placar, os anfitriões puderam se resguardar um pouco mais na defesa. Mas acabaram tomando o empate dez minutos depois, a partir de uma bola parada. Demichelis desviou e Korb tirou já dentro do gol, mas a arbitragem não validou o tento. Foi só na segunda tentativa, com Otamendi na sobra, é que os Citizens puderam comemorar.

A partir de então, o jogo passou a contar com um monólogo do Manchester City. Os ingleses iam para cima em busca da virada, enquanto o Gladbach se segurava e buscava um contragolpe fortuito, sem sucesso. E, de tanta insistência, a vitória se consumou no final. Agüero foi derrubado dentro da área. Pênalti que ele mesmo cobrou, coroando a boa partida que fez. Já nos acréscimos, Sommer ainda trabalhou mais um pouco, evitando o terceiro gol dos Citizens.

Diante do cenário que se desenhava, o triunfo é muito bom para o City – até porque o Sevilla perdeu para a Juventus na outra partida da rodada. A vitória fora de casa refaz um pouco do péssimo início do time de Manuel Pellegrini, ainda que existam mais prejuízos a se tirar. Valeu muito pela agressividade do ataque e pela noite inspirada de Hart, ainda que a defesa tenha sido um problema evidente. E os ingleses até podem dizer que deram sorte, pela quantidade de erros cruciais do Gladbach nas conclusões. Os alemães veem sua situação se complicar na tabela, embora saiam de cabeça erguida e com o moral alto, na recuperação que vivem após a saída de Lucien Favre. Em um jogo tão bom, só perde quem não viu.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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