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Inter aguenta pressão do Porto no final e vai às quartas de final da Champions pela primeira vez desde 2011

Após vencer em casa pelo placar mínimo, Inter fez um jogo duro com o Porto no Estádio do Dragão, mas conseguiu manter o 0 a 0 e volta às quartas de final depois de 12 anos

A Inter segurou o empate por 0 a 0 com o Porto no Estádio do Dragão e garantiu a sua classificação às quartas de final da Champions League pela primeira vez desde 2011. Naquele ano, quando era campeã da temporada anterior, 2009/10, o time chegou a esta fase e acabou eliminada pelo Schalke 04. Desta vez, se classificou bem ao estilo italiano clássico: com uma defesa sólida e tentando contra-ataques, além de sofrer uma pressão intensa no fim do jogo. O goleiro André Onana foi um dos destaques do jogo, assim como o meio-campista Hakan Çalhanoglu, que teve um papel importante na marcação, ainda que o seu melhor seja no setor ofensivo.

O Porto já chegou com um desfalque importante: o meio-campista Otávio, que foi expulso no primeiro jogo. O técnico Sérgio Conceição escalou um time para tentar dominar o jogo, com Pepê na lateral direita, um atacante de origem. Todo o time era bastante ofensivo, com o meio-campo formado por Marko Grjic e Mateus Uribe e do meio para frente o time tinha Evanilson pela direita, Stephen Eustáquio pelo meio e Wenderson Galeno pela esquerda. À frente deles, Mehdi Taremi.

A Inter veio com o time completo e, assim, o técnico Simone Inzaghi escalou o time como quis. Na linha de três zagueiros, Matteo Darmian fez o lado direito, mas na prática a Inter se defendia com linha de cinco, com Denzel Dumfries e Federico Dimarco fechando pelas laterais. O meio-campo mais uma vez teve Hakan Çalhanoglu, Nicolò Barella e Henikh Mkhitaryan, com Marcelo Brozovic no banco. No ataque, Lautaro Martínez ao lado de Edin Dzeko, com Romelu Lukaku no banco.

O primeiro tempo teve o Porto se colocando no ataque, como esperado. Muito mais tempo com a bola, os portistas tentavam causar problemas, mas tinham dificuldades para criar chances. A Inter acelerava quando tinha a bola e marcava alto, tentando deixar os portugueses em dificuldades quando roubava a bola no campo de ataque. Conseguiu em alguns momentos.

O domínio da bola era do Porto, que, no final do primeiro tempo, conseguiu uma boa jogada pela direita e um chute com perigo de Eustáquio. Ele acabou travado no último segundo, impedindo que o chute tivesse a direção do gol.

Apesar de ter pouco a bola, a Inter parecia confortável no papel de defender. Tentava acelerar quando recuperava a bola, mas não conseguia encadear boas jogadas. O técnico Sergio Conceição colocou em campo André Franco e Toni Martínez, nos lugares de Stephen Eustáquio e Evanílson. Tentou tornar o time mais alto e mais perigoso.

Simone Inzaghi fez duas trocas aos 25 minutos. Tirou Edin Dzeko e Federico Dimarco e colocou Romelu Lukaku e Danilo D’Ambrosio. Os dois que saíram faziam bons jogos, mas parecia uma forma de duas alternativas táticas. Lukaku, na teoria, poderia dar uma boa força de arranque para as saídas rápidas. No caso de D’Ambrosio, a ideia parecia controlar o lado direito ofensivo do Porto, que causava problemas. D’Ambrosio é lateral de origem, mas nos últimos anos tem atuado como zagueiro. Aos 28 minutos, a Inter precisou mudar novamente com a saída de Alessandro Bastoni, machucado, para a entrada de Stefan De Vrij.

O Porto seguia no ataque e, aos 30 minutos, em um rebote de escanteio, Marko Grujic pegou o rebote e bateu bem. O goleiro André Onana teve muita segurança para defender e agarrar a bola. A segurança de Onana, aliás, foi um destaque do jogo.

As mudanças não surtiram efeitos na Inter. O time já não conseguia criar lances de ataque. Simone Inzaghi fez mais duas alterações para fechar as cinco a que tem direito, desta vez com um foco mais defensivo. Saíram Barella e Matteo Darmian e entraram Marcelo Brozovic e Milan Skriniar. Dois jogadores descansados que, em situação normal, são titulares.

Precisando do gol, o time foi para cima. Entraram Danny Namaso e Wendell nos lugares de Mateus Uribe e Zidu Sanusi. O time passou a ser todo ataque. E a pressão veio com força. Em um bate e rebate dentro da área, já nos acréscimos, o Porto quase chegou ao gol, mas Dumfries, em cima da linha, conseguiu cortar.

No lance seguinte, em cruzamento para a área, Ivan Marcano tocou de cabeça, a bola sobrou para Grujic, que acertou a trave. Taremi também tentou e a bola foi bloqueada. A pressão foi imensa e a Inter parecia prestes a sofrer o gol, mas conseguiu aguentar e saiu com o empate.

Após o apito final, muita celebração dos jogadores da Inter, com razão. O time aguentou a pressão até o fim, enquanto os portistas lamentavam terem chegado perto, mas não terem balançado as redes como era necessário. Enquanto os jogadores do time italiano estavam aliviados e felizes por alcançarem as quartas, os portistas sentiam o gosto da decepção. Apesar da frustração, o time foi bastante batalhador e tentou até o último segundo. O time sai de cabeça erguida.

A Inter se junta ao Milan, outro time italiano já garantido nas quartas de final. Ainda pode ter o Napoli, que enfrenta o Eintracht Frankfurt no jogo de volta em casa, depois de ter aberto uma imensa vantagem por 2 a 0 fora de casa. É possível até que haja um confronto entre eles. Um derby de Milão certamente abalaria as estruturas em San Siro, tal como aconteceu em 2003, quando os times fizeram a semifinal e o Milan avançou nos gols fora de casa, e em 2005, nas quartas de final, quando o Milan venceu os dois jogos e avançou.

Melhores momentos:

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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