Inter consegue uma vitória crucial diante do Barcelona em San Siro pelo grupo da morte
Com um golaço de Çalhanoglu, Inter sai com os três pontos em casa e agora tem vantagem no duelo com o Barcelona, que se repetirá na próxima semana no Camp Nou
A Internazionale venceu um duelo crucial diante do Barcelona na batalha acirrada por classificação no Grupo C da Champions League, que é considerado o grupo da morte na competição. O gol de Hakan Çalhanoglu decidiu o duelo, que acabou 1 a 0, e colocou a Inter à frente na disputa por vaga nas oitavas de final. Os dois times são os claros concorrentes a uma segunda vaga, já que o Bayern de Munique, com nove pontos em três jogos, deve ser o líder da chave.
O técnico Simone Inzaghi tinha alguns desfalques para o jogo desta terça-feira. Um deles era Romelu Lukaku, que está afastado há algumas rodadas. Marcelo Brozovic também foi desfalque, sendo um dos jogadores mais cruciais do time. O técnico colocou em campo um meio-campo ofensivo com Nicolò Barella, Hakan Çalhanoglu e Henrikh Mkhitaryan. No ataque, Joaquín Correa foi o titular ao lado de Lautaro Martínez, com Edin Dzeko no banco.
No outro lado, o Barcelona de Xavi foi a campo com vários desfalques: Ronald Araújo, Jules Koundé, Héctor Bellerín, Frenkie De Jong e Memphis Depay ficaram fora, todos machucados. O técnico levou a campo um time que tem se tornado habitual, com o meio-campo formado por Sergio Busquets, Gavi e Pedri e um ataque com Raphinha, Ousmane Dembélé e Robert Lewandowski.
A Inter chegou pela primeira vez aos sete minutos, em um belo chute de fora da área de Hakan Çalhanoglu. Ele aproveitou uma bola que sobrou na intermediária, após jogada de Lautaro Martínez, e pegou de primeira. O goleiro Marc-André Ter Stegen fez boa defesa.
Aos 25 minutos, um lance que deixou os torcedores do Barcelona com o coração na boca: em um lance dentro da área, Eric Garcia claramente tocou com o braço para impedir Joaquín Correa de ficar com a bola. Seria um pênalti claro, não fosse por um detalhe: Lautaro Martínez estava impedido no lançamento que gerou o rebote para Correa. Barcelona salvo por pouco.
Pouco depois, Joaquín Correa recebeu uma bola em profundidade nas costas da zaga, avançou, driblou o goleiro e tocou para o fundo do gol. Saiu para comemorar, mas o assistente anotou impedimento, confirmado no replay. Mais uma vez, a Inter chegou perto, mas não conseguiu marcar.
Nos acréscimos do primeiro tempo, a Inter conseguiu chegar ao gol. Novamente de longe, Çalhanoglu arriscou uma bola rasteira, desta vez no cantinho e longe do alcance de Ter Stegen: 1 a 0. Um belo chute do meia turco.
No segundo tempo, o Barcleona tentou reagir, mas parava na boa marcação da Inter. Aos 15 minutos, em uma jogada que Raphinha recebeu, bem marcado, mas conseguiu acionar Gavi, que abriu para Ousmane Dembélé. Ele chutou forte, de pé esquerdo, e a bola bateu na trave, no goleiro André Onana e voltou para o campo. A Inter deu sorte em não ter levado o gol.
O Barcelona chegou ao gol de empate aos 21 minutos, com Pedri. Dembélé fez uma grande jogada pela direita, cruzou, o goleiro Onana saiu mal, não conseguiu o toque e Pedri aproveitou a sobra na segunda trave para marcar. Só que no cruzamento, Ansu Fati levantou a mão e tocou com ela na bola, em posição acima do ombro, o que é passível de marcação de falta. O lance não foi visto pela arbitragem, mas na revisão no VAR, o lance acabou anulado. Xavi, durante a revisão do VAR, recebeu cartão amarelo por reclamação.
Nos acréscimos do segundo tempo, foi checado um toque de mão dentro da área da Inter, que seria pênalti. No cruzamento, o ala Denzel Dumfries se jogou na bola, tentou o cabeceio e houve a dúvida se ele tocou com a mão ou não. Ou mesmo se o toque na mão, se aconteceu, veio depois da cabeçada. Após a revisão, nada foi marcado.
Nos minutos finais, a Inter se defendeu com unhas e dentes, enquanto o Barcelona pressionava até o fim tentando o gol de empate. Os italianos tentavam afastar a bola da área, enquanto os catalães se jogavam ao ataque. No fim, não teve jeito: a Inter saiu com uma vitória apertada, sofrida e duríssima, mas crucial para as pretensões da Inter.



